Flávia Bicalho, mãe da engenheira química que está há cinco meses em coma, depois de passar por um procedimento anestésico para “bloqueio” de uma dor crônica na coluna, lamenta o estado de saúde da filha. (Veja o vídeo no final da matéria)
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Letícia de Souza Patrus Pena, de 31 anos, sofreu uma lesão cerebral após a aplicação do medicamento ropivacaína na casa de uma médica, amiga de infância dela, em Belo Horizonte.

Mãe e Filha. Foto: Reprodução
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“Ela tem uma lesão cerebral super extensa. Durante o tempo em que a Letícia estava em coma induzido, eu tinha esperança dela acordar, falar. Eu nunca mais ouvi a voz da Letícia”, detalhou a mãe.
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A mãe descobriu, depois, que o procedimento não poderia ter sido realizado em casa. Segundo a bula do medicamento aplicado em Letícia, o procedimento deveria acontecer em unidades hospitalares com equipamento para reanimação.
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Entenda o caso:
Minas: Mulher de 31 anos fica em Coma Após Suposto Erro Médico Cometido por Amiga de Infância
A médica teria realizado duas aplicações caseiras do anestésico cloridrato de ropivacaína para aliviar dores na coluna da engenheira. O procedimento teria sido realizado na casa da médica, sem cuidados e estrutura adequada.
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A engenheira de produção Letícia de Souza Patrus Pena, de 31 anos, está em coma em um hospital de Minas Gerais desde setembro de 2024, após um suposto erro médico cometido por uma amiga de infância.
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De acordo com a queixa-crime apresentada pela família, a médica anestesista Natália Peixoto de Azevedo Kalil teria realizado duas aplicações caseiras do anestésico cloridrato de ropivacaína para aliviar dores na coluna da engenheira.
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“Natália sabia que minha filha poderia ter uma parada cardiorrespiratória e até morrer, mas mesmo assim assumiu esse risco”, disse Flávia Bicalho de Sousa, mãe de Letícia, em entrevista ao Estado de Minas.
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Letícia procurou a ajuda de Natália ao sentir dores na coluna após uma cirurgia de hérnia, e a amiga teria realizado um bloqueio anestésico com a substância, que é restrita a ambientes hospitalares.
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O procedimento teria sido realizado na casa da médica, sem cuidados e estrutura adequada. Após a segunda aplicação, realizada em setembro, Letícia teve uma parada cardiorrespiratória, que resultou em graves lesões cerebrais devido à falta de oxigenação.
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Segundo a denúncia investigada pelo Ministério Público (MPMG) e o Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), a família acusa Natália de não acionar rapidamente o SAMU e transportar Letícia em um carro particular até o hospital.
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Segundo Flávia, a médica também não prestou apoio financeiro ou emocional e se afastou desde o ocorrido. Além da queixa-crime, a família solicitou a cassação do registro profissional da médica no CRM-MG.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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POSOLOGIA CLORIDRATO DE ROPIVACAÍNA
Cloridrato de ropivacaína deverá apenas ser utilizado por ou sob a supervisão de médicos experientes em anestesia regional.
A tabela que segue é um guia das doses para os bloqueios mais usados. A dose deve ser baseada na experiência do anestesista e na condição física do paciente.
Em geral, a anestesia cirúrgica (ex.: administração peridural2) requer o uso de altas concentrações e doses. Para analgesia recomenda-se o uso de cloridrato de ropivacaína 2 mg/ml, exceto para a administração intra-articular onde cloridrato de ropivacaína 7,5 mg/mL é recomendado.
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Vias de administração:
Cloridrato de ropivacaína 7,5 mg/mL: peridural2 lombar para cirúrgia e cesárea, peridural2 torácica, bloqueio nervoso maior, bloqueio de campo e injeção intraarticular.
Cloridrato de ropivacaína 10 mg/mL peridural2 lombar para cirurgia.
