Por: Cerqueiras Portal de Notícias

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Tremor misterioso sentido em MG pode não ter vindo do solo; saiba mais

Fenômeno foi relatado em várias cidades do sul de Minas Gerais, mas a causa do tremor continua sendo incerta.

Moradores de 26 cidades do sul de Minas Gerais relataram ter sentido um tremor entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10).

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A Rede Sismográfica Brasileira, no entanto, não registrou nenhum sinal que possa ser identificado como um tremor de terra na região.

Em função disso, especialistas têm buscado explicações para o fenômeno. Uma delas é que tenha ocorrido um episódio de quebra da barreira do som causado por uma aeronave.

Avião supersônico pode ter quebrado a barreira do som

A hipótese foi levantada pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Bruno Collaço, sismólogo do órgão, disse ao G1 que é possível descartar completamente a ocorrência de um terremoto na região.

Imagem ilustrativa para avião supersônico da Venus Aerospace

Avião supersônico pode ter quebrado a barreira do som (Foto: Naeblys/Shutterstock)

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Segundo o especialista, o mais provável é que se trate de algum exercício realizado com aviões quebrando a barreira do som. Ele explica que este tipo de evento gera ondas de choque que chegam à superfície, o que pode ser facilmente confundido com tremores de terra.

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"Ao quebrar a barreira do som, ocorre um fenômeno conhecido como ‘sonic boom’. As ondas de choque chegam até a superfície e são percebidas pelas pessoas muitas vezes como um tremor. Foi isso que aconteceu? Não podemos afirmar com certeza. Mas é uma possibilidade." - Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP)

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Ainda segundo o especialista, um avião supersônico teria sido responsável pelo fenômeno. Através de cálculos feitos a partir dos relatos das pessoas, ele estimou que a velocidade da aeronave seria de 400m/s. A Força Aérea Brasileira, no entanto, informou que nenhuma aeronave sobrevoou a região no horário indicado.

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Causa do tremor ainda é desconhecida

A Rede Sismográfica Brasileira possui cerca de 10 estações entre o Sul de Minas e o interior de São Paulo, mas nenhuma delas registrou sinais de um terremoto na região.
Segundo o Centro de Sismologia da USP, para um evento com a quantidade de relatos recebidos, seria necessário um sismo de magnitude próxima a 4.

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No entanto, todos os relatos indicam que se trataram de tremores de intensidade fraca a moderada.
Algumas pessoas mencionaram móveis balançando, sensação de tontura e até mesmo água em copos mostrando sinais de movimentação.
Apesar das hipóteses, ainda não há confirmação do que causou o fenômeno.

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Curiosidades sobre o ‘Sonic Boom’

O "sonic boom" não é apenas um barulho, mas um fenômeno físico complexo que ocorre quando um objeto, geralmente uma aeronave, supera a velocidade do som (Mach 1). Esse evento cria uma onda de choque composta por duas partes principais: uma compressão inicial e uma expansão subsequente. Essas ondas chegam à superfície de forma semelhante a uma explosão, causando um estrondo.

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Irmãos Gonçalves

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Como o ‘Sonic Boom’ é Percebido no Solo?

A percepção do "sonic boom" depende de diversos fatores, incluindo:

Altura da aeronave: Quanto mais baixo o avião estiver, mais intenso será o estrondo percebido no solo.
Velocidade e tamanho da aeronave: Aviões maiores e mais rápidos geram ondas de choque mais fortes.
Condições atmosféricas: Temperatura, umidade e pressão do ar influenciam a propagação do som.

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A onda de choque pode percorrer dezenas de quilômetros, e o som pode variar de um leve estrondo a um barulho tão intenso que sacode janelas e móveis. Em áreas urbanas densas, isso pode causar alarmes em carros, assustar animais e até gerar danos estruturais menores.

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A Ciência por Trás do Barulho

O som do "sonic boom" é causado pelo acúmulo e liberação rápida de energia. Quando uma aeronave voa abaixo da velocidade do som, as ondas sonoras que ela gera se propagam uniformemente. Mas ao atingir ou superar Mach 1, essas ondas se comprimem em uma frente de alta pressão, semelhante à onda formada pela proa de um barco em alta velocidade.

