Mulher já havia denunciado assédio do funcionário um ano antes; ataque deixou vítima em estado grave e gerou pânico entre moradores do condomínio.
Na manhã desta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, um prédio residencial no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi cenário de um episódio de extrema violência protagonizado pelo zelador da edificação. O homem, identificado apenas como Osvaldo, é suspeito de espancar uma moradora, atear fogo em portas de apartamentos e tentar fugir após a ação criminosa. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Samu, que atuaram para conter as chamas e socorrer as vítimas.

De acordo com informações, a vítima, uma mulher de 47 anos, foi encontrada desacordada dentro do próprio apartamento. O imóvel foi arrombado e, no interior, ela apresentava diversos ferimentos no rosto, a ponto de não conseguir se comunicar com os socorristas. Ela foi resgatada em estado grave e encaminhada para atendimento médico emergencial.

As investigações revelaram que, um ano antes do ataque, a mesma moradora havia registrado uma queixa contra o zelador no livro de ocorrências do condomínio. Na ocasião, ela relatou ter recebido uma mensagem dele, durante a noite, em que era convidada para tomar vinho. A situação foi tratada como assédio por parte da vítima, que também levou o caso ao síndico da época, mas nenhuma providência efetiva teria sido adotada.

Uma amiga da moradora confirmou que ela chegou a mostrar as mensagens trocadas com o zelador para a própria esposa dele, que, no entanto, não acreditou na denúncia. A mesma amiga revelou ainda que também foi alvo de assédio por parte de Osvaldo. Segundo o relato, ele chegou a dizer que poderia “cantar” a jovem porque ela não era casada.
Apesar das acusações, a familiar do zelador saiu em sua defesa, afirmando que Osvaldo, de 41 anos, sempre foi muito querido pelos moradores do prédio. Para ela, o comportamento descrito não condiz com a imagem que a família tem dele, motivo pelo qual prefere acreditar na inocência do acusado.
As câmeras de segurança do condomínio, no entanto, registraram imagens do momento em que o suspeito chegou ao prédio carregando um galão de gasolina. Em seguida, ele subiu pelo elevador até um dos andares, espalhou o combustível e colocou fogo nas portas de vários apartamentos.


Moradores afirmaram que a possível motivação para o crime teria surgido após uma conversa no grupo de mensagens do condomínio. Na terça-feira, 26 de agosto, apenas um dia antes do ataque, alguns condôminos discutiram a possibilidade de substituir o zelador, o que teria deixado o funcionário contrariado.
Segundo relatos da subsíndica, que preferiu não se identificar, Osvaldo direcionou o ataque especialmente contra apartamentos de mulheres e idosos. As portas desses imóveis foram destruídas pelas chamas, e ele ainda teria tentado arrombá-las. Em um dos casos, um morador idoso conseguiu se proteger ao colocar um armário atrás da porta para impedir a invasão.
Depois de espalhar fogo e invadir o apartamento da vítima, o zelador tentou fugir quando percebeu a chegada da Polícia Militar. Ele pulou de uma altura de aproximadamente três metros, do playground para a garagem, mas se feriu na queda.

O suspeito foi socorrido pelo Samu e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado sob custódia policial. A vítima também foi levada para uma unidade hospitalar e seu estado de saúde inspira cuidados.
Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no controle das chamas e evitaram que o fogo se espalhasse por todo o edifício. Apesar disso, o rastro de destruição é visível, com diversas portas queimadas e moradores ainda abalados pelo episódio.

A Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia de Homicídios do Atlântico instaurou inquérito para investigar os crimes de dano qualificado com uso de substância inflamável e tentativa de homicídio. O zelador foi autuado em flagrante e deverá responder pelos atos praticados.
Segundo nota da corporação, equipes da 7ª Delegacia Territorial seguem realizando oitivas e diligências para esclarecer os detalhes da ocorrência, incluindo a motivação exata e se houve planejamento prévio para o ataque.
Já a Polícia Militar, por meio da 12ª Companhia Independente, destacou que foi acionada para verificar a situação e, ao chegar ao local, constatou os focos de incêndio em pelo menos um apartamento. O combate às chamas foi conduzido pelo Corpo de Bombeiros, enquanto o Samu prestava atendimento à vítima.
As autoridades reforçaram que todos os procedimentos foram adotados para conter a situação e preservar a vida dos moradores. A investigação deve buscar também compreender se os sinais de comportamento inadequado relatados anteriormente foram devidamente avaliados pelo condomínio.
Para os vizinhos, a tragédia poderia ter sido evitada caso medidas tivessem sido tomadas após as primeiras denúncias de assédio feitas pela moradora. O silêncio e a falta de providências acabaram antecedendo um episódio de violência que poderia ter terminado em morte.
O caso levanta discussões sobre a segurança e o dever de proteção dentro dos condomínios residenciais. Situações de assédio, intimidação ou comportamento suspeito, quando ignoradas, podem escalar para episódios de violência extrema, como o ocorrido em Salvador. Agora, o prédio do Rio Vermelho carrega não apenas os danos materiais deixados pelo fogo, mas também o trauma coletivo vivido por moradores e funcionários. Muitos ainda tentam compreender como alguém que convivia diariamente com eles pôde se transformar em agressor e autor de um atentado tão grave.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
O episódio segue em investigação e continuará sendo acompanhado pela sociedade, que espera respostas da Justiça para punir os responsáveis e garantir que situações semelhantes não voltem a se repetir em condomínios da capital baiana.
Algumas Informações: G1.globo / CNN Brasil.com.br
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