Por: Cerqueiras Publicidades

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Descoberta fascinante sobre a composição do Monte Everest onde destaca a constante evolução da crosta terrestre

Pesquisadores revelaram que esse pico, o ponto mais alto da Terra, é predominantemente composto por calcário marinho, indicando que este ícone majestoso já teve suas raízes no fundo do oceano.

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O Everest, que se eleva na cordilheira do Himalaia, testemunhou mudanças monumentais ao longo de milhões de anos. A pesquisa geológica recente revela que as rochas que formam o núcleo do Everest são originárias de sedimentos marinhos, sugerindo uma intrigante jornada desde os leitos oceânicos até as alturas inigualáveis que alcança hoje.

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Esse fenômeno geológico único destaca a dinâmica em constante evolução da crosta terrestre. Movimentos tectônicos ao longo de eras geológicas não apenas moldaram a montanha, mas também a elevaram de seu passado submarino para as alturas espetaculares que conhecemos hoje.


 

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Por que a altura do Monte Everest continua mudando
Antigamente, uma colisão geológica criou a imponente cordilheira do Himalaia e essa colisão continua acontecendo até hoje.

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Alpinistas que chegam ao topo do Monte Everest talvez não saibam, mas a neve esconde uma extensão de pedras cinzentas manchadas, que um dia esteve no fundo do mar.

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As rochas foram levadas a esse local surpreendente, que fica a mais de nove mil metros acima do nível do mar, devido ao movimento lento das placas tectônicas, placas de rocha sólida que formam a crosta externa e fragmentada do nosso planeta.

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Essas placas disputam lugar entre si, dando forma ao relevo visível na superfície. Em alguns lugares, as placas se separam, criando vales. Em outros, elas se chocaram, dando origem a montanhas.

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Erguendo-se na fronteira entre o Tibete e o Nepal, o Monte Everest foi formado devido a uma colisão tectônica entre a placa indiana e a placa da Eurásia há dezenas de milhões de anos.  

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Irmãos Gonçalves

O choque transformou a paisagem, fazendo emergir montanhas ao longo de 2,4 mil quilômetros, uma cordilheira que conhecemos como Himalaia. Ainda que as etapas precisas dessa colisão continental continuem sendo misteriosas, ela segue acontecendo atualmente, o que se deve, em parte, às alterações de altitude constantes do Everest.

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A origem de uma cadeia de montanhas
A história do Himalaia se inicia cerca de 200 milhões de anos atrás, quando o supercontinente da Pangeia se fragmentou. Em algum momento, a placa indiana se desprendeu e viajou em direção à massa de terra que hoje conhecemos como Ásia, ao norte. Em termos geológicos, a placa indiana se compactou em uma velocidade surpreendente, movendo-se cerca de nove metros ou mais por século.

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Naquele período, o Oceano de Tétis preenchia o estreito entre a Índia e a Eurásia, mas com o deslocamento da Índia em direção ao norte, o oceano começou a se fechar. A placa sob a água, composta pela densa crosta oceânica, submergiu na borda sul das rochas mais dinâmicas que formavam a placa continental eurasiana, criando um elemento conhecido como zona de subducção. 

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O deslizamento lento da placa oceânica para o manto carregou uma camada grossa de sedimentos do fundo do mar, que se depositou na borda da placa da Eurásia, uma camada arenosa que mais tarde seria compactada e formaria rochas no topo das montanhas.

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Há cerca de 50 milhões de anos, a velocidade de movimentação da placa indiana caiu bruscamente, uma alteração que muitos cientistas interpretam como os estágios iniciais da colisão da placa com a Eurásia. Evidências complementares de sedimentos marinhos sugerem que a última faixa do Oceano de Tétis se fechou entre 50 e 60 milhões de anos atrás.

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Diferentemente de uma placa oceânica, que é fria e densa, a placa continental indiana é espessa e flutua. Em razão disso, à medida que os continentes se comprimiam e a Índia abria espaço sob a Ásia, a superfície se transformava, e a crosta se tornava mais densa para dar origem ao que, finalmente, viria a ser a cordilheira do Himalaia. Pelo menos, essa é a versão mais aceita da história há muito tempo.

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Mas os cientistas seguem explorando cada dobra, fenda e rocha desse sistema geológico, fazendo diversos mistérios surgirem. 

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O estudo de padrões magnéticos antigos na rocha permite que pesquisadores mapeiem a posição de um continente ao longo do tempo, e pesquisas recentes que utilizam esse método revelaram que no momento em que a colisão que originou as montanhas supostamente ocorreu, cerca de 55 milhões de anos atrás, a Índia estaria a uma distância significativa da Eurásia, ao sul do continente. Essa constatação teria deixado um espaço misterioso e imenso entre os dois continentes.

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Mundo das Utilidades

Será que a placa indiana se chocou inicialmente com uma massa de terra, há muito tempo perdida, localizada entre os dois grandes blocos continentais? E será que a borda norte da placa indiana era muito maior do que se imaginava antes? Por que a placa indiana se movimentava de forma tão rápida antes do impacto? Essas são algumas das muitas perguntas que os cientistas ainda estão tentando responder.

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Crescendo e encolhendo
Independentemente de quando começou, a colisão que formou o Everest continua ocorrendo até hoje. 

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A Índia se desloca em direção ao norte alguns centímetros por ano, e os cientistas calculam que o impacto ainda em curso com a Eurásia pode levar as montanhas a ficarem cada vez mais altas, com um crescimento médio esperado de aproximadamente 10 milímetros por ano na porção noroeste da cordilheira, e cerca de um milímetro por ano no Everest.

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BibiCar

O crescimento pode acontecer de forma irregular, causado por mudanças mais violentas no cenário. Enquanto a Índia desliza sob a Eurásia, o deslizamento nem sempre é suave. Quando a terra é comprimida, a pressão interna aumenta até atingir um ponto de ruptura. Os blocos de terra podem então se deslocar de forma repentina, agitando o solo com a mesma força de um terremoto.

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Mas não é sempre que a montanha fica mais alta durante terremotos. Dependendo de onde e quando o abalo sísmico acontece, tremores podem causar o crescimento ou encolhimento da montanha em pequenas medidas. Talvez esse tenha sido o caso durante o terremoto no Nepal em 2015, de acordo com dados de satélites.

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Ao mesmo tempo, enquanto as rochas continuam crescendo em altura, a erosão trabalha na direção oposta. O vento e a água limam a superfície, transportando sedimentos para córregos que fluem por trás das montanhas. 

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No Himalaia, a maior parte dos sedimentos é levada para os rios Ganges e Bramaputra. A areia sai da água com a diminuição da inclinação na base da montanha no que é o maior delta fluvial do planeta, formando a região em que se localizam a maior parte de Bangladesh e o estado indiano de Bengala Ocidental.

Mesmo com a erosão e a gravidade preservando as condições das montanhas imponentes, as placas tectônicas mantêm sua dança geológica, e o Everest continuará acompanhando seus passos.

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Irmãos Gonçalves


Fonte: Terra / National Geographic Brasil


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