Boletim de ocorrência também aponta que disparos foram feitos contra moradores durante a ação
O ataque a agência do Banco do Brasil em Guidoval, cidade com cerca de sete mil habitantes na Zona da Mata mineira, teria sido planejado por integrantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho, segundo informações registradas no boletim de ocorrência da Polícia Militar ao qual a Tribuna de Minas teve acesso.
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De acordo com o documento, os três suspeitos presos são moradores de Rodeiro, na Zona da Mata, e teriam participado da ação. Durante as diligências, policiais também obtiveram relatos de que indivíduos oriundos de Juiz de Fora, ligados à mesma facção criminosa, estariam planejando roubos a caixas eletrônicos em cidades da região de Ubá.
Foto: Reprodução Internet
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A ocorrência teve início após equipes serem acionadas para verificar uma explosão em uma agência bancária durante a madrugada. Conforme o registro, uma Fiorino branca chegou ao local e homens armados desembarcaram para executar o crime. Minutos depois, houve a explosão. Em seguida, os suspeitos entraram na agência e fugiram levando um malote com moedas.
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Durante os primeiros levantamentos, policiais receberam a informação de que havia um veículo em chamas bloqueando uma via de acesso, além de objetos perfurantes, conhecidos como “miguelitos”, espalhados pela pista para dificultar a chegada das equipes ao local do crime.
Foto: Reprodução Internet
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Disparos contra moradores
O boletim também aponta que os suspeitos foram presos em flagrante também pela tentativa de homicídio, uma vez que durante a ação, efetuaram disparos de arma de fogo na direção de moradores que estavam em janelas e sacadas de imóveis próximos.
A perícia recolheu oito cápsulas de munição calibre 9 mm no local.
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Suspeito ferido na explosão
Durante as diligências, policiais identificaram que um dos envolvidos apresentava lesão no ombro causada por estilhaços da explosão. A suspeita surgiu após a polícia encontrar manchas de sangue na área do crime e analisar imagens que circularam nas redes sociais.
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O homem relatou aos policiais que participou do deslocamento até a agência e confirmou ter sido atingido por fragmentos no momento da detonação.
Foto: Reprodução Internet
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Suspeito tentou fugir e resistiu à prisão
O boletim de ocorrência também aponta que um dos suspeitos, de 33 anos, tentou fugir e resistiu à abordagem policial durante a operação que levou às prisões.
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Segundo o registro, o homem tentou escapar ao perceber a presença das equipes e resistiu no momento da detenção. Para contê-lo, os policiais precisaram utilizar técnicas dentro do protocolo de uso diferenciado da força.
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Planejamento e prisão
Segundo o boletim, dois irmãos de Rodeiro teriam sido convidados por um terceiro suspeito a participar da ação. Eles foram até uma residência no Córrego do Sapo, em Ubá, usando dois veículos: a Fiorino e um Onix.
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A polícia afirma que o homem apontado como intermediador do crime tentou fugir ao perceber a chegada das equipes, escalando o muro da casa onde estava, mas foi contido.
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Os suspeitos foram levados ao hospital para atendimento médico e, em seguida, encaminhados à delegacia. Os celulares utilizados por eles foram apreendidos para investigação. Os carros foram removidos para o pátio.
Foto: Reprodução Internet
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Fuga e veículos incendiados
Durante a fuga, os criminosos incendiaram veículos e espalharam “miguelitos” – nome utilizado para denominar objetos perfurantes usados para furar pneus – nas vias, com o objetivo de dificultar a chegada das equipes policiais.
Posteriormente foi confirmado que a Fiorino e o Onix utilizados na ação foram encontrados incendiados e levados ao pátio.
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Além do malote com moedas, a quadrilha também levou um colete à prova de balas utilizado por vigias da agência. O gerente do banco informou que havia cerca de R$ 2 mil em moedas, mas não soube precisar o valor total levado.
O caso segue em investigação, na tentativa de identificar outros possíveis envolvidos no ataque.
Foto: Reprodução Internet
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Relembre o caso
A explosão ocorreu durante a madrugada de sexta-feira (10), quando uma quadrilha formada por ao menos quatro pessoas atacou uma agência do Banco do Brasil no Centro de Guidoval, município com cerca de 7 mil habitantes localizado a aproximadamente 130 quilômetros de Juiz de Fora.
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Na ocasião, os criminosos utilizaram explosivos para acessar a agência, furtaram um malote contendo moedas e efetuaram disparos de arma de fogo.
Durante a fuga, os suspeitos utilizaram uma motocicleta e uma Fiorino e ainda incendiaram veículos para dificultar a perseguição policial. A Fiorino foi abandonada e queimada na zona rural de Rodeiro, enquanto um Ônix foi incendiado na altura do km 712 da MGC-120. Objetos perfurantes também teriam sido espalhados na via.
Foto: Reprodução Internet
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A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Fonte: Rádio Mega Hits / Tribuna de minas
📝 Síntese da Matéria
🚨 Prisão e Facção: Três suspeitos de participarem da explosão à agência do Banco do Brasil em Guidoval foram presos. A Polícia Militar investiga a ligação do grupo com o Comando Vermelho, que estaria planejando uma série de ataques a caixas eletrônicos na região de Ubá.
🔫 Tentativa de Homicídio: Além do roubo, os detidos foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio. Durante a madrugada de sexta-feira (10), os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo (calibre 9 mm) contra moradores que observavam a ação das janelas e sacadas.
🩸 Suspeito Ferido e Resistência: A polícia chegou até os autores, em parte, porque um dos suspeitos se feriu no ombro com os estilhaços da própria explosão. Durante a operação de captura, outro integrante do grupo, de 33 anos, tentou fugir e resistiu à prisão.
🚗 Tática de Fuga: Para despistar e atrasar a Polícia Militar, a quadrilha espalhou "miguelitos" (objetos pontiagudos para furar pneus) pelas vias e incendiou dois veículos usados no crime (uma Fiorino e um Onix).
💰 Prejuízo: Apesar da grande destruição na agência, os criminosos conseguiram levar apenas um colete à prova de balas da vigilância e um malote contendo cerca de R$ 2.000,00 em moedas. O caso segue sob investigação.
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