Safina Namukwaya deu à luz um menino e uma menina por cesariana. Mãe e bebês passam bem.
Uma mulher de 70 anos deu à luz gêmeos após um tratamento de fertilização in vitro, informou um hospital em Uganda.

Safina Namukwaya deu à luz um menino e uma menina por cesariana em um centro médico de fertilidade na capital, Kampala.
Namukwaya, que é uma das mulheres mais velhas a dar à luz, disse à mídia local que o nascimento dos filhos foi um "milagre".

O hospital felicitou-a, dizendo que esse é mais do que um "sucesso médico": "Trata-se da força e resiliência do espírito humano".
"Alcançamos o extraordinário: a mãe mais velha da África a dar à luz gêmeos, com 70 anos!", escreveu no Facebook o Women's Hospital International and Fertility Center (WHI&FC).
Namukwaya disse ao jornal Daily Monitor de Uganda que a sua gravidez foi difícil porque o seu parceiro a abandonou quando percebeu que ela ia ter gêmeos.

"Os homens não gostam que você diga que está grávida de mais de um filho. Desde que fui internada aqui, meu homem nunca mais apareceu", disse a mulher.
Este é o segundo parto de Namukwaya em três anos. Ela deu à luz uma menina em 2020.
Ela disse que quis engravidar depois de ser ridicularizada por não ter filhos.
"Eu cuidava dos filhos das pessoas e os via crescer e me deixarem sozinha. Eu me perguntava quem cuidaria de mim quando eu envelhecesse", disse Namukwaya ao Daily Monitor.
Não se sabe se ela usou um óvulo de uma doadora ou um próprio, que poderia ter sido congelado e armazenado quando ela era mais jovem.
Normalmente, as mulheres passam pela menopausa entre as idades de 45 e 55 anos. A fertilidade cai nesse período, mas os avanços na medicina tornaram possível que elas deem à luz através da fertilização in vitro (FIV).
Durante o processo, um óvulo é removido dos ovários da mulher e fertilizado com espermatozoides em laboratório. O óvulo fertilizado, chamado embrião, é então colocado no útero da mulher para crescer e se desenvolver.
No Brasil também já foi presenciado fatos semelhantes, confira
Uma mulher de 61 anos, que há 20 tentava realizar seu sonho de ser mãe, deu à luz um casal de gêmeos em Santos (SP) graças a uma inseminação artificial com embriões congelados há uma década, informaram nesta quinta-feira fontes médicas.
O procedimento foi realizado pelo médico Orlando de Castro Neto, proprietário de uma clínica de ginecologia e reprodução assistida que atende a mulher desde 1992.
A mãe, identificada como Antonia Leticia Rovati Asti, tentou inicialmente ficar grávida por métodos tradicionais com assistência médica que não tiveram resultados.
Há dez anos Antonia tentou engravidar por inseminação artificial e, após outro fracasso, se propôs adotar um filho mas foi rejeitada, pela idade.
"A nova tentativa de inseminação artificial foi realizada com embriões que não foram utilizados no primeiro procedimento há dez anos e que estavam congelados", disse à Agência Efe uma fonte da clínica de Castro Neto.
Os embriões surgiram de óvulos da mulher fecundados por espermatozóides de seu marido, hoje com 55 anos.
Os gêmeos, batizados como Sofia e Roberto, finalmente nasceram na segunda-feira mediante uma cesariana no hospital São Lucas de Santos após uma gravidez de sete meses, uma semana depois de a mãe completar os 61 anos.
Segundo os médicos, além de ter uma obstrução nas trompas de falópio, a paciente não conseguia ficar grávida por um problema no endométrio.
Com a falta de resultado, a paciente foi submetida há dez anos à primeira de três tentativas de fertilização in vitro que também não avançaram pelas dificuldades para o embrião se fixar.
"Antonia tinha embriões preservados da primeira fertilização, mas os embriões têm uma validade de mais ou menos dez anos, que estava chegando ao fim. Ela disse que queria aproveitá-los para uma nova tentativa", explicou o ginecologista a veículos locais.
Como com exceção da idade a paciente não tinha nenhum problema médico que lhe impedisse de ser mãe, seu médico aceitou realizar o procedimento, que foi bem-sucedido na primeira tentativa e com dois embriões.
"A idade não pesou em nada. A única condição é que a mulher tenha útero. Hoje é possível fazer todo o procedimento com a ajuda de remédios", acrescentou.
Segundo o médico, o maior obstáculo foi vencer os preconceitos sociais e a resistência a que mulheres com mais de 40 anos tenham filhos.
Fonte: BBC News / Terra
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