Homem de 27 anos, sob influência de drogas e álcool, também ameaçou agentes da Guarda Civil Municipal e invocou o nome do Comando Vermelho durante a abordagem
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Um caso grave de violência doméstica chocou o bairro Vila Esteves na noite de sábado (13 de setembro). Um homem de 27 anos foi detido após ameaçar sua própria mãe, uma mulher de 55 anos, com frases de terror como "já passou da hora de morrer" e fazer referências a facção criminosa durante a abordagem policial.
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Tudo começou por volta das 19h50, quando a equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), composta pelos agentes Carvalho, Marcos e Baldanza, foi acionada via telefone 153. A própria vítima realizou a ligação desesperada, relatando que estava sendo ameaçada pelo filho dentro de sua própria residência.
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Fuga e resistência
Ao chegarem ao local, o suspeito tentou fugir, desobedecendo às ordens legais da guarnição. Os agentes precisaram utilizar força física proporcional e algemas para imobilizá-lo e garantir a segurança de todos presentes. Após a detenção, foram-lhe informados seus direitos constitucionais.
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Ameaças à mãe e aos agentes
De acordo com o relato da vítima, o filho faz uso constante de drogas e álcool. Durante a discussão doméstica, ele proferiu diversas ameaças de morte, incluindo: "se você passar na passarela do Bela Vista vai tomar tiro" e "já passou da hora de morrer".
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A situação escalou ainda mais quando o homem direcionou sua agressividade contra os agentes. Ele ameaçou a equipe com frases como "vocês vão tomar de oito" e "a vingança vai vir do Comando Vermelho", invocando o nome de uma das maiores facções criminosas do país. O indivíduo ainda chutou e ameaçou incendiar a viatura da GCM.
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Encaminhamento e procedimentos
Tanto a vítima quanto o agressor foram encaminhados à Casa de Caridade Leopoldinense para realização de exames de corpo de delito, sendo atendidos pelo médico de plantão. Em seguida, ambos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência e as demais providências legais.
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A Guarda Civil Municipal enfatizou que todos os direitos constitucionais do detido foram rigorosamente respeitados durante todo o procedimento. O caso agora segue com a Polícia Civil, que irá investigar as ameaças e a possível conexão com organizações criminosas.
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O incidente acende um alerta sobre a violência doméstica, que frequentemente se agrava com o uso de substâncias entorpecentes, e sobre a ousadia de criminosos que chegam a ameaçar agentes de segurança pública.
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Equipe da Guarda Civil:
👮🏻♂ Ag. Carvalho,
👮🏻♂ Ag. Marcos e
👮🏻♂ Ag. Baldanza
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Foto: Reprodução
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Onde buscar ajuda para o tratamento de dependentes químicos?
Para famílias que enfrentam situações similares existem alguns serviços de apoio. O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) é a porta de entrada principal do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de dependentes químicos. A unidade oferece acompanhamento com psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais de forma gratuita.
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O papel da família no tratamento
Especialistas destacam que o apoio familiar é crucial, mas deve ser estruturado. "A família precisa entender que a dependência química é uma doença, não uma falha de caráter. O acolhimento sem enablement (facilitação do vício) é fundamental", explica uma psicóloga, que atende casos de dependência. Ela recomenda buscar orientação profissional para aprender a estabelecer limites saudáveis que protejam tanto o dependente quanto toda a família.
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Comunidades Terapêuticas e internação
Em casos mais graves, onde o usuário já perdeu o vínculo familiar e social, as comunidades terapêuticas podem ser uma opção. Essas instituições, muitas vezes conveniadas com o poder público, oferecem internação voluntária ou involuntária (quando judicialmente autorizada) para desintoxicação e reabilitação. O processo de seleção deve ser cuidadoso, priorizando instituições sérias e regulamentadas.
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Apoio jurídico em situações de crise
Quando o dependente representa perigo iminente para si ou para outros, como no caso relatado, medidas jurídicas podem ser necessárias. A Defensoria Pública pode orientar sobre processos de internação compulsória, que requerem avaliação médica e decisão judicial. A Delegacia da Mulher também pode ser acionada para medidas protetivas em casos de ameaça ou violência doméstica.
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Grupos de apoio para familiares
Organizações como Amor Exigente e Narcóticos Anônimos (NA) oferecem reuniões regulares para familiares de dependentes. Esses grupos proporcionam suporte emocional e compartilhamento de experiências, ajudando famílias a lidarem com o sentimento de culpa, medo e frustração que frequentemente acompanha essas situações.
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Prevenção e conscientização
As Secretarias Municipais de Saúde promovem periodicamente palestras e workshops sobre prevenção ao uso de drogas e álcool nas escolas e unidades de saúde. A informação é considerada a principal ferramenta para evitar que jovens iniciem o uso de substâncias entorpecentes.
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Canais de denúncia e emergência
Em situações de emergência, a população deve acionar imediatamente a Guarda Civil Municipal (153) ou a Polícia Militar (190). Para denúncias anônimas sobre tráfico de drogas, o Disque Denúncia (181) é disponível 24 horas. É importante lembrar que a segurança da família e da comunidade deve ser sempre a prioridade máxima.
Algumas informações: Guarda Civil Municipal de Leopoldina / Ministério da Saúde
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