SES-MG investiga morte de duas pessoas após elas participarem de evento na zona rural da cidade
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou na quinta-feira (17 de julho) que, com relação às duas pessoas que morreram de doença misteriosa em São Francisco, na região Norte de Minas Gerais, exames detectaram influenza, rinovírus, parainfluenza tipo 4 e vírus sincicial respiratório.
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Todas as amostras analisadas para hantavirose, leptospirose e meningites bacterianas deram resultados negativos. Os estudos clínicos continuam sendo realizados para confirmação etiológica e exclusão de outras hipóteses diagnósticas.
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Averiguações seguem em andamento, inclusive com equipes em campo coletando informações para novas análises. Segundo a SES-MG, é preciso aguardar os resultados para conclusões definitivas.
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Evento
De acordo com investigações iniciais, os pacientes teriam se contaminado em um evento na zona rural de São Francisco e evoluíram rapidamente para sintomas agressivos. Duas pessoas não resistiram e morreram. Segundo a SES-MG, o evento ocorreu entre os dias 23 e 27 de junho. Além dos três, outros participantes relataram sintomas inespecíficos.
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Orientações à população
A SES-MG reforça que todas as ações estão sendo tomadas com base nos protocolos técnicos de vigilância em saúde.
Foto: Reprodução
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A população deve adotar as seguintes medidas de prevenção contra a influenza e outras doenças respiratórias:
- Evitar aglomerações e locais fechados ou mal ventilados, especialmente se estiver com sintomas respiratórios;
- Utilizar máscara ao apresentar sintomas gripais ou ao frequentar unidades de saúde;
- Cobrir nariz e boca com o braço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar;
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- Evitar contato próximo com pessoas doentes;
- Manter a vacinação contra a gripe atualizada, especialmente em grupos prioritários;
- Procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre, tosse, dor no corpo, dificuldade para respirar ou sangramentos.
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Doença misteriosa em MG: ‘Vírus circulando ou combinação de infecções conhecidas’, diz especialista
A investigação da doença misteriosa que provocou a morte fulminante de duas pessoas da mesma família, em São Francisco, no Norte de Minas Gerais, não deve descartar nenhuma hipótese diagnóstica até que a causa exata dos óbitos seja confirmada.
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O alerta é do médico infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Klinger Soares Faíco Filho. O especialista avalia que a associação de sintomas respiratórios e hemorrágicos — apresentados pelas vítimas da infecção — pode indicar tanto um vírus que entrou em circulação quanto o agravamento de infecções já conhecidas.
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No município, os casos foram classificados como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP), e as autoridades de saúde em níveis federal, estadual e municipal apuram os "sintomas inespecíficos" observados até o momento nos pacientes.
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Duas pessoas de uma mesma família morreram em curto intervalo de tempo, e um terceiro recebeu alta hospitalar. O estado de saúde de outras dezenas de pessoas está sendo monitorado.
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“Quando surgem casos que acometem várias pessoas, a investigação epidemiológica busca algum vínculo comum que conecte todos os pacientes. Foram mortes abruptas, o que amplia o leque de hipóteses diagnósticas. Pode se tratar de uma doença que entrou em circulação ou da associação de infecções já conhecidas. Por isso, a investigação de surtos é tão importante”, avalia o médico infectologista Klinger Soares Faíco Filho.
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Segundo ele, a presença de sintomas hemorrágicos acende um alerta para vírus como arenavírus, hantavírus e flavivírus — todos associados a febres hemorrágicas. Um dos moradores vitimados pela doença misteriosa na cidade de São Francisco teve resultado positivo para influenza.
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No entanto, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), outras amostras clínicas "seguem em análise para confirmação etiológica (identificação da causa exata) e exclusão de outras hipóteses diagnósticas".

Foto: Reprodução
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Klinger Faíco avalia que a influenza pode estar associada a outras complicações e concorda que a apuração não deve ser encerrada apenas com esse resultado de exame. "Com o laudo, a investigação epidemiológica tentará encontrar algum nexo causal. A influenza pode, sim, levar a uma disfunção plaquetária (quando as células do sangue não funcionam corretamente), mas ainda é preciso descartar outras hipóteses de infecção. Ou seja, a influenza pode ser uma causa adicional, e não a única. A investigação precisa desvendar esse mistério", orienta.
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Isolamento e prevenção são cruciais no momento
Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde.
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No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório. O médico infectologista Klinger Soares Faíco Filho alerta para a importância do isolamento dos casos, principalmente para tentar controlar novas infecções.
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"Como não sabemos do que se trata, é crucial isolar todos os pacientes para monitoramento e avanço da investigação. Pode-se adotar um protocolo semelhante ao que aprendemos durante a pandemia de covid-19, com etiqueta respiratória e isolamento", reforça o médico.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, junto com a Secretaria Estadual (SES-MG), orienta a população "a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias".
Algumas informações: Guia Miraí / Rádio Itatiaia / O Tempo
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