Mesmo com medida protetiva em vigor, suspeito viajou até o interior de Minas Gerais para executar as vítimas. O filho do ex-casal, de apenas 7 anos, presenciou a chegada do pai e conseguiu fugir para pedir ajuda.
A cidade de Acaiaca, localizada na Zona da Mata mineira, foi palco de um crime brutal na noite da segunda-feira (28 de setembro). Um homem de 44 anos invadiu uma residência na região central do município, assassinou a tiros sua ex-companheira e a irmã dela, tirando a própria vida logo em seguida, antes da intervenção das forças de segurança.
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As vítimas do duplo feminicídio foram identificadas como Lucimar Ambrósio André, de 26 anos, e Sabrina Gonçalves Ambrósio, de 25 anos. O autor dos disparos não aceitava o fim do relacionamento com Lucimar, que havia ocorrido há aproximadamente um mês, desencadeando um histórico de perseguição que culminou na tragédia.
Foto: Reprodução
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Segundo os levantamentos da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), após a separação, Lucimar decidiu tentar recomeçar a vida longe do agressor. Ela mudou-se de Mariana para Acaiaca, mantendo seu novo endereço em sigilo para tentar se proteger. O ex-companheiro, por sua vez, havia se mudado para o estado de São Paulo.
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Mesmo com a distância geográfica, o homem não cessou o assédio. De acordo com os registros policiais, Lucimar passou a receber constantes ligações e mensagens de texto com graves ameaças contra sua vida, o que a levou a procurar a polícia e a Justiça para solicitar uma medida protetiva de urgência, que estava legalmente em vigor no momento do crime.
Foto: Reprodução
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A invasão e a dinâmica do crime
A dinâmica do crime começou a se desenhar quando o suspeito descobriu o paradeiro da ex-companheira e viajou até Acaiaca. Na noite do crime, ele foi até a residência onde as duas irmãs estavam morando, no Centro da cidade, demonstrando premeditação ao chegar ao local portando uma arma de fogo municiada.
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O filho do ex-casal, um menino de apenas 7 anos, foi o primeiro a perceber o perigo iminente. Ao notar a chegada do pai armado nas imediações do imóvel, a criança correu desesperadamente para a casa de parentes próximos, avisando a um tio que "o pai estava armado e que iria matar a mãe".
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Enquanto a criança buscava socorro, o agressor conseguiu invadir a propriedade. Conforme a apuração inicial da PM, o suspeito demonstrou agressividade extrema ao ultrapassar uma mureta de cerca de 1,5 metro de altura e forçar a entrada, arrombando violentamente a porta da sala.
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As duas irmãs teriam sido surpreendidas pela invasão e tentaram fugir do atirador pelo interior da residência. Elas foram perseguidas pelo suspeito até o cômodo da cozinha, onde acabaram encurraladas e não tiveram chances de defesa. Foi neste local que o homem efetuou os disparos fatais. Lucimar e Sabrina morreram instantaneamente, antes de qualquer possibilidade de socorro médico.
Logo após ceifar a vida da ex-companheira e da cunhada, o homem utilizou a mesma arma de fogo para atentar contra a própria vida, caindo ao lado dos corpos das vítimas.
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Ação policial e perícia no local
A intervenção policial teve início a partir de um chamado de emergência. A corporação foi acionada para atender a uma ocorrência classificada inicialmente como violência doméstica, na qual os denunciantes relatavam que o ex-companheiro de Lucimar havia chegado armado à residência e estava proferindo ameaças severas.
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Ao se aproximarem do endereço indicado, os militares depararam-se com uma motocicleta de cor preta estacionada em frente ao imóvel, com a chave ainda na ignição, o que indicava uma ação rápida e intempestiva do condutor. Como a rua estava completamente vazia, a equipe adotou o protocolo de segurança e montou um cerco tático ao redor da casa.
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Diante do silêncio absoluto no interior do imóvel e do alerta de populares sobre os disparos, os militares decidiram adentrar a residência. Passando pela porta arrombada, a equipe policial chegou até a cozinha, onde encontrou as duas mulheres e o suspeito caídos no chão, todos apresentando perfurações causadas por arma de fogo na região da cabeça.
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A perícia técnica da Polícia Civil foi imediatamente acionada para realizar os trabalhos investigativos no local do crime. Próximo ao corpo do autor, os peritos localizaram e apreenderam a arma utilizada na tragédia: um revólver calibre .38. No tambor da arma, havia cinco munições deflagradas e apenas uma intacta. Um projétil também foi recolhido no chão da cozinha para análise balística.
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Após a conclusão da perícia, os corpos de Lucimar, Sabrina e do atirador foram removidos e encaminhados ao Hospital de Ponte Nova para a realização de exames de necropsia pelo Instituto Médico Legal (IML). Além da arma, a motocicleta utilizada pelo autor e três aparelhos celulares foram apreendidos; testemunhas relataram que as vítimas poderiam ter acesso a imagens de uma câmera de segurança através dos telefones, material que poderá auxiliar na elucidação completa do caso.
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A criança de 7 anos, que sobreviveu à tragédia após fugir, foi acolhida e encontra-se sob os cuidados dos avós maternos e de um tio, recebendo amparo familiar diante do trauma.
Foto: Reprodução
Fontes consultadas: Estado de Minas, TV Alterosa, G1 Minas Gerais.
Síntese da Matéria
🚨 O Crime: Um homem de 44 anos assassinou a ex-companheira (26 anos) e a cunhada (25 anos) a tiros dentro de uma casa em Acaiaca (MG), cometendo suicídio em seguida.
📜 Histórico: O casal estava separado há um mês. A vítima havia se mudado para fugir das ameaças, mantinha o endereço em sigilo e possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor.
🏃 A Fuga da Criança: O filho de 7 anos do ex-casal viu o pai chegar armado, fugiu e avisou um tio de que a mãe seria morta.
🚪 A Invasão: O autor pulou um muro de 1,5 metro, arrombou a porta e encurralou as irmãs na cozinha, onde efetuou os disparos fatais.
🔎 Investigação: A Polícia apreendeu a moto do suspeito, três celulares e um revólver calibre .38 com cinco munições deflagradas. A criança está sob os cuidados dos avós e de um tio.
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