Uma bronca teria sido a motivação para um menino de 8 anos esf4qu3ar a própria mãe, diante do irmão mais velho e do padrasto do menino, na noite de quinta-feira (25/9) em Parelheiros, no extremo sul da capital paulista.
A comerciante Caline Arruda dos Santos, de 37 anos, teria chamado a atenção do filho, no momento em que ele brincava na rua em frente ao estabelecimento dela. Quando ambos se encontraram na casa do padrasto do garoto, onde ela foi buscá-lo posteriormente, a comerciante teria afirmado que iria comunicar um familiar sobre o fato do menino estar “respondão”.
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Ferida e perdendo os sentidos, como relatou uma das testemunhas, ela teria dito: “Venha aqui me dar um último abraço, porque não irei sobreviver”. Em seguida, a mulher foi levada por um vizinho até o pronto-socorro, de onde foi transferida para o Hospital de Parelheiros, no qual já chegou morta.
Entenda o caso:Menino de 8 anos Tira a Vida da Própria Mãe com Facada no Pescoço
Um menino de apenas oito anos tirou a vida de sua mãe, Caline Arruda dos Santos, de 37 anos. O caso aconteceu no bairro Balneário São José, na zona sul de São Paulo, na noite da última quinta-feira (25 de setembro). (Veja o vídeo no final da matéria).
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O menino estava visitando o seu ex-padrasto, que é o ex-marido de sua mãe. Foi quando no período da noite, a mãe Caline foi buscá-lo. E a criança não queria ir embora. Sem que nenhuma das pessoas presentes na residência percebesse, o garotinho pegou uma faca de churrasco na cozinha.
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Ele então foi até a sala, onde sua mãe estava, e a esfaqueou no pescoço. A mãe chegou a ser levada ao Hospital de Parelheiros, mas infelizmente não resistiu e acabou falecendo. Este caso foi registrado no 101º Distrito Policial (DP) e o Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar toda a situação.

Caline Arruda dos Santos, a mãe do menino. Foto: Reprodução Redes Sociais
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Vizinha desabafou sobre o que o menino fez
Em conversa, a vizinha do local, Dona Maria, deu detalhes sobre o que aconteceu. Ela afirmou que o menino tem demonstrado muita frieza após o ocorrido.
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A vizinha também disse que o garoto afirmou que não estava com fome e quis comer. O garoto ainda afirmou que não quis ir embora porque estava com “muita raiva da mãe dele”. A vizinha Dona Maria também relatou que o menino: “Dormiu a noite toda (após o ocorrido). Ele acha que a mãe está no hospital. Ele está normal”.
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A vizinha também contou que não houve gritos no momento do ocorrido ou qualquer barulho que alertasse para uma briga. A vizinha disse que até os presentes na casa não perceberam a discussão até o momento que o garoto esfaqueou sua mãe.
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A vizinha afirmou: “Ela (Caline) chegou na casa e chamou a criança para ir embora. Ele se recusou, foi até a cozinha para pegar uma faca grande de churrasco e golpeou a mulher no pescoço”.
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O menino conversou com uma equipe de TV e confirmou que não estava assustado com a situação. O caso continua sendo investigado. Pessoas próximas ainda relataram que a mãe era muito cuidadosa com o filho e era uma pessoa tranquila.
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Residência onde o menino tirou a vida da mãe. Foto: Reprodução
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Padrasto fala sobre o que o menino faz
O ex-padrasto da criança, que presenciou toda a situação, também desabafou para a equipe de TV.
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O ex-padrasto afirmou: “Ele (o garoto) pegou ela (a mãe) pelo braço, tirou uma faca e não sei de onde. Foi uma facada e ela já caiu. Ele não queria ir embora. Ele é assim mesmo, quando não queria ir. Eu até tinha falado, deixa ele ficar aqui, dormir aqui, e amanhã vocês conversam”.
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Faca utilizada pelo menino. Foto: Divulgação
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Em suas redes sociais, Caline fazia declarações para o filho. Quando o garoto ainda era bebê, ela compartilhou uma foto do pequeno e se declarou dizendo: “Filho, te amo muitoooooooo”.
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Foto do menino quando ainda era bebê. Foto: Reprodução Redes Sociais
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Onde pedir ajuda em casos de crianças com comportamento violento?
Diante de casos tão extremos, surge a pergunta crucial: onde buscar ajuda quando uma criança apresenta comportamentos violentos graves? Especialistas alertam que a violência persistente em crianças pequenas é um sinal de alerta máximo, que nunca deve ser ignorado ou tratado como "apenas uma fase". É fundamental que a família busque avaliação com uma equipe multiprofissional, composta por psicólogos e psiquiatras infantis, que podem identificar possíveis transtornos de saúde mental, traumas ou dificuldades de regulação emocional que estejam na origem da agressividade.
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No Brasil, canais de apoio estão disponíveis para oferecer suporte imediato e orientação. O Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza apoio emocional gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188, pode ser um primeiro passo para adultos que se sentem sobrecarregados. Além disso, a rede pública de saúde oferece atendimento por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS IJ), onde crianças e adolescentes podem receber acompanhamento especializado. Outro pilar de apoio é a escola, por meio de psicólogos educacionais ou orientadores, que podem observar mudanças de comportamento e acionar a rede de proteção, como o Conselho Tutelar.
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A intervenção precoce é a chave para prevenir desfechos trágicos. Ignorar os sinais ou tentar resolver a situação apenas com punições dentro de casa pode agravar o problema. É essencial que pais, cuidadores e educadores compreendam que a violência infantil é, acima de tudo, um grito de socorro de uma criança que não possui ferramentas emocionais para lidar com sua própria dor. Romper o ciclo de violência exige coragem para reconhecer a necessidade de ajuda profissional, protegendo não apenas a comunidade, mas, principalmente, o futuro dessa criança.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: R7 / Bebê Mamãe / Luiz Bacci
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