Por: Guilherme Gouvea

Publicado em

Cineasta de Rio Novo, na Zona da Mata Mineira, Thiago Dadalt conquista Hollywood com produções tocantes

Diretor se destaca nos Estados Unidos com histórias sociais e impactantes sobre autismo e o Alzheimer.

Thiago Dadalt, um talentoso cineasta mineiro nascido em Rio Novo, na Zona da Mata, continua a conquistar Hollywood com sua narrativa emocional e impactante. 

Há uma década residindo em Los Angeles, nos Estados Unidos, Thiago já dirigiu dois projetos de destaque na indústria cinematográfica e agora volta às telas norte-americanas com um documentário comovente intitulado "Beyond", que conta a história de Tamara Mark, uma mãe solteira da Califórnia que cuida de dois filhos adultos, ambos autistas severos e não verbais.

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Após os amplamente premiados "Chocolate" (2017) e "Duke" (2018), o brasileiro Thiago Dadalt prova sua capacidade de tocar corações e educar o público com "Beyond". Com duração de 1 hora e 26 minutos e legenda em português, o documentário não apenas emociona os espectadores, mas também destaca uma questão frequentemente negligenciada: a vida de famílias que lidam com o autismo.

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A trajetória de Thiago Dadalt tem suas raízes em Rio Novo, onde ele se interessou por temas como o autismo e o Alzheimer, influência que permanece presente em seu trabalho cinematográfico.

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 Foi sua irmã mais velha, Cláudia Dadalt, que o introduziu ao mundo do cinema. Após várias obras teatrais produzidas e apresentadas, Thiago mudou-se para São Paulo aos 17 anos, onde trabalhou em uma produtora de comerciais.

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O sonho de ir para Hollywood tornou-se realidade quando ele decidiu estudar inglês em Los Angeles. Inicialmente planejada como uma viagem de seis meses, essa jornada se transformou em uma década de realizações na indústria cinematográfica. A produtora americana Dru Miller deu a Thiago a primeira oportunidade, convidando-o para dirigir um piloto de TV chamado "A Vida em Coleira". 

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Desde então, os dois se tornaram parceiros, compartilhando o objetivo de contar histórias sociais e impactantes que não apenas entretem, mas também informam a população sobre temas importantes.

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A carreira de Thiago Dadalt teve início com o curta-metragem "The Postman" em 2007, quando ele tinha apenas 22 anos. Seu filme "Chocolate" foi qualificado para o Oscar em 2018 e abordou o início precoce da doença de Alzheimer em uma comunidade de sem-teto em Los Angeles, recebendo inúmeros prêmios. Seu projeto mais recente, "Duke", sobre o autismo grave, foi oficialmente selecionado em diversos festivais e se qualificou para o Oscar em 2019.

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Em 2020, Thiago concluiu seu primeiro longa-metragem documental, "Onde está Nancy?", que narra a história de Nancy Paulikas, diagnosticada com Alzheimer precoce. O documentário recebeu reconhecimento, incluindo o prêmio de Melhor Documentário no Cinequest 2020 e a seleção oficial no festival de cinema de Manchester em 2021.


Thiago Dadalt é um exemplo inspirador de talento brasileiro que conquistou Hollywood e continua a criar narrativas poderosas que impactam positivamente a sociedade. Sua dedicação em contar histórias sociais e sua habilidade em cativar audiências demonstram o potencial ilimitado da criatividade e paixão no cinema.

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O que é o Autismo:
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.

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CAUSAS:
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. 

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Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.

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As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA.

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Fatores ambientais que impactam o feto, como estresse, infecções, exposição a substâncias tóxicas, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam o mesmo peso na possibilidade de aparecimento do distúrbio.

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O TEA afeta o comportamento do indivíduo, e os primeiros sinais podem ser notados em bebês de poucos meses. No geral, uma criança do espectro autista apresenta os seguintes sintomas:

-Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;
-Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e bloqueios para começar e manter um diálogo;
-Alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas, ações repetitivas, interesse intenso em coisas específicas, dificuldade de imaginação e sensibilidade sensorial (hiper ou hipo).

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O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 rotula estes distúrbios como um espectro justamente por se manifestarem em diferentes níveis de intensidade. Uma pessoa diagnosticada como de grau 1 de suporte apresenta prejuízos leves, que podem não a impedir de estudar, trabalhar e se relacionar.

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 Um indivíduo com grau 2 de suporte tem um menor grau de independência e necessita de algum auxílio para desempenhar funções cotidianas, como tomar banho ou preparar a sua refeição. Já o autista com grau 3 de suporte vai manifestar dificuldades graves e costuma precisar de apoio especializado ao longo da vida.

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Por outro lado, o diagnóstico de TEA pode ser acompanhado de habilidades impressionantes, como facilidade para aprender visualmente, muita atenção aos detalhes e à exatidão; capacidade de memória acima da média e grande concentração em uma área de interesse específica durante um longo período de tempo.

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Cada indivíduo dentro do espectro vai desenvolver o seu conjunto de sintomas variados e características bastante particulares. Tudo isso vai influenciar como cada pessoa se relaciona, se expressa e se comporta.


O que é a Doença de Alzheimer?


 

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É um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. 

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Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

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A causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada. A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população.

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No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas. Os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer, porém, devem ocorrer em tempo integral. 

Cuidadores, enfermeiras, outros profissionais e familiares, mesmo fora do ambiente dos centros de referência, hospitais e clínicas, podem encarregar-se de detalhes relativos à alimentação, ambiente e outros aspectos que podem elevar a qualidade de vida dos pacientes.

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SINTOMAS DO ALZHEIMER
O primeiro sintoma, e o mais característico, do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

 

Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:

Falta de memória para acontecimentos recentes;
Repetição da mesma pergunta várias vezes;
Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
Dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;
Dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais;
Irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

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PREVENÇÃO
A Doença de Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção específica, no entanto os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença. Com isso, as principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas como diabetes, câncer e hipertensão, por exemplo, são:

Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa;
Fazer exercícios de aritmética;
Jogos inteligentes;
Atividades em grupo;
Não fumar;
Não consumir bebida alcoólica;
Ter alimentação saudável e regrada;
Fazer prática de atividades físicas regulares.

Fonte: Redes Sociais / Gov.br


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