No Dia Mundial do Doce de Leite, celebrado no dia 11, um júri especializado avaliou 16 marcas da iguaria de acordo com cor, sabor e textura; confira o ranking.
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O Dia Mundial do Doce de Leite foi celebrado no dia 11 de outubro. Com sua origem envolta em lendas e histórias, o doce de leite tornou-se um emblema de aconchego e de paixões culinárias, principalmente em Minas Gerais. A iguaria era uma tradição muito presente nas mesas mineiras em diversos formatos e pontos, do mais cremoso ao de partir.
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O doce de leite ocupava um lugar cativo no paladar de quem também não era mineiro. "Como a junção de leite e açúcar pode resultar em um dos melhores doces do mundo? Não sei, só sei que resulta!", brincou Tina Bini, jornalista de gastronomia e editora do site CNN Viagem e Gastronomia. "O doce de leite, para mim, é abraço no estômago; é remédio para TPM e dias difíceis; é sobremesa nos dias festivos e alegres... É uma iguaria que tem nacionalidade disputada, mas, convenhamos, o doce de leite tem alma mineira. 'Lo siento, hermanos'", brincou.
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Mas qual foi o melhor doce de leite cremoso produzido em terras mineiras? No clima da comemoração, o projeto O Tempo Provou realizou mais uma edição da degustação às cegas, ou seja, sem privilegiar ou beneficiar ninguém. Desta vez, foram avaliadas amostras de 17 doces de leite, mas não os que são encontrados normalmente em gôndolas de redes de supermercados, e sim, os produzidos no território mineiro.
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Os jurados convidados foram Eduardo Girão, jornalista gastronômico e especialista em queijo; Leandro Dornas, chef e empresário do restaurante e empório Minas Demais; e Carolina Daher, jornalista, pesquisadora e curadora gastronômica. Eles avaliaram, sem saber a marca, cada doce de leite de acordo com os seguintes critérios: cor, textura/cremosidade e sabor, atribuindo notas de 0 a 5. A participação na degustação foi voluntária.
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De todas as amostras avaliadas, uma certeza entre os jurados: doce de leite, definitivamente, não era tudo igual. “Minas Gerais é um pólo produtor deste produto, um Estado de referência e com muita variação, desde os mais fluidos aos mais consistentes, claros, escuros… tudo isso traz uma gama muito ampla sensorial”, descreveu Eduardo Girão.
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Para Carolina Daher, o ingrediente principal que compunha a receita tinha relação com a qualidade do doce. “Cada um tinha a sua personalidade, com cores, texturas e cremosidades diferentes. A diferença estava na qualidade do leite. Somos uma terra que faz queijo, que tem respeito pelo ingrediente leite. Só isso já é meio caminho andado”, opinou.
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Pódio
Ao final da avaliação, o júri decidiu que a marca Dona Marlene apresentou o melhor doce de leite entre as 16 amostras. O produto foi considerado o mais equilibrado entre os jurados. “Ele não era nem muito claro, nem muito escuro; não era muito caramelizado, não faltava açúcar e nem era muito doce.
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Na boca, o sabor era muito agradável, sem acidez e uma aparência bem homogênea, cremosa e sem grumos”, avaliou Eduardo Girão sobre o conjunto de fatores que consagrou o doce, produzido em Nova União, como o campeão dessa degustação.
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Em segundo lugar ficou o doce de leite Viçosa, cujo processo de fabricação passou a ser considerado, em 2022, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. “Um clássico é sempre um clássico, né? Acho que essa é a melhor frase que define esse doce de leite, que faz sucesso no Brasil todo. Ele tinha uma consistência perfeita para comer sozinho, com queijo e até usar em recheio”, avaliou a jurada Carolina Daher.
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Completando o pódio do Top 3, estava o Conquista, feito em Soledade de Minas. “Apesar de artesanal, tinha um padrão de qualidade bem alto, era bem delicado ao paladar, tinha um brilho legal e era doce na medida”, disse Leandro Dornas.
