Organização criminosa utilizava uniformes e veículos falsificados para furtar cabos na Zona da Mata; material era processado e revendido para empresas em outros estados.
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra 26 pessoas acusadas de integrarem uma complexa organização criminosa voltada para o furto, receptação e comercialização ilegal de cabos de cobre.
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O esquema, que operou ativamente entre os anos de 2020 e 2025, atingiu diversas cidades da Zona da Mata mineira, incluindo Visconde do Rio Branco, Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Matias Barbosa, São João Nepomuceno e Barbacena, movimentando cifras que ultrapassam os R$ 150 milhões.
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As quatro denúncias foram formalizadas pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Visconde do Rio Branco. Segundo as investigações, a quadrilha atuava de maneira altamente estruturada, dividindo suas operações em quatro núcleos distintos: execução, articulação/logística, receptação local/financeira e receptação interestadual.
Imagens: Operação Cyprium da Polícia Civil realizada em Novembro de 2025
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Falsos técnicos e 'Modus Operandi'
O núcleo executor da quadrilha era responsável pela linha de frente: a retirada criminosa dos cabos de cobre das redes públicas de telefonia, internet e energia elétrica. Para evitar denúncias da população e despistar as autoridades de segurança, o grupo utilizava um disfarce elaborado.
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Os criminosos empregavam uniformes, crachás falsificados, cones de sinalização e veículos adesivados, simulando a realização de serviços oficiais de manutenção. O MPMG destacou que parte dos envolvidos possuía experiência profissional prévia no setor de telecomunicações, o que fornecia o conhecimento técnico necessário para executar os furtos com agilidade.
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A logística por trás desses ataques era coordenada por um núcleo específico, que recrutava as equipes, fornecia os equipamentos, definia as rotas por meio de aplicativos de mensagens e providenciava o transporte seguro do material subtraído.
Imagens: Operação Cyprium da Polícia Civil realizada em Novembro de 2025
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Lavagem de dinheiro e receptação interestadual
Após o furto, o cobre era encaminhado a um núcleo de receptação local. Para dificultar o rastreamento do material roubado e aumentar o valor de mercado, os criminosos submetiam os fios a um processo de descaracterização, que envolvia a remoção de revestimentos e a queima do material.
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Esse mesmo grupo gerenciava o braço financeiro da organização. De acordo com a promotoria, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, superando os R$ 150 milhões. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, a quadrilha utilizava contas bancárias de terceiros e empresas de fachada.
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O destino final do metal era o núcleo de receptação interestadual. As investigações revelaram que empresários e proprietários de grandes sucatas localizadas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia adquiriam o cobre furtado.
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As transações ocorriam sem emissão de documentação fiscal compatível, permitindo que o material ilícito fosse processado industrialmente e reinserido de forma fraudulenta no mercado formal.
Imagens: Operação Cyprium da Polícia Civil realizada em Novembro de 2025
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Prejuízos à população e acusações legais
A ação predatória da organização criminosa gerou impactos severos na prestação de serviços essenciais nas cidades da Zona da Mata. Os constantes furtos de cabos causaram frequentes apagões nos sistemas de internet, telefonia e energia elétrica, comprometendo a segurança e a rotina da população local, além de gerar danos econômicos substanciais às concessionárias.
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Nas denúncias apresentadas à Justiça, o MPMG atribui aos 26 investigados — cada qual na medida de sua participação — os crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de capitais.
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O Ministério Público também requereu que o grupo seja condenado ao pagamento de indenizações financeiras pelos danos materiais causados às empresas de serviços públicos e por danos morais coletivos à sociedade.
Imagens: Operação Cyprium da Polícia Civil realizada em Novembro de 2025
Algumas informações: Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG)
Imagens: Operação Cyprium da Polícia Civil realizada em Novembro de 2025
Síntese da Matéria
💰 O Fato: O MPMG denunciou 26 pessoas por envolvimento em uma mega quadrilha de furto e venda ilegal de cabos de cobre que movimentou mais de R$ 150 milhões em cinco anos.
📍 Área de Atuação: Os furtos ocorriam em cidades da Zona da Mata, como Leopoldina, Juiz de Fora, Ubá, Visconde do Rio Branco e Barbacena. O material era revendido para MG, RJ e BA.
🛠️ Disfarce: Para não levantar suspeitas, os criminosos usavam uniformes, crachás e viaturas falsificadas, fingindo ser equipes de manutenção de empresas de telecomunicações.
⚖️ Consequências: Os envolvidos responderão por organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. O MPMG pede indenização pelos apagões de internet e energia causados à população e às empresas.
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