Operações fecharam 12 fábricas clandestinas, apreenderam 450 toneladas de produtos adulterados e revelaram riscos à saúde e à arrecadação pública.
A Receita Estadual de Minas Gerais revelou que as apreensões de sabão em pó falsificado no estado evitaram a movimentação de cerca de R$ 67 milhões no mercado ilegal. O valor é muito superior ao estimado anteriormente e demonstra a dimensão do esquema criminoso.

As investigações tiveram início após denúncias de consumidores que notaram diferenças na qualidade de alguns produtos. A partir disso, a Receita passou a rastrear a produção clandestina em diferentes cidades mineiras, identificando um sistema complexo de falsificação.
As operações realizadas entre maio de 2024 e agosto de 2025 resultaram no fechamento de doze fábricas clandestinas. Essas unidades funcionavam em galpões improvisados e produziam sabão em pó que imitava marcas conhecidas, utilizando rótulos e embalagens falsificados.
No total, foram apreendidas 450 toneladas de sabão adulterado já embalado e insumos capazes de gerar mais 270 toneladas de produtos sanitizantes. Parte do material estava pronto para ser distribuído em grandes quantidades para mercados e atacadistas.
Uma das ações mais significativas ocorreu em Ribeirão das Neves, quando agentes encontraram cerca de 40 toneladas do produto em um único galpão. A estrutura contava com máquinas para mistura, empacotamento e transporte da mercadoria falsificada.

Outro caso de destaque foi registrado em Dores do Indaiá, onde 27 toneladas de sabão em pó adulterado foram encontradas. O local também funcionava sem alvará, colocando em risco não apenas a saúde dos consumidores, mas também os trabalhadores expostos às substâncias.

Em Bom Despacho, uma fiscalização encontrou 18 toneladas de produto falsificado, além de 20 toneladas armazenadas a granel e 14 mil caixas prontas para distribuição. O volume demonstra que os falsificadores possuíam capacidade industrial semelhante à de empresas legalizadas.

As investigações também identificaram uma gráfica em Belo Horizonte especializada na impressão de rótulos falsificados. A empresa produzia embalagens com cores, logotipos e símbolos idênticos aos das marcas registradas, com o objetivo de enganar consumidores e varejistas.
Segundo o subsecretário da Receita Estadual, os criminosos mudavam constantemente de endereço para evitar a detecção. Essa prática exigiu um trabalho contínuo de inteligência fiscal e a integração de diversos órgãos para localizar as operações.
As amostras dos produtos apreendidos foram encaminhadas ao laboratório de química da Universidade Federal de Minas Gerais. Os testes comprovaram a utilização de substâncias como a bentonita, usada para dar aparência semelhante ao produto original, mas sem garantia de segurança para o uso doméstico.
Especialistas alertaram que a ausência de controle de qualidade transforma esses itens em potenciais riscos à saúde. Além de não cumprirem normas sanitárias, podem conter substâncias nocivas ou provocar reações indesejadas em contato com roupas e superfícies.
A Unilever, fabricante da marca OMO, principal alvo das falsificações, informou que acompanha as investigações em cooperação com as autoridades. A empresa também orientou os consumidores a verificar atentamente as embalagens e desconfiar de preços muito abaixo do praticado no mercado.
Os sinais de falsificação mais comuns são falhas no fechamento dos pacotes, ausência de gravação a laser na data de validade, variações perceptíveis na cor, na textura e no perfume do produto, além de baixo rendimento durante o uso.
As operações tiveram apoio da Polícia Militar, do Ministério do Trabalho e de auditorias fiscais especializadas. Essa união de forças possibilitou não apenas apreensões de grande porte, mas também a prisão de pessoas diretamente ligadas à fabricação e à distribuição.
A Receita Estadual ressaltou que a principal motivação desses crimes é a sonegação fiscal. Além de enganar os consumidores, os falsificadores causam prejuízo direto à arrecadação de impostos e criam concorrência desleal com empresas regulares.
O esquema envolvia tanto fábricas clandestinas quanto redes de distribuição, mostrando que se tratava de uma cadeia organizada, com ramificações em diferentes regiões do estado. O objetivo era inserir os produtos adulterados em mercados menores e atacados.
As autoridades destacaram que, ao impedir a circulação de R$ 67 milhões em produtos ilegais, as operações não só protegeram a arrecadação pública, mas também garantiram mais segurança ao consumidor final.
A Receita afirmou que continuará realizando fiscalizações periódicas e que novas operações já estão em andamento para mapear e desarticular outras fábricas clandestinas que possam estar em atividade.
Esse conjunto de ações reforça a importância da fiscalização tributária como ferramenta de proteção econômica e social. Ao atingir tanto a produção quanto a falsificação de embalagens, o Estado conseguiu enfraquecer toda a cadeia criminosa, garantindo maior proteção para o mercado e para a população.
Algumas Informações: pordentrodetudooficial (Instagram)
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