Produtos adulterados eram vendidos a produtores de Divino, Orizânia, Carangola, Espera Feliz e Fervedouro, atingindo a economia agrícola da região.
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), deflagrou, nessa terça-feira (4/11), a operação Sterilis, com o objetivo de desmantelar um esquema clandestino de mistura e falsificação de fertilizantes utilizados na atividade de cafeicultura em cidades da Zona da Mata mineira.
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A operação foi realizada em Carangola e Espera Feliz, com foco em empresas e suspeitos de envolvimento na produção e comercialização irregular de adubos.
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As investigações revelaram que os produtos adulterados eram vendidos a produtores rurais de Divino, Orizânia, Carangola, Espera Feliz e Fervedouro, atingindo a economia agrícola da região.
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Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca, resultando na apreensão de diversos sacos de adubos possivelmente adulterados, além de grande quantidade de materiais utilizados para embalar os produtos.
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Fiscais federais do MAPA também coletaram amostras dos produtos encontrados, que serão encaminhadas para análise laboratorial a fim de identificar os componentes utilizados nas misturas.
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Esquema
Conforme apurado, os investigados adquiriam resíduos e varreduras de fertilizantes, conhecidos na região como fundo de navio, e realizavam misturas artesanais com fertilizantes de marcas conhecidas, produzindo composições sem padrão técnico e sem registro nos órgãos competentes.
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O produto era então embalado e comercializado como se fosse original, ludibriando produtores que acreditavam adquirir insumos de qualidade.
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Para enganar os compradores, os falsificadores apresentavam amostras visualmente puras e de boa aparência, mas, após a compra, entregavam produtos adulterados, sem formulação adequada e com baixo valor agronômico, o que causou severos prejuízos a diversos produtores locais.
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Consumidores de diferentes municípios relataram que, após o uso desses fertilizantes, suas lavouras apresentaram queda drástica de produtividade, chegando, em alguns casos, à depauperação completa das plantas.
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Houve relatos de agricultores que abandonaram a atividade cafeeira devido aos prejuízos financeiros e à inviabilidade de recuperação das lavouras.
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Repressão
Pela PCMG, a operação foi realizada por equipes das delegacias em Divino e Carangola. O delegado Thales Borges Muniz, responsável pela investigação, destaca que a ação visa proteger o produtor rural e evitar danos econômicos à região, cuja principal fonte de renda é a cafeicultura.
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Segundo ele, o nome Sterilis, que vem do latim e significa estéril, improdutivo ou sem fertilidade, faz referência ao efeito devastador dos produtos falsificados, que, em vez de fertilizar, tornavam o solo infértil e comprometiam as lavouras.
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"Muitos produtores foram vítimas, acreditando comprar fertilizantes legítimos. O prejuízo afetou diretamente a renda familiar e contribuiu para o enfraquecimento da economia local, fortemente dependente da cafeicultura", afirmou.
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Alerta
A Polícia Civil e o Mapa alertam que o uso de fertilizantes adulterados representa grave risco econômico e ambiental, com comprometimento do solo, redução da produtividade e até perda total da lavoura.
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As autoridades reforçam que os produtores devem adquirir fertilizantes e defensivos apenas em estabelecimentos registrados pelos órgãos competentes – Mapa e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) –, exigindo sempre nota fiscal e conferindo o registro do produto e do fabricante.
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As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema.
Foto: Polícia Civil / Divulgação
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Foto: Polícia Civil / Divulgação
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Foto: Polícia Civil / Divulgação
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Foto: Polícia Civil / Divulgação
Algumas informações: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
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