Balanço do fim de semana, entre sexta (07) e sábado (08), revela a gravidade dos conflitos familiares, incluindo um filho que agrediu a mãe idosa na rua.
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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Leopoldina teve um fim de semana de intensa atividade, com o registro de múltiplas ocorrências entre a noite de sexta-feira (07) e o sábado (08 de novembro). Os destaques do período foram três prisões distintas relacionadas a casos de violência doméstica e a detenção de um homem por desacato, ameaça e tentativa de agressão contra os agentes.
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A pauta de violência doméstica foi a mais recorrente e grave, exigindo intervenção direta da GCM para proteger as vítimas, em sua maioria mulheres e idosas, que se encontravam em situação de risco iminente.
Foto: Reprodução
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Filho agride mãe idosa na rua
O caso de maior violência explícita ocorreu na tarde de sábado (08), por volta das 18h20, no Bairro Fábrica. Uma idosa de 67 anos acionou a GCM via 153 relatando ter sido agredida fisicamente pelo próprio filho, um homem de 41 anos.
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Segundo o relato da vítima, o autor a surpreendeu na Rua Joaquim Murtinho, logo após ela descer de um ônibus, e desferiu um soco em seu rosto. Além da agressão física, o autor proferiu ofensas verbais, chamando a mãe de "puta, vagabunda, piranha e imprestável".
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A guarnição deslocou-se ao local e, após breve varredura nas imediações, localizou o autor ainda na Rua Joaquim Murtinho. Ele foi preso em flagrante no mesmo local das agressões. Mãe e filho foram conduzidos à Casa de Caridade Leopoldinense para exames de corpo de delito e, em seguida, apresentados à autoridade policial.
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Descumprimento de medida protetiva e cárcere privado
Em outra ocorrência grave de violência doméstica, registrada no Bairro Bela Vista por volta das 11h15 de sábado, a GCM foi acionada pela filha de uma vítima. A solicitante relatou que um homem de 45 anos estava descumprindo uma medida protetiva em relação à sua mãe, que possui laudo de doenças psicológicas.
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Ao chegarem ao local, os agentes contataram a vítima, que confirmou o histórico de abuso. Ela esclareceu que, ao contrário do que a filha sabia, já havia sido agredida quatro vezes, e não apenas duas.
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A senhora detalhou aos guardas que as agressões anteriores resultaram em hematomas nos olhos, inchaço facial e lesões auditivas, causadas por quatro socos desferidos na região do rosto. A vítima relatou ainda que o autor a trancou dentro da residência, impedindo-a de usar o celular e de manter contato com familiares, caracterizando situação de cárcere privado.
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Segundo ela, o autor não aceita o término do relacionamento e a ameaçava com frases como: "Se você não ficar comigo, não ficará com mais ninguém". No dia anterior (07/11), ele foi à residência sem autorização e, por medo, ela permitiu a entrada.
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Na manhã de sábado (08), o autor retornou, entrou novamente sem permissão, pegou o celular da vítima e saiu do imóvel. A senhora declarou que desejava uma nova medida protetiva, "afirmando não suportar mais por medo".
Diante dos fatos, o homem de 45 anos foi localizado, recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia.
Foto: Reprodução
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Ameaça a mulher com medida protetiva
O terceiro caso de violência doméstica foi registrado na sexta-feira (07), às 13h27, na Chácara Dona Eusébia. A GCM foi acionada para uma discussão de casal. No local, encontraram um homem de 31 anos na porta da residência de sua ex-namorada, uma mulher de 48 anos.
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A vítima, que se encontrava em recuperação de lesões (com pontos cirúrgicos na perna e braço enfaixado), relatou que o autor já possui uma medida protetiva (Lei Maria da Penha) contra ele, devido a agressões anteriores.
Ela afirmou que o autor foi ao local para afrontá-la e ameaçá-la, proferindo palavras de baixo calão como "piranha" e "você vai passar fome".
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O homem, por sua vez, alegou que teria ido ao local apenas para "prestar auxílio". No entanto, a vítima e uma testemunha no local confirmaram as ameaças. O advogado do autor foi contatado e informou à GCM que havia avisado seu cliente para não ir até a residência, pois isso o prejudicaria.
O homem de 31 anos recebeu voz de prisão e foi encaminhado à autoridade policial.
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Homem tenta agredir GCMs e é preso por desacato
Além dos casos familiares, a GCM enfrentou uma ocorrência de desacato e tentativa de agressão contra os próprios agentes, na madrugada de sexta-feira (07), por volta das 00h21, no Bairro Jardim dos Bandeirantes.
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A equipe foi ao local verificar uma denúncia anônima de "gritos e bate-boca". Ao avistar a viatura, um homem de 51 anos foi para o meio da via pública e começou a ofender a guarnição.
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Ele proferiu ofensas como: “Esses bostas não são nada, estão pensando que são polícia. Nem polícia esses merdas são. Só estão ganhando dinheiro à toa.”
O motivo da fúria, segundo ele, era o recolhimento de sua mula em data anterior. A filha do autor tentou contê-lo e acalmá-lo, pedindo que cessasse as agressões verbais, sem sucesso.
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O homem se desvencilhou da filha e avançou contra o GCM Rivelino, gesticulando e chamando-o de "vagabundo, merda e bosta", e em seguida, tentou agredir o guarda, erguendo a mão direita com o punho cerrado.
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O GCM, para se defender, empurrou o agressor. O homem tentou avançar novamente, sendo necessário que os GCMs Napoleão e Rivelino o contivessem e algemassem, com base na Súmula Vinculante nº 11 do STF, para garantir a segurança dos envolvidos.
Mesmo após contido, o autor continuou as ameaças: "Agora vocês arrumaram problema. Vocês vão ver quando eu sair, seu bosta." Ele foi preso por desacato e conduzido à delegacia.
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Acidente sem vítima em São Cristóvão
O fim de semana também teve registros de acidentes de trânsito. Na madrugada de sexta (00h55min), na Avenida Funchal García (São Cristóvão), um VW Gol colidiu com um Fiat Uno.
O condutor do Gol, um homem de 27 anos, perdeu o controle da direção e atingiu o Uno, de um homem de 52 anos, que estava estacionado regularmente.
Apesar dos danos de "grande monta" na parte frontal do Gol e avarias significativas no Uno, não houve vítimas. As partes envolvidas entraram em acordo no local.
Algumas informações: Guarda Civil Municipal de Leopoldina
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