Esquema no Presídio de Visconde do Rio Branco foi desmantelado pelo GAECO na "Operação Mecanismo"; comparsa e traficantes também receberam sentenças.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve uma importante vitória judicial no combate à corrupção no sistema prisional. Uma policial penal foi condenada à perda do cargo público e ao cumprimento de pena privativa de liberdade por facilitar a entrada de aparelhos celulares no Presídio de Visconde do Rio Branco.
A decisão judicial sentenciou a agente a dois anos e oito meses de reclusão, além de quatro meses e 15 dias de detenção e pagamento de multa. A pena de reclusão é aplicada a crimes mais severos, admitindo o regime fechado, enquanto a detenção refere-se a infrações de menor potencial ofensivo.
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O Esquema Criminoso
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 2021. Um detento teria idealizado e montado a estrutura para o ingresso clandestino dos aparelhos na carceragem, contando com a colaboração direta da policial penal.
Além da servidora pública, um comparsa envolvido no esquema também foi condenado. A pena estipulada para ele foi de três anos, um mês e dez dias de reclusão, somados a cinco meses e sete dias de detenção e multa.
A apuração revelou que os agentes cobravam vantagens indevidas (propina) de familiares de um dos presos para permitir que os telefones chegassem às celas, configurando o crime de corrupção.
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Operação Mecanismo
As condenações são desdobramentos da "Operação Mecanismo", deflagrada para investigar uma complexa rede criminosa na Zona da Mata mineira. O esquema envolvia policiais penais, agentes públicos, detentos e terceiros, que se organizavam para promover a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos nas unidades prisionais mediante pagamento.
A mesma operação resultou ainda na condenação de outros dois integrantes da organização criminosa. Eles foram sentenciados a mais de nove anos de prisão em regime fechado por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com atuação focada no município de São Geraldo e região, também valendo-se do auxílio de agentes públicos.
O MPMG informou que as investigações continuam repercutindo no Judiciário, com dezenas de outros réus ainda aguardando julgamento.
Foto: Reprodução
Algumas informações: Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG)
📝 Síntese da reportagem
⚖️ Condenação: Policial penal perde o cargo e é condenada à prisão (reclusão e detenção).
📱 Crime: Facilitar a entrada de celulares no Presídio de Visconde do Rio Branco mediante propina.
📅 Data: Crimes ocorreram em 2021.
👥 Comparsa: Um segundo envolvido foi condenado a mais de 3 anos de reclusão.
🔍 Operação Mecanismo: Ação do Gaeco/MPMG investiga esquema de corrupção e tráfico em presídios da Zona da Mata.
💊 Outras Penas: Dois traficantes ligados ao esquema (em São Geraldo) foram condenados a mais de 9 anos de prisão.
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