Ao todo, atividades de oito empresas foram suspensas e R$ 3,5 bi do patrimônio de investigados foram bloqueados
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Na manhã da quarta-feira (16 de abril), a Polícia Federal (PF) dois mandados de busca e apreensão em Juiz de Fora, além de outros oito no estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Cabo Frio, Itaguaí, Mangaratiba e na capital fluminense.
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Entre os investigados, está o cantor Cristiano Almeida Leite, da dupla Renan e Cristiano. Os nomes dos demais alvos da investigação não foram divulgados até o momento.
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Dois imóveis pertencentes ao cantor sertanejo foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira, porém apenas um foi cumprido, já que no segundo já havia outro morador.
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O advogado de Cristiano, João Carlos Torres Quirino, optou por não se manifestar no momento, já que ainda não teve acesso às informações e que, por se tratar de investigações sigilosas, ainda está averiguando os fatos diretamente nos autos.
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Além do cumprimento dos mandados, a Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 3,5 bilhões das contas dos investigados e a suspensão das atividades de oito empresas.
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Segundo a Polícia Federal do Rio de Janeiro, alguns dos investigados seriam proprietários de empresas envolvidas em fraudes licitatórias nos municípios de Cabo Frio, Itaguaí, Mangaratiba e São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro.
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De acordo com a Polícia Federal, também foram identificados indícios de uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral para beneficiar candidatos nas eleições de 2024.
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Surgiram também novas provas de lavagem de dinheiro, com transações ilegais por meio de contas de passagem, uso de dinheiro em espécie, empresas com intensa movimentação financeira e aquisição de bens de alto valor.
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Cantor sertanejo Cristiano, da dupla Renan e Cristiano, está entre os investigados da Operação Teatro Invisível II (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
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Provas destruídas
As investigações revelaram, ainda, que o grupo realizou destruição de provas, guardadas principalmente em meios digitais, que poderiam incriminar seus integrantes.
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Também há, segundo a PF, provas contundentes de lavagem de dinheiro, por meio de contas de passagem, uso de dinheiro em espécie e aquisições de bens de alto valor.
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A operação desta quarta é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em 12 de setembro do ano passado, e foi possível graças ao material apreendido anteriormente.
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Foto: Divulgação / Polícia Federal
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O esquema
Segundo a PF, as investigações da primeira fase da operação revelaram que a organização criminosa, por meio de seus líderes – que já chegaram a ocupar funções públicas em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro -, desenvolveu um sofisticado e lucrativo esquema baseado na contratação de pessoas com o objetivo de influenciar no processo eleitoral de diversos municípios.
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Os contratados, após receberem as instruções dos coordenadores sobre a propagação de notícias falsas sobre algum candidato à prefeitura, passavam a circular diariamente pelo município, em especial em locais com aglomerações de pessoas como pontos de ônibus, padarias, filas de banco, bares e mercados, com a intenção de difundir aos eleitores falsas afirmações sobre um determinado candidato, para beneficiar o concorrente para o qual o serviço foi contratado.
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A PF apurou que os atores contratados para propagar as informações falsas recebiam R$ 2 mil por mês para exercer a função. Os coordenadores da empreitada recebiam, dos líderes da organização, a quantia mensal de R$ 5 mil, além de serem contratados pela própria prefeitura.
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Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora — Foto: Reprodução
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Durante o ano eleitoral, quando o esquema entrava em vigor, os coordenadores eram então exonerados de seus cargos no Executivo municipal e substituídos por “laranjas”, possíveis funcionários fantasmas, a fim de manter o “direito” sobre eles.
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A “campanha” de propaganda criminosa possuía também um processo de aferição de resultado incluído no seu planejamento por meio da elaboração de relatórios diários das atividades.
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Nesses relatórios, era especificada a quantidade de eleitores abordados por dia, número de votantes em cada candidato e o total de eleitores convertidos para o candidato beneficiário do esquema criminoso.
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Cantor Christiano durante show — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Algumas informações: Tribuna de Minas
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