Um operário morreu após ficar pendurado e despencar da estrutura de uma obra em um prédio em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, na terça-feira (17 de outubro).
Outros sete trabalhadores também ficaram pendurados, mas foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros. (Veja os vídeos no final da matéria).
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Foto: Reprodução
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Um deles foi encaminhado para atendimento médico no pronto-socorro do Campo Limpo, também na zona sul.
O acidente aconteceu por volta das 16:00h. Os bombeiros informaram que a vítima fatal sofreu uma parada respiratória e morreu no local.
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A Prefeitura de São Paulo disse que realizou parcialmente a interdição preventiva da obra, na área das calçadas e arredores das duas torres do prédio. Uma nova vistoria será realizada após a conclusão da perícia da Polícia Civil, que foi iniciada na manhã da quarta-feira (18 de outubro).

Foto: Reprodução
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Segundo a administração municipal, há alvará de execução da obra, sem constar irregularidades.
Em nota, a EZTEC, responsável pela obra, disse lamentar profundamente o acidente ocorrido. “Apesar de existirem os equipamentos de segurança e proteção, por uma fatalidade, um dos trabalhadores veio a óbito”.
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A empresa diz que “o que se sabe é que houve um acidente na plataforma de trabalho e segurança”, mas que o caso ainda está em apuração.
Polícia interdita área próxima a prédio na Zona Sul de SP onde operário caiu e morreu após estrutura de obra a 140 metros de altura ceder.

Foto: Reprodução
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Outros sete trabalhadores foram resgatados. Helicóptero da Polícia Militar foi acionado para atender a ocorrência. Crea-SP diz que está apurando o caso.
A Polícia interditou o quarteirão de prédio na Zona Sul da capital de onde um operário caiu e morreu. O caso ocorreu por volta das 16h da terça-feira (17 de outubro).
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Oito funcionários de uma obra ficaram pendurados a 140 metros de altura em uma estrutura metálica no topo de um prédio em construção, na Chácara Santo Antônio.
Os trabalhadores foram resgatados e um deles, que apresentava dores no corpo, foi encaminhado a um pronto-socorro da região.