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As melhores marcas de doce de leite de MG:
PRIMEIRO LUGAR - Dona Marlene (Nova União)
SEGUNDO LUGAR – Produtos Viçosa (Viçosa)
TERCEIRO LUGAR – Conquista (Soledade de Minas)
QUARTO LUGAR - Sabores do Grama (Santo Antônio do Grama)
QUINTO LUGAR - Ghee Me More (Senador Firmino); Sertanejo (Curvelo)
SEXTO LUGAR - A Rapa do Tacho (BH); Camila Bao (BH)
SÉTIMO LUGAR - Doce de leite do Gabriel (BH); Dona Lucinha (BH); Santa Maria Laticínios (Santa Maria de Itabira)
OITAVO LUGAR - Rancho Paraíso (Itaguara)
NONO LUGAR - Per Lui (BH); Rocca (Pouso Alegre)
DÉCIMO LUGAR - Senador (Senador Firmino) e Artesanal Sabores (Igarapé)
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História do Doce de Leite
O doce de leite é uma iguaria envolta em histórias e lendas. Sua origem exata é disputada por diferentes países da América do Sul, com destaque para Brasil, Argentina e Uruguai, que se reivindicam como os verdadeiros criadores dessa delícia.
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No entanto, a versão mais aceita é que o doce de leite surgiu por acidente, como resultado da fervura prolongada do leite com açúcar. Em Minas Gerais, sua produção se consolidou ao longo dos séculos, tornando-se parte do cotidiano e das tradições regionais.
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No Brasil, o doce de leite ganhou popularidade em áreas rurais, especialmente em fazendas de Minas Gerais, onde o leite fresco era amplamente disponível. A prática de transformar o leite em doces foi uma forma de preservação, além de agregar valor ao produto.
Assim, o doce de leite tornou-se uma especialidade mineira e parte da identidade culinária local, ganhando o status de símbolo da hospitalidade e do afeto familiar.
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Processo de Fabricação
O processo de fabricação do doce de leite varia entre métodos artesanais e industriais, mas a base da receita permanece simples: leite e açúcar. Nos métodos artesanais, o leite fresco é fervido lentamente em tachos de cobre, permitindo que o açúcar se caramelize e a mistura adquira a consistência cremosa característica.
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O segredo está no controle cuidadoso do fogo e no tempo de cozimento, que pode durar horas, além da proporção exata de ingredientes, que varia de acordo com a tradição de cada produtor.
Já no processo industrial, máquinas replicam o processo de fervura e mistura, garantindo padrões de qualidade e maior capacidade de produção.
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Mesmo assim, muitos especialistas afirmam que o sabor do doce de leite artesanal, feito com leite fresco e sem conservantes, é incomparável, mantendo a riqueza de sabor e a cremosidade que os consumidores mineiros valorizam.
A qualidade do doce de leite também está diretamente ligada à qualidade do leite utilizado, que é a base para o sabor autêntico e superior.
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Minas Gerais, sendo um dos maiores produtores de leite do país, tem a vantagem de contar com matéria-prima de altíssima qualidade, especialmente em regiões conhecidas pela produção de queijo e outros derivados.
Cultura e Importância Regional
Em Minas Gerais, o doce de leite transcende a gastronomia e se insere profundamente na cultura local. Ele é mais do que um simples alimento: representa tradições familiares, encontros à mesa e o espírito de acolhimento mineiro.
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Nos almoços de domingo, nas festas e em ocasiões especiais, o doce de leite é presença garantida, seja como sobremesa principal ou como acompanhamento para queijos, bolos e pães.
Além disso, a produção de doce de leite faz parte da economia rural de pequenas comunidades mineiras. Muitas fazendas familiares e cooperativas locais se especializam em sua produção, mantendo viva a tradição e gerando renda para diversas regiões do estado.
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O respeito pelo ingrediente leite, utilizado também para a produção dos famosos queijos mineiros, reflete o apreço pela qualidade e autenticidade, características essenciais da culinária de Minas Gerais.
O doce de leite também desempenha um papel importante em festivais e eventos culturais. Algumas cidades mineiras realizam feiras dedicadas à iguaria, onde pequenos produtores têm a oportunidade de expor e vender seus produtos, muitas vezes feitos de maneira artesanal e com receitas passadas de geração em geração.
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Conclusão
O doce de leite, com suas raízes históricas e culturais profundas, é muito mais do que uma simples sobremesa em Minas Gerais. Sua história é carregada de simbolismo, representando tradições familiares e o cuidado com a produção artesanal, que garante seu sabor autêntico.
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Além de ser um ícone da culinária mineira, sua produção movimenta a economia rural, sendo uma importante fonte de renda para pequenos produtores.
A união entre história, método tradicional de preparo e o papel na cultura local faz do doce de leite mineiro uma verdadeira joia gastronômica, que encanta paladares não apenas no Brasil, mas também ao redor do mundo.
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Algumas Informações: Portal O Tempo
Direitos Autorais Imagem de Capa: Flavio Tavares/ OTempo / Divulgação
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