Balanço financeiro de 2024 mostra que a Companhia aumentou em 33,2% os recursos em saneamento se comparado a 2023
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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou na noite da segunda-feira (24 de março) o balanço financeiro da empresa relativo ao 4º trimestre de 2024 e do acumulado do ano que mostra números inéditos da empresa em seus mais de 60 anos de história.
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Entre janeiro e dezembro do ano passado, a Copasa alcançou a marca de R$ 2,17 bilhões em investimentos em obras de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, em desenvolvimento empresarial e operacional, bem como incluindo as capitalizações, um aumento de 33,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Esse volume de recursos é recorde na história da Companhia e segue mirando não apenas o atingimento das metas de cobertura estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento, mas também a melhoria da eficiência dos serviços prestados. Em cinco anos, o plano de investimentos aprovado pelo Conselho de Administração projeta o valor de R$ 17 bilhões entre 2025 e 2029.
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Outro grande resultado presente neste mais recente balanço foi a trajetória de quedas na inadimplência. O índice, que era 3,22% em dezembro de 2022 e 2,97% em dezembro de 2023, passou para 2,92%, menor índice observado desde setembro de 2016, início da série histórica.
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Esse índice foi conquistado após uma série de medidas adotadas na régua de cobrança, tais como a inclusão de clientes na tarifa social, negociação de débitos, negativação no Serasa, cobrança ativa e ampliação do acesso aos canais de atendimento contribuindo para que o cliente fique em dia com as contas.
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Avanço na eficiência
Do total de investimentos registrado em 2024, mais de R$ 1 bilhão foram destinados a obras de ampliação e melhoria do abastecimento de água em diversas cidades mineiras onde a Copasa detém concessão.
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Cidades como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Esmeraldas, Ribeirão das Neves, Divinópolis, Montes Claros, Nova Serrana, Timóteo, entre vários outros municípios.
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Parte desses recursos também foi investido na aquisição de macro e micromedidores de água, que são equipamentos como hidrômetros, só que mais eficazes, o que vai contribuir para a redução de perdas. A Copasa fechou 2024 com um índice de 38,1%, registrando uma queda em relação a 2023 (38,6%).
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Já em relação ao esgotamento sanitário, a empresa investiu R$ 801, 3 milhões para expansão da coleta e tratamento nos municípios, tendo como meta acelerar a universalização do serviço nas cidades em que detém concessão.
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Algumas obras de implantação, ampliação e melhorias dos serviços de esgoto estão sendo realizadas em Belo Horizonte, Pouso Alegre, Sabará, Ubá, Divinópolis, Cambuquira, Ibirité, Januária, Mutum, entre outras cidades.
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Como resultado desses esforços, a Copasa fechou o ano de 2024 obtendo o índice de cobertura global para esgoto tratado e coletado de 77,3%, um aumento em relação a 2023, cujo índice era de 75%.
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Conforme determina o Novo Marco, esse índice deve chegar a 90% até dezembro de 2033. A Companhia já universalizou os serviços de abastecimento nos municípios, alcançando mais de 99% de cobertura.
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Além disso, a Companhia investiu, até dezembro, R$ 70,9 milhões em desenvolvimento empresarial e operacional e R$ 282,5 milhões em capitalizações. Já os investimentos na subsidiária Copanor somaram R$ 53,9 milhões, ante os R$ 31,5 milhões investidos no mesmo período de 2023.
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Mais resultados
A empresa fechou o ano de 2024 com um lucro líquido R$ 1,32 bilhão durante o ano, uma queda de 4,5% em relação ao exercício de 2023, que registrou R$ 1,38 bilhão.
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Essa ligeira redução se deu em função da desvalorização do real frente ao euro, com impactos nas despesas de variações cambiais. Um dado bastante positivo foi o aumento de 6,8% da receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos nos 12 meses do ano passado. A Companhia somou R$ 7,0 bilhões em 2024, superior ao resultado do ano anterior, que foi de R$ 6,5 bilhões.
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Apesar de registrar em 2024 um aumento de 4,5% nos custos e despesas, totalizando R$ 4,8 bilhões (R$ 4,6 bilhões em 2023), esse crescimento ficou abaixo do crescimento da receita e demonstra a assertividade das ações de eficiência adotadas, bem como a saúde financeira da empresa.
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O Ebitda ajustado do ano passado totalizou R$ 2,8 bilhões, 4,4% superior ao mesmo período do ano anterior (R$ 2,7 bilhões). A margem Ebitda ajustada atingiu 39,7%.
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A Dívida Líquida da empresa atingiu R$ 5,37 bilhões em dezembro de 2024, enquanto a relação Dívida Líquida/Ebitda atingiu 1,9x contra 1,5x em dezembro de 2023.
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A dívida em moeda estrangeira representa cerca de 20,2% do total dos empréstimos e financiamentos em dezembro de 2024 (14,3% em dez/2023), sendo que essa elevação se deu em função, sobretudo, das liberações de recursos realizadas nos últimos 12 meses, no âmbito dos contratos de financiamentos formalizados junto ao KfW e à AFD.
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Foto: Copasa / Divulgação
Algumas informações: Copasa
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