Por: Guilherme Gouvea

Publicado em

Vídeo: Imagens da Nasa mostram níveis alarmantes do disparo do aquecimento global pelo planeta

Nunca antes o mundo viveu uma situação com: (Assista ao vídeo no final da matéria)

-Tanto gás carbônico acumulado na atmosfera;
-Uma sequência tão longa de recordes diários de calor;

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-Oceanos tão febris, com recordes sucessivos de temperatura na água;

-Diminuição das extensões da camada de gelo da Antártica e do Ártico;
-e, para finalizar, um El Niño atípico, que deixa os mapas dos oceanos e ainda mais vermelhos.

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A concentração de gases aumentou notavelmente nas últimas décadas (veja gráfico acima), enquanto a taxa de emissões anuais diminuiu nos últimos dez anos. Apesar disso, o aumento da concentração não diminuiu.

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Isso já é uma indicação clara que a capacidade de remoção do gás carbônico pelas florestas e pelos oceanos já começa dar sinais de diminuição", afirma Nobre.

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Recordes também no mar

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A temperatura média da superfície do oceano também tem batido recordes desde março deste ano. Em 30 de julho, a temperatura da superfície dos oceanos atingiu 20,96°C, superando o recorde anterior de 20,95°C estabelecido em março de 2016, também de acordo com o observatório do clima da União Europeia.

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Alerta na Antártica e no Ártico

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Um outro fator preocupante do clima global atualmente é que o gelo marinho na Antártica está em declínio recorde, com o nível mais baixo já registrado em fevereiro de 2023, quando a extensão do gelo do mar antártico atingiu o nível mais baixo já registrado, ficando 34% abaixo do valor médio de referência.

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Irmãos Gonçalves


Clima extremo: Final de 2023 deve ser o ano mais quente da história, alertam cientistas

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O ano mais quente já registrado até hoje foi 2016, também por conta do aquecimento do El Niño, que retorna este ano e pode fazer 2023 bater essa marca.

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A NASA já advertiu: 2023 deve ser o ano mais quente já registrado. E isso se deve, em parte, ao El Niño. O fenômeno, que acontece a cada dois ou sete anos no planeta, começou este mês, e deve atingir seu pico até o final do ano, podendo se tornar um “Super El Niño“, de acordo com especialistas.

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O El Niño eleva a temperatura do Oceano Pacífico, podendo resultar em recordes de calor. Além disso, também gera uma alteração no padrão de ventos, com chuvas ou secas em diferentes partes do mundo.

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Aquecimento em alta
O ano mais quente já registrado até hoje foi 2016, também por conta do aquecimento do El Niño, que teve maior impacto do que em sua última aparição, em 2018 e 2019.

Este ano, os primeiros onze dias de junho registraram as temperaturas globais mais altas para esta época do ano, segundo o programa de observação da Terra da União Europeia Copernicus.

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Irmãos Gonçalves

Em 9 de junho, a temperatura média global do ar atingiu seu pico, de 16,7°C. O número foi apenas 0,1°C abaixo do mais quente até então, em 13 de agosto de 2016. Os meses de abril e maio também foram os mais quentes registrados.

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Ademais, a manifestação do calor será diferente. Em 2016, os picos de temperatura concentravam-se no Ártico siberiano. Já em 2023, o calor se manifesta em vários pontos, inclusive no Oceano Antártico e na Antártida, no início deste ano.

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Mundo das Utilidades

O El Niño é o culpado do aumento das temperaturas?

Apesar de seu potencial em causar elevação nas temperaturas, o El Niño não é o único responsável pelas mudanças climáticas. Segundo os cientistas, as temperaturas da superfície do mar estão em níveis recordes. 

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No Atlântico Norte, em 11 de junho, as temperaturas atingiram uma máxima de 22,7°C, por exemplo. 0,5°C acima da alta anterior em junho de 2010.

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“Ventos alísios mais fracos causados ​​por mudanças na dinâmica atmosférica são talvez a explicação mais provável”, explicou Samantha Burgess, da Copernicus, ao News Scientist.

 No Atlântico Norte, a queda na força do vento pode ter reduzido a quantidade de poeira soprada do Saara para esta parte do oceano. A poeira costuma causar um resfriamento nas temperaturas oceânicas.

“O que observamos até agora sugere que 2023 provavelmente estará entre os cinco anos mais quentes. Acho que é justo dizer que estamos em território desconhecido”, concluiu a cientista.

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Christopher Merchant, da Universidade de Reading, no Reino Unido, completa:

“Há uma boa chance de estarmos caminhando para outro ano recorde, este ano ou no próximo ano.”

Fonte: G1


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