Foto: Reprodução
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Ao menos dez viaturas da corporação foram deslocadas para a ocorrência. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, também foi acionado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um andaime teria caído da construção.
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A estrutura que caiu fazia uma conexão entre as duas torres de 33 andares que estão em construção e têm previsão de entrega para 2025.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) afirmou que está apurando o caso e busca identificar os responsáveis técnicos pelo empreendimento.
"Para a realização de quaisquer atividades e serviço, os profissionais e empresas contratados devem estar registradas no Crea-SP. Também é necessário que, para todos os serviços contratados, seja feito o registro de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), definindo a participação técnica no empreendimento", explica o órgão.
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Em nota, a construtora EZTEC, responsável pela obra, lamentou o acidente e informou que, "apesar de existirem os equipamentos de segurança e proteção, por uma fatalidade, um dos trabalhadores veio a óbito. O caso está sob apuração e, neste momento, o que se sabe é que houve um acidente na plataforma de trabalho e segurança. A empresa seguirá todas as recomendações das autoridades competentes".
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Veja os vídeos:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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9 EPIs obrigatórios para trabalhos em altura
Trabalhar em altura pressupõe alguns riscos que não fazem parte do dia a dia de trabalhadores de outras funções. Por essa razão, as normas que regem essa modalidade de trabalho também diferem das que são comuns a todos. Uma dessas diferenças é que o trabalho em altura pressupõe o uso de alguns EPIs obrigatórios.
A norma regulamentadora nesse caso é a NR35 e nela estão descritos alguns equipamentos indispensáveis a funcionários que atuam em tais condições. Saiba mais sobre quais são eles e a sua importância.
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1. Cinto de Segurança tipo paraquedista
Já imaginou os riscos de uma pessoa atuando em um andaime ou qualquer outro local alto, sem estar “preso” a nenhuma espécie de equipamento? Qualquer desequilíbrio ou mesmo movimento brusco poderia ser fatal. Desse modo, é essencial que todos os que trabalham em altura utilizem esse tipo de cinto de segurança.
Embora a primeira medida a ser tomada seja criar um ambiente que neutralize ou, pelo menos, minimize o risco de quedas, na maior parte das vezes não é possível eliminá-lo totalmente. Assim, o uso do cinto de segurança nas atividades em altura é fundamental na retenção de eventuais quedas, além de deixar o trabalho mais tranquilo.
Esse modelo de cinto de segurança leva o apelido de paraquedista, visto que é bem parecido com o modelo de cinturão usado pelas pessoas que se arriscam a pular de grandes alturas utilizando paraquedas.
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2. Talabartes simples
O uso do cinturão de segurança de forma correta se torna possível graças a um outro item que faz parte do rol de EPIs necessários para trabalho em altura: os talabartes.
Trata-se de uma espécie de extensão do cinto, constituído por uma fita com um ponto de ancoragem. O ideal é que essa ancoragem seja posicionada de modo que o trabalhador consiga se prender a ela antes de acessar a situação de perigo e soltá-la somente quando estiver fora da mesma.
Dependendo da situação, apenas um ponto de ancoragem não é suficiente para garantir a segurança. É por isso que hoje em dia esse modelo tem uma utilização restrita a determinados tipos de trabalhos em altura.
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3. Talabarte Y
Considerado mais seguro do que o talabarte simples, trata-se de um equipamento em formato da letra Y, que possui 3 pontos de ancoragem. Um deles se conecta ao cinto de segurança do trabalhador em um elemento de ancoragem integrado ao cinto e os outros dois em pontos de ancoragem seguros.
Esse modelo se torna obrigatório em trabalhos em andaimes, por exemplo, devido ao alto risco de quedas durante o trânsito de pessoas. Outra vantagem é que ele permite maior liberdade de movimento ao trabalhador, pela possibilidade de alternância entre dois pontos de ancoragem, sempre conectado a pelo menos um ponto de ancoragem.
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4. Talabarte ajustável ( de posicionamento )
Este é mais um modelo de talabarte utilizado em trabalhos posicionados. Na verdade, trata-se de uma espécie de complemento ao talabarte simples ou Y. A necessidade desse dispositivo vem do fato de que o trabalhador ter que utilizar suas duas mãos para realização da atividade em altura e então se posicionará de forma segura apoiando suas duas pernas em um local seguro e o terceiro ponto de ancoragem será feito com uma “laçada” deste talabarte ajustável.em uma estrutura segura proporcionando, pelo menos, três pontos de ancoragem segura para que ele tenha o equilíbrio e estabilidade necessários na realização da tarefa
O recomendado é que seja acoplado a um cinto de segurança que tenha dois olhais de ancoragem laterais, integrados na parte abdominal do cinto de segurança tipo paraquedista.
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5. Trava-quedas
A essa hora, você deve estar se perguntando o que é esse tal trava-quedas. Ele atua em conjunto com o cinto de segurança e os talabartes, especialmente em casos nos quais se necessita uma movimentação grande ao realizar o trabalho em altura.
Trata-se de uma espécie de “presilha travadora” que segue o mesmo mecanismo do cinto de segurança de veículos. Caso o trabalhador sofra uma queda ou faça um movimento brusco, a trava segura o cinto. Porém existem diversos modelos de trava quedas para diversas atividades em altura que devem ser escolhidos por profissionais de segurança do trabalho em função de suas análise de risco.
É dessa forma que os equipamentos que citamos atuam em conjunto para garantir a segurança de um funcionário que conviva com o trabalho em altura em seu dia a dia.
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6. Capacete com jugular
Um capacete serve para proteger a cabeça do trabalhador de pancadas e objetos que possam cair de uma altura maior e atingi-la. No trabalho em altura ele é indispensável, visto que a pessoa fica exposta a diversos riscos e qualquer “susto” ou ferimento poderia levá-la a uma queda de altura.
A diferença desse equipamento para um capacete normal é que ele possui uma fita que passa por debaixo do queixo, evitando que caia devido ao movimento ou mesmo vento forte.
A essa fita damos o nome de jugular e é ela que proporciona maior liberdade de movimento ao trabalhador, que elimina a preocupação com a possibilidade de o capacete cair a qualquer momento.
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7. Botinas de Segurança
Escorregar e cair em um ambiente de trabalho térreo já é perigoso, concorda? O que diremos então de um “escorregão” em cima de um andaime? É claro que a função do cinto de segurança, talabarte e trava-quedas é impedir que o trabalhador caia, mas vamos pensar:
Uma queda, ainda que sobre o andaime, poderia causar ferimentos graves. Ficar pendurado no ar, preso somente pelas cintas, também não é uma boa ideia. Nesse cenário, entram as botas, que protegem os pés de eventuais quedas de ferramentas sobre os mesmos bem como batidas em obstáculos no piso ou mesmo em estruturas próximas do local de trabalho.
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8. Óculos de segurança
Os olhos são partes sensíveis do nosso corpo e também precisam estar protegidos da entrada de corpos estranhos e pó. Trabalhar em altura, principalmente em ambiente externo, expõe o trabalhador a uma grande variedade de partículas.
Outra função importante dos óculos é a proteção contra raios solares e a entrada de excesso de claridade.
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9. Luvas de Segurança
As luvas são responsáveis por proteger as mãos de produtos químicos e ferimentos por agentes externos. No trabalho em altura, elas são indispensáveis, visto que qualquer trauma a muitos metros do chão torna o socorro mais difícil.
Usá-las no ambiente de trabalho proporciona uma proteção maior ao funcionário. Lembre-se de que as mãos são usadas para praticamente todas as atividades profissionais e, portanto, ficam mais expostas aos riscos.
Algumas informações: CNN Brasil / Metropoles / Conect
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