Plantas nativas vão ocupar área correspondente a 4 mil campos de futebol; multinacional planeja plantar 200 milhões de árvores ao redor do mundo até 2030.
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Minas Gerais foi o único estado brasileiro escolhido para participar do Programa Global de Reflorestamento idealizado pela multinacional Nestlé, que prevê o plantio de 6 milhões de árvores em áreas de Cerrado e Mata Atlântica. O plantio, que começa em setembro deste ano e vai até 2027, vai contemplar áreas em Belo Horizonte, Ipatinga, Curvelo e Montes Claros - somando 4 mil hectares, o que corresponde a 4 mil campos de futebol.
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Barbara Sapunar, Diretora Executiva de Business Transformation na Nestlé Brasil, afirma que a expectativa da multinacional suíça é plantar 200 milhões de árvores ao redor do mundo até 2030 em diversos biomas associados à produção de ingredientes da empresa.
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“Serão plantadas mudas de mais de 100 espécies nativas no entorno de nascentes, córregos e rios que fazem parte das bacias hidrográficas dos rios Doce e São Francisco. Após o plantio, as áreas serão monitoradas durante 30 anos até que as florestas se consolidem”, explica.
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O projeto é aberto tanto para fazendeiros que fornecem matéria-prima para a empresa quanto para produtores que não têm vínculo com a Nestlé. Para incentivar a participação no programa, Barbara afirma que são oferecidos diversos benefícios.
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“O produtor vai receber US$ 75 (R$ 414) por hectare, a serem pagos em parcela única, no momento do plantio. Ele também será beneficiado com 10% do total de créditos de carbono a serem gerados durante o projeto, terá apoio na regularização ambiental da propriedade e receberá o cercamento das áreas selecionadas para o projeto.”
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Ela também pontua que a maior parte dos serviços e da mão-de-obra será fornecida localmente em cada município, “valorizando a comunidade e as empresas locais e criando uma rede de parceiros locais”.
Com fábricas localizadas nos municípios de Ibiá, no Alto Paranaíba, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, e Montes Claros, no Norte de Minas, a empresa afirma que o estado é estratégico, uma vez que contempla regiões produtoras de leite, café e cacau, as três principais cadeias produtivas para a Nestlé Brasil.
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“A degradação do Cerrado e da Mata Atlântica vem provocando desequilíbrios sérios, com erosão e escassez de água em Minas Gerais. Esse cenário provoca uma espécie de deserto ambiental, econômico e social, impactando a vida das pessoas, emprego e renda que dependem de territórios sadios”, diz.
A executiva reforça ainda que a empresa pretende reduzir em 50% as emissões de CO2 na atmosfera até 2030 e se tornar uma empresa Net Zero em 2050.
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Sustentabilidade ainda é desafio
Preocupada com a qualidade dos solos e com a redução do efeito estufa, a empresa ainda enfrenta um sério obstáculo quando o assunto é sustentabilidade: a poluição causada por suas embalagens.
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De acordo com o movimento internacional Break Free From Plastic, as multinacionais Coca-Cola, PepsiCo, Danone e Nestlé estão entre as marcas mais poluentes em 42 países e seis continentes. Além disso, grande parte do plástico recolhido referente a essas empresas não é reciclável.
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Segundo a executiva da Nestlé, “a empresa reconhece que esse desafio existe” e “a meta até 2025 é produzir 100% de embalagens recicláveis”.
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Impacto Ambiental Local
O reflorestamento planejado pela Nestlé em Minas Gerais terá um impacto significativo nos ecossistemas locais do Cerrado e da Mata Atlântica. Essas regiões são conhecidas por sua alta biodiversidade e presença de espécies endêmicas.
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A restauração das áreas degradadas ajudará a recuperar habitats críticos para inúmeras espécies de flora e fauna, algumas das quais estão ameaçadas de extinção. A reintrodução de plantas nativas fortalecerá os ecossistemas, melhorando a resiliência contra mudanças climáticas e promovendo a sustentabilidade ambiental.
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Além disso, a recuperação da vegetação ao longo das bacias hidrográficas dos rios Doce e São Francisco contribuirá para a melhoria da qualidade da água, ajudando a prevenir a erosão do solo e a regular o ciclo hidrológico na região.
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Inovações Tecnológicas no Reflorestamento
O projeto de reflorestamento da Nestlé incorpora diversas inovações tecnológicas para assegurar o sucesso do plantio e monitoramento das árvores. Drones e imagens de satélite serão utilizados para mapear e monitorar as áreas de plantio, garantindo que as mudas sejam plantadas nas condições mais adequadas.
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Sensores remotos poderão acompanhar o crescimento das plantas e detectar possíveis problemas, como pragas ou doenças, em tempo real. Tecnologias de geolocalização ajudarão a documentar o progresso do reflorestamento, facilitando a gestão e manutenção das áreas reflorestadas.
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Além disso, sistemas de irrigação automatizados poderão ser implementados para assegurar que as mudas recebam a quantidade ideal de água, especialmente em períodos de seca.
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Desafios e Soluções Sustentáveis
Apesar dos esforços de reflorestamento, a Nestlé enfrenta um grande desafio relacionado à sustentabilidade: a poluição causada por suas embalagens de plástico.
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A empresa reconhece a necessidade de abordar este problema e está investindo em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções mais ecológicas. Uma das metas estabelecidas é garantir que 100% das embalagens sejam recicláveis até 2025.
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Além disso, a Nestlé está explorando o uso de materiais alternativos e biodegradáveis para reduzir sua pegada ambiental. A empresa também está colaborando com iniciativas de reciclagem e educação ambiental para incentivar a redução do consumo de plástico e promover a reciclagem em larga escala.
Benefícios Econômicos a Longo Prazo
O projeto de reflorestamento da Nestlé traz vários benefícios econômicos a longo prazo para Minas Gerais. Ao restaurar áreas degradadas, o projeto ajudará a revitalizar as cadeias produtivas locais, como as de leite, café e cacau, que são fundamentais para a economia do estado.
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A melhoria das condições ambientais contribuirá para a sustentabilidade dessas cadeias produtivas, garantindo a produção contínua e de alta qualidade. Além disso, o projeto criará empregos locais, tanto na fase de plantio quanto nas atividades de monitoramento e manutenção das florestas.
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O desenvolvimento de uma rede de parceiros locais fortalecerá a economia regional, gerando oportunidades de negócios e impulsionando o desenvolvimento sustentável.
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A longo prazo, a recuperação ambiental poderá atrair investimentos e fomentar o ecoturismo, promovendo Minas Gerais como um destino de turismo sustentável e biodiverso.
Algumas Informações: Portal O Tempo
Direitos Autorais Imagem de Capa: Nestlé/ Divulgação
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