Por: Cerqueira Notícias

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Incrível! Estudantes criam bactéria que come plástico dos oceanos e o transforma em água, Saiba mais;

De acordo com estudos recentes, é provável que em 2050 haja mais plástico do que peixes em nossas águas oceânicas. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com a poluição dos oceanos, e desse modo, uma bactéria foi desenvolvida pelas estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao.

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As pesquisas iniciaram-se ainda no colégio, e hoje elas já possuem duas patentes, uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento.

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Com cinco prêmios, a dupla ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de Ciência. Tudo devido ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO² e água. A tecnologia vem sido utilizada de duas formas: a primeira é para limpar as praias e a segunda para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.

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Nos dias de hoje, é praticamente impossível fazer com que paramos de usar plástico. Acreditamos que tudo deveria ser biodegradável”, disse Wang.

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Tecnologia em desenvolvimento

Em um primeiro passo o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes do mesmo em pedaços mais maleáveis. Esses componentes por sua vez, são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva apenas 24 horas para acontecer.

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Plástico nos oceanos, um problema que chega às profundezas do oceano
O plástico conseguiu chegar ao ponto mais profundo do planeta: o abismo Challenger, situado a 11.000 metros de profundidade, onde praticamente nem mesmo o homem é capaz de chegar.

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 A descoberta é a melhor prova da dimensão do problema e de que chegou o momento de se conscientizar e fazer o possível para reverter essa situação.

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O plástico flutua pelos mares de todo o mundo. De fato, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2018, os oceanos recebem por ano a impressionante cifra de oito milhões de toneladas de plástico. Mas o que não imaginávamos até agora é que o plástico também fosse capaz de chegar às profundezas marinhas.

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 Um claro exemplo: no ponto mais profundo do planeta, o conhecido abismo Challenger, situado a 10.928 metros de profundidade, a expedição do multimilionário norte-americano Victor Vescovo descobriu neste mesmo ano embalagens de balas e uma sacola plástica. 

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Irmãos Gonçalves

Como elas chegaram até ali? Podemos fazer alguma coisa para evitá-lo? As perguntas diante desse drama ecológico se multiplicam.

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Como o plástico afeta o mar? Principais consequências
Atualmente o mundo produz mais objetos de plástico do que nunca, concretamente 500 milhões de toneladas de acordo com o Greenpeace. Muitos desses objetos são plástico de uso único, como garrafas, sacolas, pratos, etc. 

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Tais resíduos, ao serem descartados, podem terminar em um aterro ou, eventualmente, serem reciclados. O problema é que os dados sobre reciclagem, segundo indica esta ONG, não são muito animadores: de todo o plástico produzido em âmbito mundial até hoje, apenas 9% foi reciclado, contra 12% que foi incinerado e 79% que terminou em aterros ou diretamente no meio ambiente.

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Por exemplo, quando nos desfazemos de uma garrafa devemos considerar que muito provavelmente ela acabe no mar, embora nossa ação tenha ocorrido a muitos quilômetros de distância. Por isso, é necessário que nos conscientizemos das consequências de nossos atos. A seguir, elencamos três delas:

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Um mar invadido pelo plástico
Segundo o Parlamento Europeu, em 2018 os oceanos já albergavam mais de 150 milhões de toneladas de resíduos plásticos.

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 E as perspectivas, caso tal tendência não seja revertida, são bastantes pessimistas, pois segundo uma estimativa realizada pela Fundação Ellen MacArthur — organização benéfica especializada na economia circular — até 2050 poderia haver mais plástico do que peixe nos oceanos

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W Aluminium

Perdas e investimentos milionários
Os setores que dependem do mar sofrem as consequências. Segundo a União Europeia (UE) os danos e perdas para o setor da pesca em 2018 atingiram a cifra de 61,7 bilhões de euros. 

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Além disso, a limpeza das costas e praias da Europa tem um custo anual que se situa entre 194 e 630 milhões de euros segundo indica Joanna Drake, Diretora-Geral Adjunta de Meio Ambiente na Comissão Europeia.

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Mundo das Utilidades

Presença de microplásticos na cadeia alimentar
O plástico localizado nos oceanos se decompõe paulatinamente em microfragmentos que são ingeridos pela fauna marinha, o que faz com que cheguem à nossa alimentação com consequências ainda desconhecidas para a saúde humana. 

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Em 2016, de acordo com um estudo da FAO, até 800 espécies de moluscos, crustáceos e peixes já sabiam o que era comer plástico.
 

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Cinco formas de proteger os oceanos
Os oceanos estão passando por uma crise sem precedentes devido à mudança climática, sobrepesca, poluição (aqui é onde entra o plástico) e destruição dos habitats marinhos. São problemas originados pela ação do ser humano, no entanto a boa notícia é que a solução também está em suas mãos. 

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BibiCar

A responsabilidade dos fabricantes e governos é óbvia, mas não podemos deixar de lado o papel desempenhado pelo consumidor. Cada pequena ação é importante, tal como certificar-se de que os resíduos são depositados nas lixeiras adequadas. Os consumidores têm poder e podem conseguir um impacto global.

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A forma definitiva de proteger os oceanos é evidente, mas muito complexa de ser realizada: reduzir o uso e consumo de plástico, especialmente do plástico de uso único mencionado anteriormente, o qual é responsável por 49% da poluição marinha, de acordo com os dados (2018) do Parlamento Europeu. Além disso, há pequenos gestos cotidianos que podem contribuir significativamente para reduzir a presença do lixo plástico nos mares. Por exemplo:

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Substituir as sacolas plásticas por outras reutilizáveis de tecido ou fibra.

-Reduzir o consumo de copos, pratos, talheres ou garrafas de plástico.

-Comprar comida a granel e evitar os produtos que tenham embalagens de plástico.

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-Substituir os recipientes de plástico pelos de metal ou vidro.

-Evitar o uso de cosméticos que tenham em sua composição microesferas de plástico.

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Irmãos Gonçalves

Fonte: UFRJ / Redes Sociais

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