Nova bateria deve tornar a empresa mais eficiente, reduzir custos com energia e aumentar a autossuficiência na fabricação do combustível para os altos-fornos.
A Usiminas anunciou um investimento robusto que promete marcar uma nova fase em sua planta industrial localizada em Ipatinga, no Vale do Aço, Minas Gerais. A companhia vai aplicar R$ 1,7 bilhão na reconstrução da bateria 4 da Coqueria 2, um equipamento estratégico na produção de coque — insumo essencial para o funcionamento dos altos-fornos utilizados na fabricação do aço.

Esse investimento é conhecido tecnicamente como pad-up, um processo de reconstrução parcial com adição de melhorias tecnológicas e operacionais. Segundo a empresa, trata-se de uma das maiores apostas da Usiminas nos últimos anos em termos de modernização da planta e aumento da autossuficiência energética.
A Coqueria é responsável pela transformação do carvão mineral em coque, um combustível sólido fundamental na reação química que ocorre dentro dos altos-fornos. Com a nova bateria, a Usiminas pretende reduzir significativamente a necessidade de comprar coque de terceiros, tornando o processo mais integrado e econômico.
De acordo com o cronograma divulgado, os investimentos começarão a ser aplicados já em 2026, com um aporte inicial de aproximadamente R$ 80 milhões. O restante dos recursos será diluído ao longo de quatro anos, até 2029, quando a nova bateria deverá estar completamente operacional.
Durante apresentação a investidores, o CEO da empresa, Marcelo Chara, destacou que a modernização da Coqueria 2 vai gerar ganhos expressivos em eficiência, competitividade e sustentabilidade para a companhia. “Esse projeto vai permitir que a gente melhore o uso de combustíveis nos altos-fornos e aumente a competitividade da nossa usina”, afirmou o executivo.
Além de reduzir custos operacionais, o novo equipamento deve contribuir para a preservação do meio ambiente. A expectativa é de que o processo modernizado consuma menos energia e emita menos gases, tornando a operação mais limpa e alinhada com práticas sustentáveis.
O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Thiago Rodrigues, também comentou o projeto. Segundo ele, a nova bateria terá capacidade para produzir mais de 500 mil toneladas de coque por ano, o que poderá tornar a empresa autossuficiente nesse insumo, dependendo das condições do mercado e do ritmo da produção.
A produção interna de coque tem diversas vantagens operacionais. Uma das principais é a proximidade física entre a Coqueria e os altos-fornos, o que permite que o material seja utilizado quase imediatamente após sua produção, sem necessidade de transporte rodoviário ou armazenamento prolongado.

Esse encurtamento no trajeto logístico garante que o coque chegue com maior qualidade ao forno, sem perdas ou desgaste no caminho. Isso contribui diretamente para a redução do consumo de combustível durante o processo de fusão do minério de ferro, gerando economia para a companhia.
Outro benefício citado pela empresa é o controle de qualidade. Produzindo o coque dentro da própria usina, a Usiminas poderá monitorar e ajustar o processo em tempo real, garantindo uma matéria-prima mais adequada às especificações técnicas de seus altos-fornos.
Atualmente, parte do coque utilizado pela Usiminas é adquirido de fornecedores externos, o que envolve custos logísticos elevados e uma dependência do mercado. Com a nova estrutura, a companhia se torna menos vulnerável a variações de preços e problemas de abastecimento.
O projeto também tem implicações estratégicas para o setor siderúrgico brasileiro como um todo. Em um momento em que a indústria busca reduzir seus custos e se adaptar a padrões mais sustentáveis, iniciativas como essa mostram a importância da inovação e do investimento contínuo.
A reconstrução da bateria 4 faz parte de um esforço maior da Usiminas em manter sua competitividade frente à concorrência global, especialmente diante da pressão de mercados asiáticos e das transformações no cenário energético mundial.
Vale destacar que a Coqueria 2 já é um equipamento veterano na planta de Ipatinga, com décadas de operação. A reconstrução parcial com melhorias representa uma oportunidade de rejuvenescer sua infraestrutura sem a necessidade de construir uma unidade completamente nova, o que reduziria ainda mais o tempo de retorno do investimento.
A expectativa é que, uma vez em operação, a nova bateria aumente a confiabilidade do fornecimento interno de coque e amplie a capacidade de produção da usina como um todo, gerando impactos positivos inclusive na geração de empregos e na economia local.
Em termos ambientais, a modernização inclui a adoção de tecnologias mais limpas e eficientes, com sistemas de filtragem e controle de emissões mais rigorosos. Isso deve contribuir para a melhoria da qualidade do ar na região e reforçar o compromisso da empresa com a sustentabilidade.
A Usiminas também informou que o projeto será executado em etapas, para que a produção atual não seja interrompida. A transição será feita de forma planejada, garantindo a continuidade das operações e a segurança dos trabalhadores.
Para Ipatinga e o Vale do Aço, o anúncio do investimento é uma notícia positiva, já que pode atrair mais movimentação econômica, gerar empregos diretos e indiretos e fortalecer a posição da cidade como polo industrial.
Com esse movimento, a Usiminas reforça seu papel como uma das maiores empresas do setor siderúrgico no Brasil, mostrando que é possível crescer com responsabilidade, inovação e compromisso com a eficiência.
Algumas Informações: Mais Minas (Facebook)
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