Em entrevista para o 'Em Minas', o professor Alecir Moreira explicou que algumas regiões podem sofrer mais com as chuvas devido à mudança climática.
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As mudanças climáticas que o planeta enfrenta é um dos fatores que têm provocado climas extremos, como as chuvas intensas que atingem o Rio Grande do Sul, mas algumas regiões podem mais suscetíveis a cheia dos rios devido à sua geografia, como a Zona da Mata Mineira.
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É o que explicou o geógrafo Alecir Moreira, professor do Departamento de Geografia da PUC Minas, em entrevista ao “Em Minas”, que foi ao ar na noite deste sábado (18/5) na TV Alterosa em parceria com o Estado de Minas e que está disponível no canal YouTube do Portal Uai.
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Em entrevista ao jornalista Benny Cohen, o professor lembrou que o Brasil já enfrentou episódios de desastres ainda mais numerosos envolvendo chuvas anteriormente, como em Caraguatatuba (SP), em 1967, e Teresópolis (RJ), em 2011, que, somadas, tiveram mais de 900 mortos.
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“Também temos registos de inundações muitos severas na porção sudeste de Minas Gerais. Então, a Zona da Mata me parece uma área bastante suscetível a esse tipo de coisa. Essa região mais sul oriental do sudeste tem uma conjunção de coisas que potencializam desastres. (...)
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(...)Tem uma topografia que favorece esse tipo de coisa e tem um padrão climático que concentra chuvas muito intensas. A gente chama isso de Zona de Convergência do Atlântico Sul”, explicou.
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Ainda segundo o professor, a Zona da Mata mineira, do ponto de vista de topografia, é como se fosse um degrau, estamos mais baixa que a região central do estado.
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“Aquilo que chove nas partes altas flui para as áreas baixas e, assim, nós temos uma propensão à ocorrência de desastres”, ilustrou.
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Geógrafo Alecir Moreira, professor do Departamento de Geografia da PUC Minas (Foto: Redes Sociais - Reprodução)
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Leste também é suscetível
Essa predisposição para enchentes não se restringe à Zona da Mata. O professor explicou que a cheia de cidades ao longo do curso do Rio Doce, como em Governador Valadares e Ponte Nova, podem se tornar cada vez mais frequentes.
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A forma com que essas cidades foram ocupadas também é um agravante, já que muitas delas foram construídas muito próximas ao leito do rio.
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“O Rio Doce nasce nas encostas do Quadrilátero Ferrífero e depois desce rapidamente para níveis muito baixos. Governador Valadares, por exemplo, está poucas centenas de metros acima do nível do mar.(...)
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(...)Esse fluxo de água tende a descer em direção ao litoral ocupando esses vales, que são geralmente estreitos, e isso vai fazendo com que o nível das águas se eleve”, explicou.
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Leia mais: Por que está chovendo tanto no Sul do país?

(Foto: Redes Sociais - Reprodução)
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El Niño, umidade da Amazônia e onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste contribuem para catástrofe no Sul.
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As chuvas ininterruptas que atingem o Rio Grande do Sul há cinco dias já são responsáveis pelo “maior desastre climático do Estado”, de acordo com o governador do RS, Eduardo Leite.
Um dos principais motivos é a onda de calor sobre o Centro-Oeste e o Sudeste.
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Esse sistema está bloqueando o avanço das frentes frias que surgem no Sul e no leste da Argentina na atmosfera, mantendo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina suscetíveis às áreas de instabilidade responsáveis por tanta chuva.
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Ondas de calor: entenda por que elas ocorrem

(Foto: Redes Sociais - Reprodução)
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Segundos os especialistas, fenômeno acontece quando o ar quente fica parado, sem conseguir circular como deveria.
Eventos climáticos extremos estão cada vez mais palpáveis no dia a dia da população.
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Ao mesmo tempo em que chamam atenção pela intensidade dos efeitos meteorológicos, as ondas de calor acontecem como parte de ciclos na atmosfera.
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional do governo dos Estados Unidos, o NOAA, as ondas de calor são, geralmente, o resultado de ar aprisionado.
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Ao invés de circular ao redor do globo, um sistema de alta pressão faz com que o ar quente fique parado, aquecido e seja forçado para baixo.
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Ao mesmo tempo, a força evita que o ar próximo ao solo suba. É como se o ar do topo fosse um boné que não deixa o que está abaixo dele escapar.
Algumas Informações: Jornal Estado de Minas / O Globo
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