Por: Cerqueiras Notícias

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Criogenia: congelamento de corpos em busca da vida eterna funciona? Veja os avanços e desafios do tema

Criogenia, o congelamento de corpos em busca da vida eterna foi um assunto que impressionou o público desde a primeira edição do Fantástico, em 1973. A reportagem original da Cidinha Campos trouxe a novidade de pessoas que decidiam ser congeladas na esperança de serem ressuscitadas no futuro. Nas décadas seguintes, o programa voltou ao assunto muitas vezes.

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Até hoje, muita gente ainda é seduzida pela ideia de ter uma segunda chance, de ser "ressuscitado" daqui a dezenas, centenas de anos.

Entenda, abaixo, quais foram os avanços das pesquisas nos últimos 50 anos e o que diz a ciência: há mesmo esperança de uma pessoa morta ser descongelada e voltar à vida? 

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Empresas tratam corpos como 'pacientes'
O primeiro registro oficial de um ser humano congelado é de 1966, na Califórnia e tudo feito na base do improviso, numa garagem. Nos dias de hoje, a procura cresceu e as técnicas ficaram mais modernas.

Mas a ideia central continua sendo tratar os congelados não como corpos, e sim como pacientes. Como se as pessoas conservadas no frio pudessem ser curadas - mas não de uma doença, e sim, da própria morte.

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Atualmente, existem várias empresas que oferecem esse serviço, como a Alcor, localizada no deserto do Arizona, nos Estados Unidos. Apesar da temperatura no país bater fácil 45°C, o calor não chega aos tanques, onde cerca de 200 corpos e cabeças são mantidos a 196°C negativos.

A Alcor não é a única no gênero. Na Europa, tem concorrentes na Alemanha e na Rússia. E, nos Estados Unidos, compete com pelo menos três firmas: uma no estado de Michigan, outra no Oregon, e a novata Osiris, da Flórida.

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"O normal de quando alguém morre é ser cremado ou enterrado. A gente oferece uma terceira opção: a chance de a pessoa ser preservada e um dia ressuscitar, para ser curada da doença que tinha e conhecer os seus tataratataranetos", conta Matan Derhy, dono da Osiris.

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Como é feito o processo?
A Osiris, atualmente, tem cerca de seis pacientes, como eles dizem. Os clientes ainda são poucos, mas a empresa tem todo um esquema montado. Veja como funciona:

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Assim que a pessoa morre, é preciso que ela seja posta num banho de gelo e levada imediatamente para a clínica, onde será colocada em uma máquina, para fazer o sangue circular de novo, enquanto estão resfriando a pessoa ainda mais;
Na etapa seguinte, o corpo é transferido para um ambiente, onde o sangue é substituído por uma mistura que protege as células na hora do congelamento;

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Na etapa final, os corpos são colocados em grandes frascos de nitrogênio líquido.
Os corpos ficam em pé, mas de cabeça para baixo, flutuando no nitrogênio líquido. Tudo isso para se o nitrogênio líquido vazar, dar tempo de agir, salvando pelo menos a cabeça.

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Irmãos Gonçalves

"Nosso foco é preservar o cérebro da melhor maneira possível. Mas o que vai acontecer quando ele for revivido, ainda não sabemos. Essa cabeça seria conectada a outro corpo? Esse cérebro seria instalado num robô humanoide? Outras empresas estudam isso, mas o nosso foco, hoje, está na preservação", explica James Arrowood, presidente da Alcor.

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 A técnica funciona? Veja os desafios
Mais ou menos 70% do nosso corpo são água. A água é a base da vida, mas também a maior inimiga para os planos de todos que querem ressuscitar um dia e para as empresas que congelam pessoas mortas. Tudo porque essa água vira cristais de gelo, que podem danificar as células.

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O objetivo, portanto, é sempre não deixar que as células fiquem exatamente congeladas. Mas sim vitrificadas - ou seja, num estado que lembra o vidro. Pesquisas recentes com animais mostraram avanços promissores nesse campo, mas o desafio de congelar um ser humano inteiro ainda é enorme.

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Em resumo, daqui a dezenas, centenas, ou milhares de anos, e se tudo der certo, trazer pessoas de volta à vida só será possível depois das seguintes etapas:

Descongelar com segurança os corpos e as cabeças que estão nos tanques;
Eliminar a ação tóxica dos preparados que substituíram o sangue na vitrificação;
Curar a doença que levou a pessoa à morte;
E, no caso de quem congelou só a cabeça, seria preciso obter um novo corpo, ou então passar todas as informações que estão no cérebro pra algum lugar, como uma nuvem de computadores.

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 Esperançosos investem na possibilidade de ressuscitação no futuro
Enquanto cientistas ainda são céticos sobre a viabilidade dessa tecnologia no momento atual, entusiastas, como o desenvolvedor de software Vinicius Vilela, continuam esperançosos e investindo nessa possibilidade de ressuscitação no futuro.

Eles pagam cerca de R$ 1 milhão para congelar o corpo inteiro ou R$ 450 mil para preservar só a cabeça - tudo em suaves prestações.

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Nascido em Osasco, na Grande São Paulo, o jovem de 29 anos, que hoje mora no Canadá, explica por que alguém com essa idade está preocupado em ser congelado quando morrer.

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W Aluminium

"Desde adolescente, sempre fui uma pessoa bem apegada à vida, digamos assim e sempre fiz esse tipo de pesquisa, em como que eu posso ter mais longevidade, como eu posso ser saudável o suficiente para poder continuar vivendo essa vida maravilhosa, digamos assim."

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Bilionário diz querer congelar o próprio corpo para ser revivido no futuro
"Eu não espero, necessariamente, que funcione, mas acredito que é o tipo de coisa que nós deveríamos tentar fazer", disse Peter Thiel, cofundador do PayPal.

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Mundo das Utilidades

O bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal, afirmou que pretende deixar seu corpo congelado após a morte, para que possa ser ressuscitado no futuro – apesar de duvidar do procedimento. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Honestly with Bari Weiss, da jornalista norte-americana Bari Weiss.

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Questionado se a humanidade é capaz de superar a morte, Thiel afirmou que “ainda nem tentamos. Deveríamos tentar superar a morte ou, pelo menos, entender por que é impossível”.

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O bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal, afirmou que pretende deixar seu corpo congelado após a morte, para que possa ser ressuscitado no futuro – apesar de duvidar do procedimento. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Honestly with Bari Weiss, da jornalista norte-americana Bari Weiss.

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BibiCar

Questionado se a humanidade é capaz de superar a morte, Thiel afirmou que “ainda nem tentamos. Deveríamos tentar superar a morte ou, pelo menos, entender por que é impossível”.

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O empresário afirmou ainda que considera o processo de criogenia humana, técnica que permite resfriar o corpo humano até temperatura de -196ºC, “um posicionamento ideológico”. “Eu não espero, necessariamente, que funcione, mas acredito que é o tipo de coisa que nós deveríamos tentar fazer”, afirmou, revelando que aceitaria deixar o corpo congelado após sua morte.  

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No entanto, ao ser questionado se planeja congelar seus entes queridos também, Thiel mudou o tom da resposta e afirmou que ainda não está convencido de que a tecnologia funciona como o planejado:

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 “É mais algo que nós precisamos tentar.  Mas, ainda não chegamos lá”.  

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Irmãos Gonçalves

Fonte: G1 Globo / CNN


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