O número de mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) poderá aumentar 47% no mundo e chegar a quase 10 milhões até 2050. O alerta foi dado por um estudo feito pela Organização Mundial do AVC, publicado nesta segunda-feira (9/10), na revista científica The Lancet.
Segundo a pesquisa, se ações de monitoramento e prevenção não forem aprimoradas, o número de vítimas deve saltar de 6,6 milhões em 2020 para 9,7 milhões em 2050. Para se ter uma ideia da proporção destes números, atualmente os AVCs já matam uma população equivalente à do estado de Goiás e, caso o aumento se confirme, deve ser acrescentada à conta número semelhante à população do Mato Grosso.
A atual presidente da Organização Mundial do AVC, a neurologista brasileira Sheila Martins, apontou que os esforços devem ser urgentes para modificar o cenário. “Precisamos de uma melhora drástica hoje, não para daqui a 10 anos”, defendeu, em comunicado à imprensa.
O acidente vascular cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem AVC deve atingir os mais pobres Atualmente, 86% das pessoas que morrem devido a um AVC são pessoas de baixa renda. Embora os números apontem para uma tendência de aumento, os pesquisadores indicam que os AVCs serão menos frequente em pessoas de alta renda. No ano de 2050, a estimativa é que 91% das vítimas sejam pessoas pobres.
“Temos de examinar de perto o que está causando este aumento, incluindo o peso crescente dos factores de risco não controlados – especialmente a hipertensão arterial e a falta de serviços de prevenção e cuidados nestas regiões mais pobres do globo”, indica o próximo presidente da Organização Mundial do AVC, o professor Jeyaraj Pandian.
Como evitar o aumento? As recomendações do estudo indicam que a prevenção do AVC deve estar focada em quatro pilares:
Vigilância. Entender os números e monitorar os avanços; Prevenção. Conscientizar o público sobre o risco de ter condições associadas que levam ao AVC, tais como pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade, dieta pouco saudável, estilo de vida sedentário e tabagismo; Tratamento.
Tornar acessíveis os medicamentos e procedimentos cirúrgicos que tratam o problema, distribuídos de forma apropriada; Reabilitação. Criar uma rede que permita o acesso aos cuidados pós-AVC para evitar consequências a largo prazo. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Você sabia que o AVC é responsável por 6,7 bilhões de óbitos em todo o mundo, figurando a doença cerebrovascular com maior índice de mortalidade?
Segundo pesquisas realizadas na área da saúde, o Acidente Vascular Cerebral é a segunda causa que leva pessoas à óbito à nível mundial. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que até 2030 o índice de AVC continue figurando uma das principais causas de mortalidade no mundo.
Além disso, o AVC também é a causa de grande parte de incapacitações entre pacientes que passam por essa doença. A paralisia
O que é AVC?
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, é caracterizado pelo entupimento e posterior rompimento das veias responsáveis por levar sangue ao nosso cérebro. Essa ruptura provoca uma paralisia cerebral, no lado do cérebro onde ocorre a interrupção de fluxo sanguíneo.
É uma doença que acomete mais o sexo masculino, atingindo, principalmente, a faixa etária entre 30 e 40 anos.
Existem dois tipos de AVC, o hemorrágico e o isquêmico. Ambos os tipos são altamente perigosos e prejudiciais, no entanto, possuem características distintas que os diferenciam fortemente.
Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico – AVCH
O AVC Hemorrágico caracteriza-se pelo rompimento de um vaso, veia ou artéria, dentro do cérebro, provocando hemorragia e inchaço na área afetada, consistindo em dois tipos: subaracnóidea (aneurisma) ou intracerebral.
As maiores razões do AVCH são a pressão alta e a hipertensão arterial. Esses fatores corroboram enormemente para as incidências desse tipo de Acidente Vascular Cerebral.
Segundo o Ministério da Saúde, esse tipo de AVC é responsável por 15% dos casos de Acidentes Vasculares Cerebrais, podendo levar mais facilmente pacientes à óbito.
• Hematoma intracerebral – Nesse tipo de AVC hemorrágico o sangramento ocorre dentro do tecido cerebral, estimulando crescente pressão e abscesso nas estruturas locais, levando à lesão neurológica. Grande parte das ocorrências desse tipo de hemorragia é a hipertensão arterial, em decorrência da pressão alta não controlada.
• Hemorragia subaracnoidea – Ocorre pela ruptura do aneurisma intracraniano, provocando forte hemorragia na região afeta. Um dos sintomas mais comuns é a cefaléia súbita, qual ocorre intensamente na hora em que se dá a ruptura do aneurisma cerebral.
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico – AVCI
Considerado como o mais comuns dos acidentes vasculares cerebrais, geralmente ocorre quando há obstrução de algum vaso sanguíneo que impede o fluxo de sangue para as células cerebrais. Em razão dessa obstrução grande parte das células morrem em minutos ou horas após o início do AVC, que ocorre de forma súbita.
Dependendo do tipo de obstrução e de suas causas, o AVCI pode ser de três tipos:
• Trombótico – Responsável por 60% dos casos de AVCI, é causado por placas de gordura (aterosclerose) que ocasionam o entupimento dos vasos cerebrais. A aterosclerose é resultado do acúmulo de gordura causado por maus hábitos de saúde, tais como tabagismo, obesidade, pressão alta e etc.
• Embolia – Ocorre quando as placas de aterosclerose se desprendem de outra parte do corpo ou do coração, viajando até o cérebro por meio da corrente sanguínea.
• Insuficiência circulatória – Consiste em uma falha cardíaca, onde o coração deixa de bombear sangue suficiente para suprir as necessidades do cérebro, gerando uma deficiência circulatória na cabeça.

Sintomas dos Acidentes Vasculares Cerebrais
Os sintomas característicos do AVC são:
• Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, sendo especificamente em apenas um lado do corpo;
• Alteração na fala e na compreensão;
• Confusão mental;
• Alteração na visão;
• Alteração no equilíbrio, coordenação e tontura;
• Dor de cabeça súbita, sem motivo aparente.
Fatores de risco
Os fatores de risco que caracterizam grande parte das causas dos acidentes vasculares cerebrais estão intimamente vinculados a maneira como lidamos com a nossa própria saúde.
Hábitos prejudiciais à saúde como o tabagismo, a falta de exercícios físicos e cuidados regulares como um rotina de exames periódicos, por exemplo, podem aumentar as chances da ocorrência de um AVC.
Em geral, os maiores fatores de risco são: alcoolismo, obesidade, diabetes, colesterol alto, arritmias cardíacas, ferimentos graves na cabeça ou no pescoço, vasculite (causada por doenças como sífilis, tuberculose e doença de Lyme), infarto agudo do miocárdio, entre outros.
Prevenção
Conforme brevemente indicado acima, ter cuidado com a sua saúde é a melhor forma de prevenir a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais.
A prática de exercícios físicos aliada com exames e check-ups periódicos são essenciais para evitar os AVCs. Além disso, ter cuidado com a alimentação e com seu peso é um fator que faz toda a diferença quando o assunto é prevenção.
Evitar o uso de drogas e entorpecentes, tabaco, entre outros hábitos que possam ofender seriamente a saúde é uma boa forma de manter-se em dia com você mesmo.
Esteja sempre atento à sua pressão e a qualquer sinal de diferença procure auxílio médico e evite fazer uso de automedicação. Não esqueça que boa parte dos sintomas podem ser suprimidos quando o acompanhamento médico detecta quaisquer chances para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais.
Algumas informações: Organização Mundial de Saúde (OMS)
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