Por: Cerqueiras Notícias

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IDOSO SONHA COM TESOURO SOB RESIDÊNCIA, CAVA BURACO E MORRE AO CAIR NELE

O caso, que envolveu um homem de 71 anos de idade, ocorreu em Ipatinga, Minas Gerais, na última quinta-feira, 04 de janeiro.

Um idoso de 71 anos de idade teve sua busca por um suposto tesouro tragicamente encerrada na noite de quinta-feira, 4, na cidade de Ipatinga, no Vale do Rio Doce.

Após ter um sonho que teria revelado a presença de ouro sob sua casa, João Pimenta da Silva, que morava no bairro Betânia, decidiu realizar uma escavação em sua área de serviço. No entanto, o homem acabou caindo no buraco — de 40 metros de profundidade e 90 centímetros de diâmetro —, de modo que foi a óbito.

A notícia da busca pelo tesouro chegou ao conhecimento do Corpo de Bombeiros por intermédio de testemunhas. O portal de notícias G1 apurou que a queda se deu no momento que que o homem saía do buraco, ocasião em que acabou se desequilibrando.

Politraumatismo
A queda provocou politraumatismo, fraturas expostas nas duas pernas, fratura no quadril, laceração no abdômen e tronco, além de traumatismo craniano grave.

De acordo com a fonte, infelizmente, os ferimentos foram tão sérios que o idoso foi encontrado já sem vida. A perícia foi acionada e o corpo foi liberado para uma funerária.

Leia mais sobre o assunto logo abaixo:

Por que mortes de idosos por quedas quase dobraram em 10 anos no Brasil?

Dados do Ministério da Saúde revelam que esse tipo de acidente tem crescido de forma acelerada no país.

Rone Carvalho:
Role,De São José do Rio Preto (SP) para a reportagem.

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Foi um tropeço dentro de casa que tirou a vida do marido de Georgina Coutinho dos Santos.

"Ele foi passar pano na casa, escorregou, bateu a cabeça no chão e nunca mais voltou. No dia do acidente, um domingo, chegou a ser internado, mas não resistiu", diz Georgina.

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O que ela não imaginava é que 22 anos depois, aos 71 anos, ela também seria vítima do mesmo acidente.

"É uma situação que a gente nunca imagina que vai acontecer com a gente", diz ela.

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“Recentemente, pisei em um cobre-leito do quarto, escorreguei, bati a cabeça na parede e fiquei quase um mês com o olho roxo. Minha sorte é que não foi tão grave como a situação dele.”

Assim como Georgina, 63 idosos todos os dias procuram atendimento hospitalar no Brasil após serem vítimas de queda da própria altura. Desse total, 19 não resistem e vêm a óbito.

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Os dados do Ministério da Saúde também revelam que esse tipo de acidente tem crescido de forma acelerada no país.

Em 2013, 4.816 idosos morreram vítimas de queda da própria altura. Já em 2022, esse número saltou para 9.592 óbitos.

Considerada a terceira causa de mortalidade entre as pessoas com mais de 65 anos, as quedas mataram 70.516 idosos, entre 2013 e 2022, no país.

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Especialistas ouvidos pela reportagem apontam três fatores para a alta incidência desses acidentes:

Maior expectativa de vida da população brasileira, que faz o número de idosos ser cada vez maior e consequentemente deste tipo de acidente;


 

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Menor subnotificação da rede hospitalar de casos de queda da própria altura, o que facilita os registros deste tipo de acidente e, por consequência, aumenta o número de casos;
Falta de políticas públicas para a população idosa se locomover, favorecendo a ocorrência de quedas.

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Por que caímos mais ao envelhecer?
Com envelhecimento natural, corpo humano vai perdendo massa e força muscular, favorecendo desequilíbrio.

Apesar de tombos serem frequentes durante a vida, é após os 60 anos que eles podem se tornar mais comuns.

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Irmãos Gonçalves

João Antonio Matheus Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), explica que, com o envelhecimento natural, o corpo humano vai perdendo massa e força muscular, a chamada sarcopenia.

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"Essa perda de massa muscular faz com que os idosos tenham uma tendência maior de desequilíbrio, o que acaba gerando a maior parte dos acidentes", aponta.

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Contudo, não é apenas a perda de massa muscular que gera os acidentes.

"Ao mesmo tempo, quem tem mais de 60 anos, possui maior tendência de ter comorbidades, como alterações neurológicas, que podem, por exemplo, gerar uma tontura e uma consequente queda", diz Guimarães.

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Foi o que aconteceu com Irene Alves dos Santos, de 66 anos, que, após um desmaio dentro de casa, sofreu uma queda que a obrigou a ficar semanas fazendo fisioterapia.

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"Só me lembro que, como de costume, naquele dia, acordei e fui no quintal de casa. Foi quando do nada desmaiei", diz ela.

"Ao acordar, me vi toda ensanguentada no chão. Até hoje, não sei quanto tempo fiquei lá."

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Socorrida pelo filho, Irene passou por uma bateria de exames que não apontaram gravidade nos ferimentos, mas acenderam o alerta na família.

"Depois do susto, a gente muda a rotina", conta a aposentada.

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W Aluminium

"Por ter diabete e fibromialgia (doença crônica caracterizada por dores fortes nas articulações, músculos e tendões), sei que não posso levantar da cama correndo ao acordar, como antes. Então, hoje, levanto, sento um pouco e só depois começo o meu dia."

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Mais idade, maior risco
Dados do Into apontam que quanto maior a idade, maior o risco de queda. Isso porque, entre os idosos com 80 anos ou mais, em média, 40% deles sofrem ao menos algum tipo de queda todos os anos.

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Mundo das Utilidades

O levantamento vai ao encontro da pesquisa liderada pela nutricionista Ilana Carla Gonçalves da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucurí (UFVJM) sobre a tendência de mortalidade por quedas em idosos no Brasil.

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Ao analisar os óbitos de idosos brasileiros por queda, entre 2000 e 2019, a pesquisadora constatou que mais da metade das mortes foram de idosos com 80 anos ou mais.

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No respectivo período, das 135.209 mortes de idosos por queda:

17,57% foram de idosos de 60 a 69 anos;
26,31% foram de idosos com 70 a 79 anos;
56,12% foram de idosos com 80 anos ou mais.
"Esse número de mortes já é um indicativo de alerta, a pergunta que fica é o que estamos fazendo para evitar esse tipo de acidente", ressalta a pesquisadora.

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BibiCar

"Isso porque quando o idoso não morre, ele fica acamado e tem todo um processo de recuperação que é mais lento."

Na opinião de Gonçalves, é preciso que o Brasil repense seu modelo de organização das cidades para uma população que tende a ser cada vez mais idosa.

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O Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 10,9% do total de habitantes do país têm 65 anos ou mais – o maior percentual de idosos em relação ao total de habitantes desde que o primeiro recenseamento, de 1872.

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"O envelhecimento populacional, não acompanhado dos devidos ajustes na infraestrutura e outras medidas que facilitem a mobilidade e promovam a qualidade de vida dessa população, pode contribuir para o aumento do número de óbitos em decorrência de queda da própria altura", diz Gonçalves.

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"Vias públicas precárias, com calçadas quebradas e irregulares e iluminação insuficiente, aliadas aos fatores intrínsecos originados do processo de envelhecimento, compõem um cenário que conduz a mais episódios de quedas, aumentando as taxas de mortalidade por essa causa, o que merece atenção especial dos gestores e dos profissionais da saúde."

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Irmãos Gonçalves

Fonte: BBC News / Mistério da Saúde / UOL

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