Cloridrato de ropivacaína 2 mg/mL peridural2 lombar, peridural torácica e bloqueio de campo.
Cloridrato de ropivacaína 2 mg/mL: peridural2 lombar e peridural torácica.
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Recomendação da dose para cloridrato de ropivacaína:

Foto: Reprodução
n/a : Não se aplica
1 : A dose para bloqueio nervoso maior deve ser ajustada de acordo com o local de administração e a condição do paciente.
O bloqueio do plexo braquial supraclavicular pode estar associado a freqüência maior de reações adversas graves, independentemente do anestésico local utilizado.
2 : Se for utilizada quantidade adicional de ropivacaína por outras técnicas no mesmo paciente, não exceder a dose limite de 225 mg.
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- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
Os procedimentos anestésicos regionais devem sempre ser realizados em local com pessoal, equipamentos e medicamentos adequados para a monitorização e ressuscitação de emergência12. Os pacientes que serão submetidos a bloqueios maiores devem estar em ótimas condições e ter acesso venoso instalado antes do início do bloqueio. O médico responsável deverá tomar as precauções necessárias para evitar a administração intravascular (ver item Posologia e Modo de Usar), ser devidamente treinado e estar familiarizado com o diagnóstico13 e tratamento de efeitos colaterais10, toxicidade14 sistêmica e outras complicações (ver item Superdosagem). O bloqueio nervoso periférico maior pode implicar na administração de grande volume de anestésico local em áreas altamente vascularizadas frequetemente perto de grandes vasos aonde existe um risco aumentado de injeção3 intravascular5 e/ou absorção sistêmica rápida, a qual pode desencadear altas concentrações plasmáticas.
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Certos procedimentos anestésicos locais, tais como injeção nas regiões cabeça15 ou pescoço16, podem estar associados com uma maior frequência de reações adversas graves, independentemente do anestésico local utilizado.
Pacientes em condição geral debilitada devida à idade ou outros fatores, tais como bloqueio parcial ou completo da condução cardíaca, hepatopatia avançada ou disfunção renal17 severa, requerem especial atenção, embora a anestesia regional seja frequentemente a técnica anestésica ótima nesses pacientes.
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A ropivacaína é metabolizada pelo fígado, portanto, deve ser usada com cuidado em pacientes com hepatopatia grave. Pode ser necessário reduzir as doses repetidas devido à demora na eliminação. Geralmente não é necessário modificar a dose em pacientes com insuficiência renal19, quando cloridrato de ropivacaína é utilizado em dose única ou em tratamento de curta duração. A acidose e redução da concentração das proteínas plasmáticas, frequentemente observadas em pacientes com insuficiência renal19 crônica, podem aumentar o risco de toxicidade crônica, podem aumentar o risco de toxicidade sistêmica (ver item Posologia e Modo de Usar).
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A anestesia1 peridural2 pode ocasionar hipotensão e bradicardia. O risco de tais efeitos pode ser reduzido, por exemplo, pela expansão volêmica ou pela injeção de um vasopressor. A hipotensão22 deve ser tratada imediatamente com, por exemplo, 5-10 mg de efedrina por via intravenosa, sendo repetidos se necessário.
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Quando cloridrato de ropivacaína é administrado como injeção3 intra-articular recomenda-se cautela quando há suspeita de traumatismo articular recente maior ou quando pelo procedimento cirúrgico houver formação de superfícies cruentas no interior da articulação25, uma vez que isto pode acelerar a absorção e resultar em concentrações plasmáticas maiores. A administração prolongada de ropivacaína deve ser evitada em pacientes tratados com inibidores potentes da CYP1A2 como a fluvoxamina e a enoxacina (ver item Interações Medicamentosas).
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Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas
Além do efeito anestésico direto, os anestésicos locais podem ter efeitos muito leves na função mental e coordenação até mesmo na ausência evidente de toxicidade do SNC e podem, temporariamente, prejudicar a locomoção e vigília.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Terra Brasil / R7 / Bulas MED
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