A audiência pública que discutiu a contratação de monitoras para o acompanhamento de crianças neurodivergentes na rede municipal de ensino gerou grande repercussão em Leopoldina.
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Realizada recentemente na Câmara Municipal, a reunião contou com ampla participação popular, plenário cheio e duração aproximada de três horas, evidenciando a preocupação de pais, educadores e da sociedade civil com a situação atual da educação inclusiva no município.
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Durante a 68ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 03 de fevereiro de 2026, vereadores manifestaram decepção e chateação diante do que classificaram como um retrocesso nas políticas de apoio às crianças neurodivergentes.
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O principal ponto de crítica foi a dispensa de 34 monitoras, ocorrida após o encerramento de um contrato, o que, segundo os parlamentares, agravou um cenário que já exigia melhorias.
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Os vereadores ressaltaram que não foram procurados pela administração municipal para discutir o tema, apesar de integrarem comissões permanentes da Casa, especialmente a Comissão de Educação.
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Segundo eles, as reclamações da população são legítimas e recaem diretamente sobre o Legislativo, sobretudo após a realização da audiência pública, que criou expectativa de avanços — expectativa que, na avaliação dos parlamentares, não se concretizou.
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Indicações apresentadas
Na sessão, a vereadora Pastora Regina (PL) apresentou a Indicação nº 38/2026, solicitando ao prefeito municipal, em caráter de urgência, a realização de um processo seletivo simplificado ou outra medida administrativa para a contratação de monitores e monitoras destinadas ao acompanhamento de crianças neurodivergentes na rede municipal de ensino.
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A parlamentar destacou que o acompanhamento especializado é essencial para garantir inclusão, desenvolvimento pedagógico e bem-estar dessas crianças, além de atender à apreensão de pais, responsáveis e profissionais da educação.
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A vereadora também apresentou a Indicação nº 39/2026, que solicita ao Executivo o estudo de viabilidade para a padronização e manutenção das calçadas em todo o município, diante das constantes reclamações sobre buracos, desníveis e riscos de acidentes, especialmente para idosos, pessoas com deficiência, gestantes e crianças.
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Já a Indicação nº 40/2026, também de autoria da Pastora Regina, pede a implantação de um acesso com calçamento e iluminação pública ligando a Rua Nossa Senhora Aparecida ao bairro Pedro Brito, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores da região, que utilizam o local como via de ligação, apesar da falta de infraestrutura adequada.
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Debate intenso e relatos pessoais
O debate foi marcado por discursos firmes e, em alguns momentos, emocionados. O vereador Rony parabenizou a autora da indicação e afirmou que já está articulando uma reunião com o prefeito para tratar do tema, reforçando que as crianças não podem ficar desassistidas.
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O vereador Oldemar, que relatou ser pai de uma criança autista, afirmou que a redução no número de monitoras compromete diretamente o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos, classificando a situação como “desumana” diante das responsabilidades e da baixa remuneração das profissionais.
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Parlamentares também citaram experiências de outros municípios, como Cataguases, onde o acompanhamento ocorre por meio de processo seletivo e com uma estrutura que combina monitoras e professoras de apoio, definidas por uma equipe pedagógica conforme a necessidade de cada aluno.
Durante a sessão, foi informado que a redução do número de monitoras teria ocorrido após uma recomendação do Ministério Público, e não uma determinação direta. Vereadores, no entanto, solicitaram oficialmente o envio do documento à Câmara para esclarecimentos, defendendo mais transparência e diálogo entre o Executivo, o Legislativo e os órgãos de controle.
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O vereador Vítor Resende adotou um tom crítico em relação à gestão municipal, questionando a falta de comunicação com as comissões da Casa. Ele solicitou formalmente o acesso à notificação do Ministério Público utilizada como justificativa para a dispensa das profissionais, afirmando ser um "absurdo" a Câmara não ter essa informação oficial.
Resende também apontou incoerências nas prioridades do Executivo, alertando que novos cortes podem estar por vir. O parlamentar denunciou que, enquanto se reduz o quadro de apoio na educação inclusiva, "cargos estão sendo criados com valores absurdos" em outras áreas da administração
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Pedido de reestruturação na educação
Além da contratação das monitoras, os vereadores defenderam uma reestruturação da educação municipal, incluindo a criação de uma equipe psicopedagógica na Secretaria Municipal de Educação e a realização de novas audiências públicas, caso as providências não sejam adotadas.
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Relatos de pais, professores e servidores sobre dificuldades no ambiente escolar também foram mencionados, reforçando a necessidade de acompanhamento mais próximo por parte do poder público.
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Ao final, a Indicação nº 38/2026 foi colocada em votação e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes. Os parlamentares reforçaram que continuarão cobrando medidas efetivas do Executivo e que a mobilização da sociedade será fundamental para garantir avanços na educação inclusiva em Leopoldina.
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A audiência pública e os debates na Câmara evidenciam que o tema segue como uma das principais demandas da comunidade, especialmente das famílias de crianças neurodivergentes, que aguardam soluções concretas para assegurar o direito à educação com dignidade e inclusão.
Foto: Câmara Municipal de Leopoldina
📝 Síntese da Matéria
📢 Mobilização Popular: Uma audiência pública sobre a contratação de monitoras para crianças neurodivergentes lotou a Câmara Municipal por três horas, gerando grande repercussão na cidade.
📉 O Problema: Vereadores criticaram duramente a dispensa de 34 monitoras após o fim de um contrato, classificando a situação como um "retrocesso" na educação inclusiva.
🏛️ Ação Legislativa: Foi aprovada por unanimidade a Indicação nº 38/2026, de autoria da vereadora Pastora Regina, que solicita urgência na realização de processo seletivo para recontratar esses profissionais.
⚖️ Justificativa e Cobrança: A redução do quadro teria sido motivada por uma recomendação do Ministério Público. No entanto, os vereadores solicitaram acesso ao documento oficial para esclarecer se houve uma determinação ou apenas uma orientação, criticando a falta de diálogo do Executivo.
🗣️ Relatos: O debate contou com momentos emocionados, como o do vereador Oldemar, pai de uma criança autista, que chamou a situação de "desumana". Também foi citada a cidade de Cataguases como modelo positivo de gestão nesse setor.
🚧 Outras Demandas: Além da pauta da educação, a vereadora Pastora Regina apresentou indicações para padronização de calçadas (nº 39/2026) e melhorias na infraestrutura de acesso ao bairro Pedro Brito (nº 40/2026).
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