Por: Cerqueiras Publicidades

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Bomba é arremessada em janela de escola e professora fica ferida em Minas

Uma professora de 42 anos ficou ferida após um artefato explosivo de pequeno porte ser arremessado na janela da Escola Estadual José Teotônio de Castro, no Bairro Américo Silva, em Lagoa da Prata, na quinta-feira (19 de outubro). Um adolescente de 13 anos suspeito do crime foi apreendido.

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A escola informou na sexta-feira (20 de outubro) que as aulas seguem normalmente e a professora passa bem. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) disse que todas as providências foram tomadas para apuração do caso (veja a nota completa mais abaixo).

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Fachada da Escola Estadual José Teotônio de Castro — Foto: Google Maps/Reprodução

Foto: Reprodução

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A Polícia Civil informou que instaurou inquérito policial para investigar a explosão. Dois adolescentes foram identificados como suspeitos de participação no crime, segundo a polícia. Mas, apenas um deles foi encaminhado para a delegacia. O caso segue em investigação.

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Segundo a Polícia Militar (PM), testemunhas contaram que por volta das 11h20 de quinta-feira uma pessoa que estava na rua jogou uma bomba dentro da escola.

O artefato explodiu em uma janela de vidro, que se quebrou e os estilhaços atingiram a professora, que estava sozinha na sala de aula.

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Ainda segundo a PM, as câmeras de segurança da escola flagraram a ação feita por um adolescente. As imagens não foram divulgadas. Os militares foram até a residência do garoto, mas ele negou ter envolvimento com o ocorrido.

O adolescente recebeu voz de apreensão, e foi encaminhado para a delegacia junto com os responsáveis.

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Secretaria de Educação 
'"Sobre o ocorrido na Escola Estadual José Teotônio de Castro, em Lagoa da Prata, nesta quinta-feira (19/10), a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que o artefato foi arremessado por alguém que passava pelo lado de fora da escola. Uma professora foi atingida por estilhaços de um vidro da janela e sofreu leves escoriações, mas não precisou ser hospitalizada. A direção da escola tomou as providências necessárias e acionou imediatamente a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para registro do Boletim de Ocorrência.

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A SEE/MG esclarece também que é falso um áudio que circulou na cidade com o objetivo de causar temor na população, e que o caso está sob investigação das autoridades de segurança competentes. A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Divinópolis está acompanhando de perto a situação."

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Escola é invadida e vandalizada por crianças

Foto: Reprodução

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A cada hora, pelo menos uma escola é alvo da violência em Minas Gerais

Um estudo apontou que a cada uma hora, pelo menos uma escola é alvo da violência em Minas Gerais. O levantamento, feito pelo Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, mostrou que 5.621 ocorrências foram registrados nas instituições de ensino do Estado de janeiro a junho deste ano. A média é de 31 infrações por dia. São crimes como furto, roubo, arrombamento, ameaças, calúnia, difamação, estupro e outros.

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Irmãos Gonçalves

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Para a presidente em exercício do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), Thaís Cláudia D'Afonseca, os números revelam um problema que afeta toda a sociedade. "A questão da violência é ampla e muitas das vezes é resultado da desigualdade que presenciamos no Brasil", disse.

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Thaís aponta a necessidade de encarar esse problema, uma vez que isso afeta o exercício da atividade dos professores e também o processo de educação dos alunos. "É preciso verificar o que ocasiona essa violência, até porque os professores tem direito a uma ambiente saudável de trabalho", conclui.

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Thais D'Afonseca alerta sobre a necessidade de ações voltadas não apenas para a violência física, mas também para a psíquica. "Até o fato de se expressar pode ser uma situação que coloca o professor em risco hoje em dia", exemplifica a presidente em exercício do Sinpro-MG. Para ele, essa violência psíquica atinge também os alunos que, em várias ocasiões, são vítimas de preconceito. "A gente tem observado é que existe uma violência com professores e alunos em razão de diversos fatores, que vão desde a orientação sexual, a classe econômica, a cor", explica.

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O levantamento feito pelo Observatório de Segurança Pública considera crimes ocorridos em instituições de ensino particulares e públicas, dos âmbitos municipal, estadual e federal, além de creches, referentes à educação básica e superior. Os crimes de furto são os que tiveram o maior registro, com 1686 casos. Ele é seguido pelos atos de ameaça, que totalizam 974 registros.

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Funcionárias da Escola Municipal Doutor João Pinheiro, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, foram vítimas de ameaças por meio de ligação telefônica. De acordo com o boletim de ocorrência, um homem ligou para a instituição e se apresentou como ex-aluno da instituição. 

Menores que vandalizaram escola

Foto: Reprodução

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W Aluminium

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Ele disse que seu filho estava sofrendo na escola e ameaçou as servidoras. "Ele disse que irá acabar com todo mundo e que não adianta chamar a polícia", diz o documento. A Polícia Militar fez rastreamento na região e na escola, mas o suspeito não foi localizado. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

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Recentemente houve uma onda de ameaças em escolas públicas do Estado. Em alguns casos, como a promessa de chacina em escola na cidade de Aymorés, o medo fez que aulas fossem até suspensas. 

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Irmãos Gonçalves

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Um adolescente de 14 anos foi apreendido em Governador Valadares, na região do Rio Doce, por fazer parte de uma rede nacional que planeja ataques a escolas. Ele foi denunciado por uma agência de investigação dos Estados Unidos. 

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O grupo tinha como inspiração o massacre de Suzano, em São Paulo, quando um adolescente e um homem encapuzados atacaram a unidade de ensino e mataram sete pessoas. Em seguida, um deles atirou no comparsa e, então, se suicidou. A ação, ocorrida em março de 2019, foi transmitida pelas redes sociais.

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Mundo das Utilidades

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Segundo o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do  Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) Frederico Couto Marinho, é necessária uma ação conjunta entre as instituições de segurança e de educação para identificar e combater as principais causas. 

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BibiCar

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"Não dá pra combater tudo de uma vez, é preciso priorizar e identificar aquilo que mais ocorre", sugere. Para ele, essa estratégia é importante até mesmo para evitar problemas consequentes, como a evasão escolar. "Essa parceria, até mesmo com os órgãos de saúde é importante. Até para identificar se algum aluno ou funcionário possui um comportamento mais agressivo", disse.

 

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A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que  desenvolve  ações junto as equipes de segurança pública para evitar infrações dentro das unidades escolares. Os trabalhos são feitos de modo que, diante de qualquer denúncia, as equipes compareçam às instituições de ensino da rede pública estadual para investigar os casos e orientar os envolvidos. 

Foto: Reprodução

Um destes projetos é o Patrulha Escolar. Com o objetivo de tornar o ambiente escolar mais seguro, a Polícia Militar de Minas Gerais realiza rondas preventivas no entorno das unidades de ensino, com protocolos já estabelecidos.

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"Ressaltamos que a SEE/MG desenvolve e estimula a realização de ações de combate à violência no ambiente escolar através do Programa de Convivência Democrática. As ações desse programa contemplam práticas de Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos, que têm como princípio a defesa e a garantia dos direitos humanos nas escolas, além de promover a cultura de paz", disse em nota. A pasta também pontuou que planeja o investimento em serviços de vigilância eletrônica em 3.444 escolas em todo o Estado.

Algumas informações: Guia Muriaé / O Tempo


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