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Esse "cone de choque" pode ser projetado no solo como uma linha contínua se a aeronave mantém velocidade supersônica, o que significa que o estrondo não é único, mas acompanha o trajeto do avião. Por isso, quem está no caminho da trajetória do cone pode sentir ou ouvir o fenômeno.

 

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Casos Interessantes e Aplicações Tecnológicas

Exploração espacial: Durante a reentrada de foguetes e cápsulas espaciais na atmosfera terrestre, como as missões da SpaceX e da NASA, "sonic booms" são frequentemente gerados. Esses estrondos, registrados principalmente em áreas costeiras, marcam o retorno de veículos que atingem velocidades hipersônicas (muito acima de Mach 1).

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Pesquisa militar: Testes com aeronaves supersônicas avançadas, como os aviões hipersônicos ou caças stealth, frequentemente resultam em "sonic booms" que são confundidos com terremotos em regiões próximas às bases militares.

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Desafios do transporte supersônico: O barulho do "sonic boom" é um dos maiores obstáculos para a viabilidade comercial de aviões supersônicos, como o famoso Concorde, que foi aposentado em parte por esse motivo. Hoje, empresas como a Boom Supersonic estão pesquisando tecnologias para reduzir o impacto sonoro, com conceitos como o “low-boom,” que promete suavizar a onda de choque.

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Mundo das Utilidades

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Curiosidades Históricas

Primeiro registro controlado: O primeiro "sonic boom" controlado foi gerado pelo piloto Chuck Yeager em 1947, quando ele superou a velocidade do som no avião experimental Bell X-1.

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Fenômenos naturais semelhantes: Alguns eventos naturais, como a explosão de meteoros na atmosfera, também geram estrondos similares. O meteoro de Chelyabinsk, em 2013, produziu um estrondo tão forte que causou danos materiais em uma grande área.

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Impactos nos Animais e no Meio Ambiente

Os "sonic booms" podem impactar a fauna e a flora de maneira interessante. Estudos mostraram que aves e animais selvagens reagem ao estrondo como se fosse uma ameaça iminente. Isso levou a restrições em algumas áreas para proteger ecossistemas frágeis.

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Essas curiosidades destacam como o "sonic boom" vai além de um fenômeno físico, influenciando avanços tecnológicos e até mesmo nosso entendimento sobre os limites do som e do espaço aéreo.

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Histórico de Fenômenos Semelhantes

Eventos similares ao relatado no Sul de Minas já foram registrados em várias partes do mundo. Um caso famoso ocorreu em 2013, em Chelyabinsk, na Rússia, quando um meteoro entrou na atmosfera, gerando um "sonic boom" que quebrou janelas e causou pânico. Embora relacionado a um meteoro, o impacto foi semelhante ao de aeronaves supersônicas.

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No Brasil, episódios de estrondos não explicados são menos frequentes, mas já ocorreram, como em Manaus, em 2016, quando moradores relataram tremores e barulhos fortes atribuídos, mais tarde, a testes de aeronaves militares. No entanto, a falta de registros sismológicos nos dois casos gera dúvidas sobre suas reais causas, deixando aberta a possibilidade de outras explicações.

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Irmãos Gonçalves

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Fenômenos semelhantes também podem ser atribuídos a explosões industriais ou até mesmo testes militares secretos, o que frequentemente levanta especulações. A ausência de confirmações oficiais muitas vezes mantém o mistério em torno desses eventos.

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Conclusão

O tremor sentido no Sul de Minas Gerais permanece um mistério, mas a hipótese do "sonic boom" surge como uma explicação plausível. Embora a Força Aérea Brasileira negue operações na área, o histórico de eventos similares e a ausência de atividade sísmica confirmada apontam para causas atmosféricas ou aéreas.

Esse tipo de fenômeno nos lembra da complexidade das interações entre atividades humanas, naturais e atmosféricas, despertando interesse científico e curiosidade popular. 

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Irmãos Gonçalves

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Independentemente da origem exata, o evento destaca a importância de investigações detalhadas e do fortalecimento de redes de monitoramento, tanto sísmico quanto atmosférico, para esclarecer rapidamente ocorrências que intrigam e afetam as comunidades.

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A Palavra Morde no Portal

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Algumas Informações: Portal Olhar Digital
Direitos Autorais Imagem de Capa: Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo/ Divulgação


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