Por: Cerqueiras Publicidades

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ESPAÇO DO LEITOR: Viúvo Relata Suposta Negligência e Descaso em Atendimento Hospitalar em Leopoldina

Ouvidoria da Casa de Caridade Leopoldinense se Pronuncia sobre o caso em e-mail enviado para o leitor.

A redação do Portal Cerqueiras Notícias recebeu, nesta semana, um relato formal enviado pelo leitor Ocyr Silveira Louro, morador do bairro Mina de Ouro, em Leopoldina. Na carta, o cidadão expressa sua profunda indignação e relata supostas falhas graves no atendimento prestado à sua esposa, Elizabeth Campos Louro, pelo SAMU e pela equipe de um hospital local, dias antes do falecimento da paciente, ocorrido em 06 de dezembro de 2025.

O texto abaixo reproduz na íntegra a manifestação enviada pelo leitor, detalhando problemas que vão desde a demora no socorro até o descumprimento de orientações médicas específicas.

Nota da Redação: Ressaltamos que o texto a seguir trata-se de um relato pessoal e reflete exclusivamente a opinião e a versão dos fatos vivenciados pelo autor. As informações, acusações e descrições contidas na carta são de inteira responsabilidade do signatário. O Portal Cerqueiras Notícias, cumprindo seu papel de jornalismo imparcial e democrático, deixa o espaço aberto para que a direção do Hospital citado e a coordenação do SAMU enviem suas notas de esclarecimento ou contrapontos sobre o caso, garantindo o direito de resposta a todas as partes envolvidas.

"Reclamação formal por mau atendimento e desleixo no tratamento da paciente Elizabeth Campos Louro.

Prezado Senhor(a);

Venho, por meio desta, registrar veemente reclamação acerca do atendimento inadequado, marcado por má vontade, descaso e evidente desleixo, dispensado à minha esposa durante sua internação no hospital, em 05/12/2025. 
     
O que se esperava de uma instituição de saúde — sobretudo uma que preza por seu nome e reputação — era profissionalismo, zelo, humanidade e respeito à dignidade do paciente. Contudo, infelizmente, o que se observou foi o oposto: atrasos injustificáveis, falta de atenção, comunicação deficiente, tratamento frio e atitudes que demonstraram completa indiferença ao sofrimento da paciente!

Tal conduta é inadmissível, sobretudo em um ambiente hospitalar, onde o paciente se encontra em situação de vulnerabilidade física e emocional, confiando plenamente na equipe que o assiste. O comportamento relatado não apenas compromete a qualidade do atendimento, como também fere princípios éticos básicos da medicina e da assistência à saúde.

Ressalto que esta reclamação não se trata de mero inconformismo, mas de um protesto legítimo diante de falhas graves, incompetentes, que precisam ser apuradas com rigor, a fim de que situações semelhantes não voltem a ocorrer com outros pacientes! Diante do exposto, solicito providências imediatas, incluindo a apuração dos fatos, orientação e/ou responsabilização dos profissionais envolvidos e um posicionamento formal dessa Provedoria acerca das medidas que serão adotadas!

Certo de que esta manifestação será tratada com a seriedade que o caso exige, aguardo resposta por escrito. Em tempo: segue um relato mais detalhado do triste e lamentável episódio: No dia em que minha esposa passou mal em minha residência, às 8:12 h, verifiquei a sua pressão e estava 8x4, e imediatamente liguei para o SAMU, que ao chegar a levou andando até a ambulância. E uma vez já acomodada notamos na ambulância estavam o motorista e uma enfermeira, mas não havia médico presente. Em seguida fui para no meu carro, achei estranho que o SAMU demorasse muito, quase 1h pra chegar ao Hospital.

