Os cuidados com a vitamina D devem ser redobrados nesta época do ano. A redução da exposição solar durante os meses mais frios pode favorecer a queda dos níveis da vitamina, considerada fundamental para diversas funções do organismo.
A vitamina D ganhou ainda mais destaque nos últimos anos devido à sua relação com a imunidade, a saúde óssea e o bem-estar geral. Mas, junto com a popularidade, surgiram muitas dúvidas e informações equivocadas sobre sua suplementação.
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“Produzida principalmente pela exposição da pele ao sol, a vitamina D também pode ser obtida por meio da alimentação e, em alguns casos, da suplementação orientada por profissionais de saúde. Sua deficiência é relativamente comum e pode afetar pessoas de diferentes faixas etárias, especialmente idosos, indivíduos com pouca exposição solar e pessoas com doenças que comprometem a absorção de nutrientes”, explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, Fellow da The Obesity Society e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
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Além de contribuir para a absorção de cálcio e fósforo, a vitamina D tem papel importante no fortalecimento do sistema imunológico, na manutenção da massa muscular e na saúde metabólica.
“Baixos níveis da vitamina podem passar despercebidos por longos períodos, pois os sintomas nem sempre são evidentes. Por isso, mesmo nas estações com menos luz solar, é preciso aproveitar quando o sol aparece e priorizar atividades ao ar livre”, orienta o médico nutrólogo, que alerta: “Tanto a deficiência quanto o excesso da vitamina podem trazer riscos à saúde. Por isso, é importante entender o que realmente é mito e o que é verdade”.
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1. Só a alimentação basta para manter os níveis de vitamina D?
Mito – São poucos os alimentos que são, naturalmente, ricos em vitamina D. Entre eles estão os peixes gordurosos, como salmão, sardinha, atum, arenque e cavala; o óleo de fígado de bacalhau; a gema de ovo; e alguns cogumelos, como shitake e portobello, quando expostos à luz ultravioleta. Por isso, a combinação de uma alimentação equilibrada, exposição solar segura e acompanhamento médico é fundamental para manter níveis adequados dessa vitamina.
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2. Tomar sol é essencial para obter vitamina D?
Verdade – A principal fonte de vitamina D é a produção realizada pela pele a partir da exposição solar. A alimentação contribui, mas, geralmente, não é suficiente, sozinha, para manter níveis adequados.

Foto: Reprodução
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3. Quem mora em um país ensolarado não tem deficiência de vitamina D?
Mito – Mesmo em países tropicais, a deficiência é relativamente comum. A rotina em ambientes fechados, o uso constante de protetor solar, o envelhecimento, a obesidade e a baixa exposição ao sol podem reduzir a produção da vitamina.
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4. Vitamina D fortalece os ossos?
Verdade – É essencial para a absorção de cálcio e fósforo, ajudando na manutenção da saúde óssea e na prevenção da osteopenia e da osteoporose.
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5. Baixa vitamina D pode causar cansaço e fraqueza?
Verdade – Níveis insuficientes podem estar associados à fadiga, às dores musculares, à fraqueza e à redução da disposição física.
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6. Quanto mais vitamina D, melhor para a saúde?
Mito – O excesso pode ser prejudicial e causar intoxicação, com aumento do cálcio no sangue, problemas renais, náuseas e alterações cardíacas. A suplementação deve ser individualizada.
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7. A alimentação ajuda na ingestão de vitamina D?
Verdade – Alguns alimentos contribuem para o consumo da vitamina, especialmente salmão, sardinha, atum, gema de ovo, fígado, cogumelos, leite e produtos fortificados.

Foto: Reprodução
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8. Vitamina D melhora a imunidade?
Verdade – Ela participa do funcionamento do sistema imunológico e pode contribuir para a resposta de defesa do organismo.
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9. Qualquer pessoa deve tomar suplemento de vitamina D?
Mito – A suplementação só deve ser feita com avaliação profissional. A necessidade varia conforme a idade, a rotina, as condições de saúde e os resultados de exames laboratoriais.
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10. Idosos têm maior risco de deficiência?
Verdade – Com o envelhecimento, a pele perde parte da capacidade de produzir vitamina D. Além disso, os idosos costumam se expor menos ao sol, e a deficiência da vitamina aumenta o risco de quedas e fraturas nessa população.
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11. É possível ter deficiência sem apresentar sintomas?
Verdade – Muitas pessoas apresentam baixos níveis da vitamina sem sinais evidentes, o que reforça a importância do acompanhamento médico e da realização de exames periódicos em grupos de risco. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço frequente, dores musculares, fraqueza, dores ósseas, baixa imunidade e alterações de humor.

Foto: Reprodução
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Informações: Associação Brasileira de Nutrologia.
📝 Síntese: Cuidados e mitos sobre a Vitamina D
⚠️ O Cenário: A chegada dos meses frios reduz a exposição solar e acende o alerta para a queda da vitamina D, essencial para o organismo.
🩺 Funções e Sintomas: O nutriente regula o cálcio e protege a imunidade. Sua falta causa cansaço silencioso, dores ósseas e fraqueza muscular, mas o excesso por automedicação é tóxico e prejudica os rins e o coração.
☀️ Sol vs. Dieta: Tomar sol de forma segura continua sendo a principal fonte de absorção. Alimentos ajudam, mas não bastam, e a carência atinge até mesmo quem mora em países ensolarados como o Brasil.
📋 Recomendação: Idosos e pessoas que trabalham em locais fechados têm mais riscos. A suplementação nunca deve ser feita por conta própria, exigindo exames de sangue e recomendação de um médico ou nutrólogo.
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