Com um projeto ambicioso que une infraestrutura pública e gestão privada, município desenvolve polo cervejeiro de quase 30 km. Iniciativa promete gerar 2 mil empregos e integrar agricultura, indústria e turismo de experiência.
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A cidade de Viana está desenhando um novo capítulo em sua história econômica, colocando a cerveja artesanal como protagonista de um projeto ousado de desenvolvimento regional. O município decidiu investir pesado para transformar a região em um autêntico polo cervejeiro, movimentando não apenas a indústria de bebidas, mas toda a cadeia de turismo e serviços locais.
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A iniciativa, que visa conferir à cidade o título de "Terra da Cerveja", baseia-se em uma estratégia híbrida: o investimento pesado em infraestrutura pública aliado à expertise da operação privada. O objetivo é criar um ecossistema sustentável que gere renda e emprego de forma contínua para a população vianense.

Foto: Reprodução
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Geograficamente, o projeto é vasto. A nova rota cervejeira estende-se das imediações do Parque de Exposições de Viana até a divisa com o município de Guarapari. O trajeto margeia a estrada de Baia Nova e diversas vias vicinais, criando um corredor turístico e industrial estratégico.
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Ao todo, a área compreende aproximadamente 28,7 quilômetros de extensão dedicados ao desenvolvimento do setor. O polo encontra-se atualmente em fase de implantação física, com máquinas e obras preparando o terreno para receber os empreendimentos que darão vida à rota.
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Nesta primeira fase, o projeto contempla a instalação imediata de cinco cervejarias artesanais. No entanto, o potencial de atração de investimentos já se mostra superior à oferta inicial: a administração municipal já recebeu 16 cartas de intenção de empresas interessadas em se instalar no local.
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O impacto econômico previsto é significativo para a região. As estimativas oficiais apontam para a geração de até 2 mil empregos, somando-se os postos diretos nas fábricas e os indiretos, decorrentes da cadeia de fornecedores, logística e atendimento ao turista.
Foto: Reprodução
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O modelo de negócio adotado pela prefeitura é inovador e visa desburocratizar o investimento. O poder público assume a responsabilidade pela construção da estrutura física, entregando os galpões prontos. Às cinco cervejarias selecionadas caberá a obrigação de ocupar o espaço e iniciar a produção.
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Dessa forma, o município elimina uma das maiores barreiras de entrada para pequenos industriais: o custo da construção civil. Em contrapartida, trata-se de um polo produtivo com contrapartidas claras: foco total em turismo, fomento à agricultura local e excelência em serviços.
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A entrega das primeiras estruturas está prevista para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. É uma corrida contra o tempo para colocar Viana no mapa nacional da cerveja artesanal, aproveitando o crescimento do setor no Brasil.
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Para viabilizar legalmente o polo, foram necessários ajustes profundos no ordenamento urbano da cidade. A prefeitura criou uma Zona Especial de Agroturismo, permitindo uma flexibilização do parcelamento do solo para áreas a partir de 1.000 m², facilitando a instalação dos empreendimentos.
Foto: Reprodução
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Nesse arranjo, o poder público garante a infraestrutura básica essencial, como energia elétrica, saneamento e serviços urbanos. Ao setor privado, resta a missão de implantar os equipamentos industriais e gerir a operação das unidades fabris e comerciais.
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Vale destacar que o modelo dispensa o aporte financeiro direto das cervejarias para a construção dos prédios. O "pagamento" se dá através do desenvolvimento econômico: exigência de produção local, oferta de experiências turísticas de qualidade e integração com a gastronomia regional.
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Um dos diferenciais competitivos do projeto é a aposta na agricultura local, especificamente no cultivo de lúpulo. Recentemente, foi inaugurado o quinto campo particular de produção na região, consolidando a vocação agrícola do polo para insumos cervejeiros.
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Com essa nova adição, o município passa a contar com uma capacidade produtiva superior a 1.500 quilos de lúpulo. Esse insumo, fundamental para o aroma e amargor da cerveja, é majoritariamente importado no Brasil, o que torna a produção local de Viana um trunfo logístico e de qualidade ("terroir").
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A estratégia macro do projeto é criar um ciclo virtuoso que alia produção agrícola, uma cadeia logística eficiente, turismo de experiência e formação de mão de obra. O desenho do programa inclui até mesmo uma escola técnica para capacitação profissional específica para o setor.
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O envolvimento de fornecedores regionais é outro pilar, garantindo que a riqueza gerada circule dentro do município. A ideia é que o turista consuma a cerveja feita com o lúpulo plantado ali perto, servida por profissionais formados na cidade.
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Do ponto de vista turístico, o novo polo não nasce isolado. O projeto foi desenhado para se conectar a rotas já consolidadas, como a Rota das Águas, que conta com cerca de 30 empreendimentos e já atrai um fluxo constante de visitantes para a região.
Com a entrega das obras se aproximando, Viana se prepara para deixar de ser apenas uma rota de passagem para se tornar um destino final de lazer e negócios, provando que a parceria entre gestão pública e iniciativa privada pode fermentar bons resultados para a economia.
Mais Informações: Folha Vitória
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