O gabinete do vereador Cido Reis (PSB) foi alvo do cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã da quinta-feira (05 de outubro) em Juiz de Fora.
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Vereador Cido Reis é um dos alvos da investigação — Foto: Humberto Nicoline/Divulgação/Câmara de Juiz de Fora
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A ação faz parte da Operação Proditora 2, que tem como objetivo apurar o desvio de recursos públicos recebidos por entidade civil de caráter filantrópico, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Em nota, a Câmara Municipal de Juiz de Fora confirmou que o Ministério Público solicitou acesso a um dos gabinetes do local.
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Operação 'Proditora'
Conforme o MP, o objetivo da ação é arrecadar provas para a conclusão de investigações. As apurações continuam em andamento e estão sob sigilo.
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A operação foi realizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Juiz de Fora e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Zona da Mata, juntamente com as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.
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Polícias cumprem mandados de busca e apreensão na Câmara de Juiz de Fora — Foto: Gabriel Landim/TV Integração
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O que dizem os envolvidos?
Câmara
"A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) recebeu servidores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na manhã desta quinta-feira, 5, nas dependências do Anexo Ignacio Halfeld. O MPMG solicitou o acesso a um dos gabinetes parlamentares, que foi prontamente atendido pela equipe de segurança da Câmara. A instituição está acompanhando o caso e colaborando nas diligências solicitadas".
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Questionada sobre qual gabinete foi o alvo do MPMG, a Câmara confirmou se tratar do gabinete do vereador Cido Reis.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno, a defesa do vereador também foi procurada, e informou que estão levantando todas as informações e irão se manifestar em breve.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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APARECIDO REIS MIGUEL OLIVEIRA (CIDO REIS) (PSB)
Eleito para o seu terceiro mandato, Cido Reis recebeu 5.459 votos, e foi o segundo vereador da cidade mais votado em 2020. O vereador é natural de Juiz de Fora e reside no Bairro Nova Benfica. É casado com Nalimar e pai do Cauã. Cido é técnico em Contabilidade, consultor previdenciário e está se graduando em Serviço Social.
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Vida política
Cido ingressou na vida política em 1989 no movimento "Fora, Collor". Foi eleito para o primeiro mandato, em 2012, com 4.745 votos e reeleito em 2016 com 4.986.
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Já foi, anteriormente, primeiro e segundo secretário da Mesa Diretora. Por meio de lei, incluiu o teste da linguinha como exame obrigatório para recém-nascidos; trouxe a ação do "Novembro Azul", para dar condições a muitos homens de prevenir o câncer de próstata.
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Criou a doação voluntária de sangue que isenta o doador de taxa de inscrição em concursos públicos promovidos pelo município; determinou boletim médico diário sobre o estado de saúde do paciente a ser fornecido à família pelas unidades de saúde.
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Instituiu o Dia do Ciclista, para incentivar o exercício físico e melhorar o trânsito. Determinou também que em creches, escolas municipais e conveniadas do município terão prioridade de vagas crianças vítimas ou filhas de vítimas de violência doméstica.
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No período da pandemia, estabeleceu que houvesse dispensadores de álcool em gel, abastecidos, no interior dos ônibus. Propôs ainda a Campanha de Conscientização para a Vacinação de Cães Contra a Cinomose e a lei que limita em 20 minutos o tempo máximo de espera para venda de ingressos por estabelecimentos ou responsáveis pela promoção de eventos de cultura, esporte e lazer.
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Plataforma política
Cido Reis firma o compromisso de continuar defendendo questões que envolvam a saúde pública com investimentos na atenção primária à saúde, e também de trabalhar em projetos que atendem a população para tratar e prevenir doenças, pois defende a importância da saúde como algo primordial na busca pela dignidade e pelo bem-estar integral do cidadão. O vereador também se compromete a trazer propostas nas áreas de esporte e lazer e na área da segurança pública.
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Legislaturas:
39ª - 2013-2016
40ª – 2017-2020
41ª - 2021-2024
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Participação em Comissões:
2012 – 4.745 votos
2016 – 4.986 votos
2020 - 5.459 votos
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Câmara Municipal de Juiz de Fora
A história da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) começou em 7 de abril de 1853, com a posse de sete vereadores eleitos pelo povo. Três anos depois, quando a Vila de Santo Antônio do Paraibuna tornou-se cidade, esse número subiu para nove.
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A Câmara Municipal ficava em um prédio adquirido em 1852, na esquina da Rua Direita, hoje Av. Rio Branco, e Rua da Califórnia, atual Rua Halfeld, e custou três contos e 500 mil Réis. No local, funcionavam a Câmara e a Cadeia Pública. Esse prédio foi demolido e deu lugar ao imóvel onde hoje funciona o Paço Municipal, o qual abriga atualmente a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).
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O Palácio Barbosa Lima
Em 1876, o Juiz de Direito Joaquim Barbosa Lima liderou uma campanha popular e arrecadou 60 contos de Réis para a construção do prédio que abrigaria o Legislativo e o Fórum, onde atualmente funciona a Câmara. A inauguração da obra, em 20 de março de 1878, foi feita pelo Imperador D. Pedro II. Em 21 de janeiro de 1890, o delegado provisório de Minas Gerais, José Cesário de Faria, dissolveu a Câmara Municipal e criou o Conselho de Intendência. Somente 12 anos depois, por determinação da lei de organização dos municípios mineiros, foram eleitos novos vereadores. Nesse ano, o número subiu para 15.
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Com a inauguração do prédio das repartições públicas municipais em 1918, o Legislativo foi transferido, onde ficou até a década de 60. Até 1930, Juiz de Fora era administrada pelo Presidente da Câmara, que ocupava também o cargo de Agente Executivo. Entretanto, após a revolução desse ano, a cidade viveu o regime de intervenção e ganhou um prefeito, nomeado pelo chefe do governo do estado.
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Ele passou a cuidar dos assuntos executivos e legislativos, sendo auxiliado por um conselho Consultivo, que se reunia mensalmente. A queda da ditadura Vargas trouxe de volta a normalidade do regime democrático. Em 1947 são eleitos novos vereadores e, pela primeira vez, o prefeito é escolhido diretamente pelo povo.
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Em 1965, o Legislativo se mudou para o moderno prédio da Rodoviária, no Edifício Adhemar Rezende de Andrade. A inauguração contou com a presença do Presidente do Brasil, Marechal Castelo Branco. Mas a sede do poder Legislativo volta às origens no final da década de 70. O centenário e imponente Palácio Barbosa Lima recebeu os vereadores. A legislatura de 1973 passou a contar com 19 vereadores. A Lei nº 5.999 estabelecia esse número para as cidades com mais de 100 mil eleitores. Em 1997, por determinação da Emenda nº 10 à Lei Orgânica, que tem por base a Constituição Federal de 1988, o número de vereadores subiu para 21.
Algumas informações: Acessa / Jornalista Ricardo Ribeiro / Câmara Municipal de Juiz de Fora
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