No Brasil são 127 notificações, sendo 116 em análise. Procon SC alerta sobre como identificar bebidas falsificadas.
O Ministério da Saúde confirmou no sábado (04 de outubro) o primeiro registro de caso suspeito de intoxicação por metanol em Minas Gerais. O registro foi na cidade de Santa Maria do Suaçuí, no Rio Doce.
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Cidade de 13 mil habitantes tem o primeiro caso suspeito de metanol em MG
A população estimada pelo IBGE em Santa Maria do Suaçuí é de 12.800 pessoas. A cidade surgiu no século XIX, a partir de pequenos povoados formados por fazendas e garimpos da região, e se consolidou com a chegada de famílias dedicadas à agricultura e ao comércio.
Foto: Prefeitura de Santa Maria do Suaçuí/ Divulgação
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Hoje, mantém vivas tradições religiosas e culturais, como a Festa de Agosto, em homenagem à padroeira Nossa Senhora da Abadia, que reúne fiéis, romeiros e visitantes em celebrações que misturam fé, música e manifestações populares. A economia gira principalmente em torno da agropecuária, com produção de leite, café e criação de gado, além do comércio que sustenta boa parte da população. Cercada por rios, morros e áreas verdes, a cidade reúne atrativos naturais, como cachoeiras.
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Casos em todo o Brasil
Até a manhã do sábado eram 127 casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas no Brasil, sendo 11 confirmados e 116 em investigação.
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A pasta da saúde não divulgou detalhes sobre o caso mineiro em análise. Das 127 notificações, 104 são em São Paulo, sendo 93 ainda em investigação. Os outros casos em análise são sete em Pernambuco, quatro no Mato Grosso do Sul, dois na Bahia, dois em Goiás, dois no Paraná e um nos seguintes estados: Distrito Federal, Roraima, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Piauí.
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Dentre os registros, 12 são de óbitos, sendo um confirmado no estado de São Paulo e 11 em investigação, sendo oito em São Paulo, um em Pernambuco, um na Bahia e outro no Mato Grosso do Sul. Diante do aumento de casos de intoxicação por metanol, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, orientou os consumidores a não ingerir bebidas alcoólicas destiladas conservadas em garrafas com rosca.
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Em visita a Teresina (PI) neste sábado, o ministro afirmou que, até agora, as contaminações são comuns na ingestão de recipientes rosqueados. Durante a visita, Padilha anunciou a compra de outras 12 mil ampolas de etanol farmacêutico para o tratamento de intoxicações por metanol.
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De acordo com Padilha, o metanol não foi ainda identificado no organismo de quem ingeriu bebidas de latas ou garrafas com tampas metálicas, em que a possibilidade de adulteração é restrita. “Então, que evitem isso (garrafas com rosca). Estamos falando de um produto de lazer. Não é um produto de cesta básica alimentar. (Consuma) Apenas se tiver certeza absoluta da origem e da aquisição”, alertou.
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Para que serve o metanol?
O metanol é um álcool usado principalmente na indústria, como matéria-prima para solventes, plásticos, tintas, combustíveis, anticongelantes e até mesmo em processos de geração de energia. O metanol tem aplicação restrita a usos técnicos e é tóxico - e possivelmente fatal - para seres humanos até em quantidades muito pequenas.
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Por que o metanol é tóxico?
O metanol é altamente tóxico porque, ao ser metabolizado pelo organismo, se transforma em substâncias como formaldeído e ácido fôrmico, que podem causar danos graves ao sistema nervoso e à visão, levando até à morte. Até mesmo inalar o metanol pode ser perigoso e potencialmente fatal.
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Qual é a diferença entre etanol e metanol?
O etanol é o álcool presente em bebidas alcoólicas e usado como combustível, podendo ser consumido em doses moderadas. Embora sejam quimicamente parecidos, a diferença está justamente na segurança e nos efeitos no corpo humano, uma vez que o metanol não pode ser ingerido.

Foto: ASCOM / Procon
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Procon SC alerta: saiba como identificar bebidas falsificadas com risco de intoxicação por metanol
O Procon/SC alerta a população para que denuncie qualquer mal-estar fora do padrão que venha a sentir após o consumo de bebidas alcoólicas. A Diretoria de Relações e Defesa do Consumidor atua para identificar se há bebidas falsificadas contaminadas com metanol em Santa Catarina. No estado de São Paulo, três pessoas já morreram e outras nove foram internadas desde junho por envenenamento.
