Ação conjunta cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em quatro municípios da região; até o momento, 07 pessoas foram presas e mais de 150 aves foram resgatadas.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deflagraram, na quarta-feira, 1º de julho de 2026, uma força-tarefa voltada ao combate ao tráfico de animais da fauna nativa na Zona da Mata. Batizada de "Operação Libertas", a ofensiva resultou, até as primeiras horas da tarde, na prisão de sete suspeitos e no resgate de mais de 150 aves silvestres de diversas espécies que eram mantidas em cativeiro ilegal.
Ao todo, as equipes policiais empenharam-se no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. Os alvos foram localizados em áreas urbanas e rurais dos municípios de Juiz de Fora, Rio Novo, Santos Dumont e Santa Bárbara do Tugúrio. Além dos sete detidos em flagrante, outras seis pessoas foram conduzidas coercitivamente pelas autoridades para prestarem esclarecimentos formais sobre o envolvimento na cadeia ilícita de comércio de animais.
Os detalhes técnicos e o balanço consolidado da operação foram apresentados em uma entrevista coletiva à imprensa, realizada às 14h30 desta quarta-feira, na sede da Delegacia Regional de Polícia Civil, localizada no bairro Santa Terezinha, em Juiz de Fora. O evento contou com as explicações do delegado regional, Bruno Wink, do delegado responsável pelas investigações, Marcos Vignolo, e do representante da corporação militar, Tenente Carvalho.
Redes de comercialização e crimes ambientais
De acordo com as autoridades policiais, as investigações apontam que os suspeitos integravam uma rede estruturada de captura, depósito e venda de espécimes nativos na região e em plataformas digitais. Os pássaros apreendidos, que incluem espécies ameaçadas de extinção, foram levados temporariamente para a Delegacia Regional de Juiz de Fora para triagem e catalogação por biólogos da Polícia Ambiental, ficando à disposição para captação de imagens e registros periciais.
Os envolvidos na operação devem responder, conforme as respectivas participações, pelos crimes de associação criminosa, receptação e crimes ambientais contra a fauna, previstos na legislação federal de proteção ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os animais resgatados que apresentarem condições adequadas de saúde serão devolvidos ao seu habitat natural após passarem por um período de quarentena e reabilitação biológica, enquanto os demais serão encaminhados a centros de triagem credenciados.
Foto: PCMG / Divulgação
Algumas informações: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
📝 Síntese: Operação Libertas combate o tráfico de animais silvestres na Zona da Mata
🦅 Força-Tarefa: As polícias Civil e Militar deflagraram, nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a "Operação Libertas", focada no desmantelamento de redes de comércio e cativeiro ilegal de aves da fauna nativa.
📦 Mandados e Prisões: A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Juiz de Fora, Rio Novo, Santos Dumont e Santa Bárbara do Tugúrio. A ação resultou na prisão em flagrante de sete suspeitos e na condução de outras seis pessoas para prestar esclarecimentos.
🦜 Aves Resgatadas: Mais de 150 aves silvestres de diversas espécies — algumas sob ameaça de extinção — foram salvas do cativeiro ilegal. Os animais passaram por triagem por biólogos da Polícia Ambiental e, após reabilitação, serão devolvidos à natureza ou enviados a centros de triagem credenciados.
🏛️ Coletiva e Penalidades: O balanço foi apresentado na Delegacia Regional de Juiz de Fora pelo delegado regional Bruno Wink, pelo delegado Marcos Vignolo e pelo Tenente Carvalho da PMMG. Os investigados responderão por associação criminosa, receptação e crimes ambientais previstos na legislação federal do Ibama.
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