A velocidade a que as pessoas com mais de 40 anos caminham é um sinal de como os seus cérebros e corpos estão envelhecendo, sugere um estudo do Departamento de Psicologia e Neurociência da Universidade de Duke (Durham, Inglaterra).
“Este estudo descobriu que uma caminhada lenta é sinal de problemas que podem ser analisados décadas antes da entrada na velhice”, considerou a professora e psicóloga clínica norte-americana de origem germânica Terrie Edith Moffitt, citada pela reportagem, reconhecida pelo seu trabalho pioneiro na investigação do comportamento anti-social em parceria com o co-autor do estudo, o israelo-americano Avshalom Caspi.

O trabalho, publicado, a 11 de Outubro, na revista médica JAMA Network Open, da Associação Médica Americana (AMA, na sigla original), pela investigadora-parceira dinamarquesa Line Jee Hartmann Rasmussen, doutorada em Imunologia e Doenças Infecciosas, reflete um trabalho de mais de quatro décadas. A investigação em causa teve por base 1037 indivíduos, nascidos entre Abril de 1972 e Março de 1973, em Dunedin, na Nova Zelândia, e, depois de uma primeira avaliação ao nascimento, os participantes foram avaliados de dois em dois anos, dos 3 aos 15; de três em três, dos 15 aos 21; de cinco em cinco ou de seis em seis anos, até aos 38 anos. A última avaliação foi feita em Abril de 2019, quando todos os indivíduos tinham mais de 45 anos completos, tendo sido realizada em 904 dos 997 participantes vivos.
Nessas avaliações foram efetuados testes físicos e cognitivos, além de exames de neuro-imagem cerebral, ao mesmo tempo que foi medida a velocidade de marcha média de cada um. A conclusão indica que quem caminha mais devagar tem tendência a mostrar sinais de um envelhecimento rápido nos pulmões, dentes e sistema imunitário. Porém, a conclusão mais surpreendente para os investigadores está relacionada com o cérebro: caminhar devagar resulta num cérebro mais envelhecido.

Além do mais, os investigadores observaram terem sido capazes de prever a velocidade de marcha de cada indivíduo aos 45 anos por base os resultados dos testes de inteligência e de aptidão motora e de linguagem de quando tinham apenas três anos — os participantes que estão hoje entre os que caminham mais devagar tiveram um resultado nos testes de coeficiente de inteligência (QI) de menos 12 pontos do que aqueles que hoje caminham mais depressa.
Em resumo, a velocidade de marcha de alguém na casa dos 40 anos é, indicam as conclusões, um indicador do processo de envelhecimento. E, de acordo com o mesmo estudo, não só os sistemas internos de quem caminha mais devagar revelam um envelhecimento mais rápido, como as suas faces exibem mais sinais da idade, e os seus cérebros têm um menor volume, facto que pode associar a marcha lenta a um maior risco de demência.
SEDENTARISMO E A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA APÓS OS 40 ANOS
O sedentarismo é uma condição na qual as atividades realizadas não são capazes de aumentar, substancialmente, o gasto de energia acima do nível de repouso.
A ausência de uma prática regular de atividade física leva ao sedentarismo. De acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), uma pessoa, entre 18 e 60 anos, é considerada sedentária é aquela que tem uma prática de atividade física leve inferior a 150 minutos por semana.
Mas o sedentarismo não se trata apenas de um comportamento. Trata-se de um fator de risco para doenças graves.
O sedentarismo afeta e fragiliza o organismo, deixando-o mais vulnerável à incidência de problemas de saúde, como a obesidade, a diabetes, o aumento do colesterol, a hipertensão, além das doenças cardiovasculares e o câncer.
Para saber mais sobre as consequências do sedentarismo, sua relação com a saúde do coração e como incorporar hábitos mais saudáveis no seu dia a dia, preparamos este artigo. Acompanhe a leitura!
O QUE É SER UMA PESSOA SEDENTÁRIA?
Bem, para começar, é importante esclarecer o que é ser uma pessoa sedentária. O sedentarismo pode ser definido como a falta de atividade física na rotina e um gasto calórico insuficiente.
Como dissemos no início deste artigo, podem ser consideradas sedentárias pessoas que realizam menos de 150 minutos de atividades físicas por semana, na faixa etária entre 18 e 60 anos.
Assim, para não ser considerada sedentária, uma pessoa, segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), deve realizar de 75 a 150 minutos semanais de atividades físicas intensas ou de 150 a 300 minutos de atividades moderadas.
Para se ter uma ideia mais concreta, podemos pegar como referência valores-padrão estimados para cada tipo de atividade física. Por exemplo: caminhar a 6,4 km/h equivale a 4 METs/min, enquanto correr a 8,0 km/h corresponde a um gasto de 8,0 METs/min.
O MET é um equivalente metabólico associado ao consumo de oxigênio por minuto em qualquer atividade.
A meta para se ter uma boa saúde diz respeito a um gasto energético entre 450 a 750 METs por semana, somando todas as atividades físicas realizadas, esportiva ou de movimentação diária.
QUANTAS PESSOAS SÃO CONSIDERADAS SEDENTÁRIAS NO BRASIL?
Bem, para começar, é importante esclarecer o que é ser uma pessoa sedentária. O sedentarismo pode ser definido como a falta de atividade física na rotina e um gasto calórico insuficiente.
Como dissemos no início deste artigo, podem ser consideradas sedentárias pessoas que realizam menos de 150 minutos de atividades físicas por semana, na faixa etária entre 18 e 60 anos.
Assim, para não ser considerada sedentária, uma pessoa, segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), deve realizar de 75 a 150 minutos semanais de atividades físicas intensas ou de 150 a 300 minutos de atividades moderadas.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DO SEDENTARISMO PARA A SAÚDE?
Agora, vamos às consequências do sedentarismo para a saúde. Como falamos antes, ser sedentário é um comportamento nocivo, fator de risco para inúmeras doenças.
A ausência de uma prática regular de atividade física capaz de equilibrar o consumo e o gasto de energia no organismo, de fazê-lo oxigenar de forma saudável e de movimentá-lo para fortalecê-lo, fragiliza o corpo e o deixa mais vulnerável ao aparecimento de doenças graves.
Além disso, o sedentarismo afeta a qualidade de vida, ocasionando:
excesso de peso ou obesidade;
acúmulo de gordura (a mais perigosa na região abdominal);
dor nas articulações;
falta de força e resistência física;
perda de massa muscular;
cansaço excessivo, falta de ânimo e disposição;
distúrbios do sono, como insônia e apneia.
Então, como podemos ver, o sedentarismo extrapola os aspectos físicos e reflete também em desconfortos sociais e emocionais.
Fonte: PortalRaízes
Digite no Google: Cerqueiras Notícias
Siga nossas redes sociais.
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias
----------------------
----------
O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.








