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“Na hora de consumir algum produto, verifique a embalagem ou se há erros de português no rótulo. Isso são indícios de bebidas falsificadas. Tendo qualquer sintoma, além de procurar um médico, denuncie ao Procon/SC. Estaremos recebendo essas informações para apurar todos os casos”, afirma a delegada Michele Alves, diretora do órgão.
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O Ministério da Justiça aponta que pode haver distribuição de bebidas contaminadas para além do estado de São Paulo. A Polícia Federal já investiga o caso e uma possível rede de distribuição.
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Segundo nota divulgada pelo Ministério da Justiça, os casos “apresentam padrão inédito e diverso” justamente por afetar diferentes tipos de bebidas, como gin, uísque, vodka, entre outros. A intoxicação por metanol, além de risco sanitário coletivo, caracteriza emergência médica de extrema gravidade.
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O Procon/SC reforça sua atuação no combate a produtos falsificados e de descaminho e tem realizado fiscalizações para investigar medicamentos, vestuário, brinquedos e também bebidas alcoólicas. Um treinamento para identificação e combate a bebidas alcoólicas falsificadas será realizado em novembro a fiscais de todos os Procons municipais de Santa Catarina. Além disso, o Colegiado Nacional dos Procons Estaduais (CNPE), da qual Alves é vice-presidente, estuda a questão para alcançar um padrão nacional de combate a bebidas falsificadas.
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Orientações ao consumidor
Além dos telefones de emergência, o consumidor precisa saber que o metanol é inodoro, incolor e não altera o sabor da bebida, o que o torna muito difícil de ser percebido. Além de tudo, não é recomendável fazer “testes caseiros” para identificar a substância (cheirar a bebida, por exemplo), o que só é possível de ser feito em laboratório.
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Contudo, há sinais de alerta ao consumidor:
- Bebidas alcoólicas com preços muito abaixo do mercado;
- Ponto de venda informal;
- Embalagens com rótulo mal impresso, torto ou com erros de português;
- Ausência de CNPJ, lote ou data de validade;
- Lacre violado;
- Vidro com rebarbas;
- Turvação ou alteração de cor em bebidas que deveriam ser transparentes, como vodka e gin, por exemplo.
- A ausência desses sinais, no entanto, não garante a qualidade da bebida. Priorize a compra em fontes confiáveis e sempre exija a nota fiscal ou comprovação de origem.
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Por fim, é importante que o consumidor fique atento aos sintomas de envenenamento por metanol, que podem começar entre 6 e 12 horas após a ingestão:
- Visão turva e alterações visuais;
- Dor de cabeça intensa;
- Náusea;
- Vômito;
- Dor abdominal;
- Insuficiência respiratória;
- Sonolência e rebaixamento da consciência.
A falsificação ou adulteração de bebidas constitui crime previsto no Código Penal e na Lei 8.137/90 e prevê reclusão e multa aos responsáveis.
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Orientações ao fornecedor
Uma nota técnica enviada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) orienta os donos de bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis, organizadores de eventos, mercados, atacarejos, distribuidoras, plataformas de comércio eletrônico e aplicativos de entrega quanto à prevenção e resposta a riscos de adulteração de bebidas com metanol.
- Comprar bebidas exclusivamente de fornecedores formais, com CNPJ ativo, mantendo cadastro atualizado, contrato/comprovantes e documentação comprobatória de regularidade;
- Toda compra deve ser acompanhada de Nota Fiscal válida, com conferência da chave de 44 dígitos no portal oficial;
- Conferir marca, produto, teor alcoólico, volume e número de lotes indicados na nota com os impressos em rótulos e caixas;
- É proibido receber garrafas com lacre/rolha violados, rótulos desalinhados ou de baixa qualidade, ausência de identificação do fabricante/importador (com CNPJ e endereço) e lotes ausentes, repetidos ou ilegíveis;
- Transvazar ou recondicionar bebidas é prática proibida e aumenta o risco de fraude – as garrafas devem ser quebradas quando vazias;
- Instituir procedimento operacional de conferência com dupla checagem presencial: abertura de caixas na presença de duas pessoas; registro de
rótulos e lotes; anotação de data, quantidade, fornecedor, número e chave da NF-e; - Nunca comprar de vendedores informais, sem documentação fiscal e com preços muito abaixo do mercado.
- Se o fornecedor identificar algo suspeito, ele devem interromper imediatamente a venda do lote envolvido, registrar horário e responsáveis, preservar as evidências e guardar uma amostra para perícia.
Algumas informações: O Tempo / Itatiaia / Procon SC
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