Por: Guilherme Gouvea

Publicado em

Milei chama Lula de corrupto e recusa encontro se eleito

Em entrevista, candidato à presidência diz que petista é “comunista”; embaixador argentino no Brasil rebate declaração.

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O candidato à presidência da Argentina Javier Milei afirmou que não se reunirá com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso seja eleito. O libertário, que conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua campanha presidencial, chamou o petista de “comunista” e “corrupto”. 

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Em entrevista ao jornalista peruano Jaime Bayly, Milei ainda disse que, se eleito, retiraria os embaixadores argentinos de países que são “ditaduras”, como Venezuela, Cuba, Nicarágua, Coreia do Norte e Irã, e condenaria o “terrorismo do Hamas e do Hezbollah”.

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Além disso, mencionou que “autocratas” também deveriam ser condenados, citando o presidente russo Vladimir Putin. “Eu fui o 1º a defender o governo da Ucrânia e o 1º a defender Israel dos ataques violentos e cruéis do Hamas”, disse.

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Ao se referir à Lula, o argentino rotulou o presidente brasileiro de “comunista” e “corrupto” e afirmou que “por isso ele esteve preso”. Disse que, se chegar à Casa Rosada, seus “aliados” serão os Estados Unidos, Israel e “o mundo livre”.

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Depois das declarações do candidato à presidência, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, disse que Lula “não é nem comunista, nem corrupto”.

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“Já vivi algo semelhante com Bolsonaro no governo, quando ele queria sair do Mercosul, e agora novamente nos deparamos com uma afirmação que é completamente estranha, porque Lula não é nem comunista, nem corrupto”, disse Scioli.

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O embaixador argentino afirmou que, quanto à acusação de corrupção, “isso foi negado pela Suprema Corte de Justiça do Brasil, que afirmou que houve uma utilização da justiça com objetivos políticos e o absolveu”.

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Milei afirmou, em entrevista, que o chefe do Executivo brasileiro estava “interferindo” na campanha e “financiando” parte dela, entretanto, Guillermo Francos, principal articulador da campanha do candidato à presidência da Argentina, disse não saber de uma possível interferência do petista na campanha eleitoral argentina.

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O libertário irá disputar o 2º turno das eleições presidenciais contra o atual ministro da Economia argentino, Sergio Massa, em 19 de novembro. O peronista ficou à frente no 1º turno de 22 de outubro, com 36,68% dos votos válidos, contra 29,98% de Milei.

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Irmãos Gonçalves


Sem provas, Milei segue Bolsonaro e alega fraude em eleição na Argentina
Apesar da ausência de evidências, simpatizantes do ultradireitista bancam as alegações nas redes sociais

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Contas nas redes sociais identificadas com o ultradireitista Javier Milei, candidato à Presidência da Argentina, constroem o que os especialistas caracterizam como uma “narrativa de fraude”. O segundo turno da disputa está marcado para 19 de novembro, contra o peronista Sergio Massa.

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Embora nenhuma denúncia tenha sido formalizada, Milei afirmou em uma recente entrevista ao apresentador peruano Jaime Bayly, transmitida no YouTube, que “houve irregularidades de tal magnitude que colocaram o resultado em dúvida”.

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Sem evidências concretas, internautas simpatizantes do ultradireitista bancam as alegações. “A fraude existe. 

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Sinto pena de quem vai votar e de pessoas como eu, que passam o dia fiscalizando e cuidando de cada voto”, diz aos prantos uma usuária do TikTok que denuncia supostas irregularidades na contagem provisória na província de Mendoza.

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W Aluminium

No primeiro turno, em 22 de outubro, Milei foi o segundo mais votado, com 30%, enquanto Massa se aproximou dos 37%. Até o momento, nenhuma força política denunciou qualquer fraude à Justiça.

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“A contagem final é a única que tem validade jurídica. A contagem provisória é meramente informativa”, explicou à agência AFP Ezequiel Quinteros, porta-voz da instância eleitoral argentina.

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Irmãos Gonçalves

O fato de os resultados não terem apresentado variações significativas não afeta o submundo das redes sociais, nas quais centenas de apoiadores de Milei convocaram, nos últimos dois finais de semana, protestos “contra a fraude”. 

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O conceito de “narrativa de fraude” partiu do diretor do Departamento de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos, Gerardo de Icaza, e serve para descrever um fenômeno que se apresenta com diferentes formatos em muitos países, explicou à agência AFP o advogado Alejandro Tullio, diretor nacional eleitoral entre 2001 e 2016.

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Mundo das Utilidades

“Trata-se de minar a credibilidade das eleições, seja das leis ou dos órgãos encarregados de aplicá-las e, em muitos locais, fazem parte das estratégias de deslegitimação maliciosa dos resultados”, afirmou.

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BibiCar

“As eleições são processos complexos e a explicação de seus procedimentos pode ser entediante”, prosseguiu. “É mais fácil fazer circular uma lenda sombria simplista e fantasiosa do que reconhecer resultados que, apesar de notáveis, podem decepcionar.”

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Em julho de 2022, Bolsonaro decidiu reunir embaixadores estrangeiros no Palácio do Planalto para repetir “denúncias” infundadas sobre as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral. Menos de um ano depois, o Tribunal Superior Eleitoral apontou abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação e tornou o ex-capitão inelegível por oito anos.

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Na sessão em que o TSE sacramentou a decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “presidente que ataca a lisura do sistema eleitoral que o elege há 40 anos não está no exercício de liberdade de expressão”, mas em “conduta vedada e abuso de poder”.

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Fonte: Poder360


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