Ao chegarem, a enfermeira disse que o atraso foi devido ao fato de não ter conseguido achar a veia da paciente para aplicar o soro (absurdo!). Enfim, uma vez lá chegando, a levaram para um quarto do Pronto Socorro onde haviam mais duas outras pacientes internadas, que ficavam todas rindo e falando muito alto, e neste dia estava muito calor, e o ar condicionado estava desligado! E, neste ambiente caótico, ela ficou por cerca de 24h, mesmo que o nosso Plano de Saúde do Bradesco já havia aprovado a sua internação em apartamento particular! E no tempo que ela ficou no quarto, só colocaram 1/2 litro de soro e um frasco com remédio para enjoo e uma bolsa de sangue, e só olharam por duas vezes a pressão, a febre e a sua saturação, e com muita má vontade!

Enfim, os profissionais que a atenderam não fizeram nada que o Dr. Ângelo Atala do Hospital Monte Sinai de Juiz de Fora orientou, que era dar antibiótico via venal e não oral, e ele foi bem claro, “se não tiver o antibiótico venal eu mando leva-lo via um portador local, mas em hipótese alguma dar o medicamento via oral!”

Mas, teimosamente, deram-lhe o remédio via oral, e o que ela fez com muita dificuldade, engasgando muito! Este medicamento foi comprado por minha filha Mônica Campos Louro. Bem, finalizando, se os profissionais de plantão tivessem seguido a orientação do médico de Juiz de Fora, talvez a minha esposa teria condições de ir para lá e assim conseguiriam salva-la, pois o tratamento em Juiz de Fora foi maravilhosamente bem por cerca de um ano, mas só no dia seguinte (06/12) na parte da manhã que encaminharam ao CTI local, onde ali fora muito bem cuidada, ao contrário do tratamento prestado no Pronto Socorro!

Por fim, infelizmente, às 11h do dia 06/12/2025 a minha esposa Elizabeth Campos Louro veio a falecer! 
Atenciosamente. "

Ocyr Silveira Louro

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Foto: Arquivo Pessoal


Resposta da Ouvidoria da Casa de Caridade Leopoldinense para o Sr. Ocyr

Segue o texto enviado para o leitor na íntegra:

"OUVIDORIA CCL- e-mail: ouvidoria@hospitalccl.com.br 
REF.: DEMANDA 04/2026 - OUVIDORIA CCL 
Leopoldina, 30 de janeiro de 2026. 
Ao Sr. Ocyr Silveira Louro

Recebemos sua manifestação e, antes de tudo, gostaríamos de expressar nossos mais sinceros sentimentos pelo falecimento de seu familiar. Temos plena consciência de que este é um momento de profunda dor, e nos solidarizamos com o sofrimento de todos os envolvidos.

Agradecemos por compartilhar sua insatisfação conosco. Suas considerações foram recebidas com a devida atenção e respeito, pois entendemos a importância de ouvir os familiares e de analisar cuidadosamente todas as situações relacionadas ao atendimento prestado.

Não obstante, é importante registrar que o atendimento pré-hospitalar foi realizado pelo SAMU e não pela Casa de Caridade Leopoldinense. Dessa forma, a instituição não dispõe de informações nem de competência para esclarecer acerca dos procedimentos adotados pela equipe da ambulância que se deslocou até a residência da paciente.

No que se refere às atividades desempenhadas no âmbito da Casa de Caridade Leopoldinense, informamos que os fatos mencionados foram avaliados de forma criteriosa por nossa equipe, seguindo os protocolos institucionais e as normas vigentes, e foram tomadas as medidas cabíveis. Nosso compromisso é com a transparência, a ética e a melhoria contínua dos nossos serviços, sempre com o objetivo de oferecer um atendimento humanizado e de qualidade.

Reiteramos que permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários, dentro dos limites legais e institucionais aplicáveis, e reforçamos nosso respeito à memória da paciente Elizabeth Campos Louro e à sua família.

Renovamos nossos sentimentos de pesar e colocamo-nos à disposição.

Atenciosamente, 
Ouvidoria CCL"

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Foto: Reprodução


O Portal Cerqueiras Notícias reitera que deixa o espaço aberto para que as partes envolvidas enviem suas notas de esclarecimento ou contrapontos sobre o caso, garantindo o direito de resposta a todas as partes envolvidas.


A Palavra Morde no Portal

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