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Vídeo (Perigo nas Redes): Jovens Lesionam Ossos do Rosto com Martelo em Busca de Padrão Estético

Inspirada por subculturas digitais e termos como 'looksmaxxing', a prática extrema do 'bonesmashing' alerta médicos devido a riscos de fraturas, desfiguração e danos neurológicos permanentes. (Veja o vídeo no final da matéria).

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Ferragens Primus

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As redes sociais voltadas ao público jovem vêm ditando tendências comportamentais preocupantes que extrapolam o ambiente digital e colocam a integridade física de adolescentes em risco. Entre as novidades disseminadas em plataformas como TikTok e Instagram está a propagação do termo looksmaxxing, conceito associado a uma obsessão extrema pelo autoaperfeiçoamento estético masculino.

Derivada desse ecossistema digital, ganhou força a técnica conhecida como bonesmashing, que consiste em desferir impactos repetitivos contra o próprio rosto utilizando ferramentas como martelos, barras de metal ou pistolas de massagem para tentar remodelar a estrutura óssea da face.

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Clínica 27 de Abril

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A origem do 'looksmaxxing' e a busca obsessiva pela estética

O movimento de autoaperfeiçoamento extremo nasceu no início dos anos 2010 em fóruns de internet de nicho e caráter misógino, focando na premissa de que a aparência dita o sucesso social, afetivo e profissional de um indivíduo. Com a expansão das redes nos últimos anos, influenciadores digitais popularizaram os procedimentos, dividindo-os entre softmaxxing (métodos inofensivos como cuidados com a pele e dieta) e hardmaxxing (intervenções severas).

O bonesmashing foi inserido na categoria mais agressiva por propor alteração direta na anatomia facial por meio de traumatismo mecânico contínuo.

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A falácia da 'Lei de Wolff' aplicada ao rosto

Os adeptos da prática justificam os atos baseando-se em uma interpretação distorcida da Lei de Wolff, princípio científico formulado no século XIX que aponta que ossos saudáveis respondem e se fortalecem diante de cargas mecânicas controladas. Contudo, médicos ressaltam que o conceito foi totalmente mal compreendido e deturpado por internautas.

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Especialistas em cirurgia plástica e maxilofacial reforçam que a tentativa de gerar microfraturas controladas na região craniofacial é estruturalmente inviável e altamente destrutiva para o organismo humano.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

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Riscos graves de fraturas e assimetria facial

Profissionais de saúde alertam que a aplicação de força mecânica desregulada nas maçãs do rosto, na mandíbula e no queixo pode desencadear fraturas complexas, como a zigomaticomaxilar, resultando em afundamentos ósseos irreversíveis e assimetrias severas na face.

Além da desfiguração estética, os traumatismos repetitivos causam fibroses musculares profundas, edema prolongado, dores crônicas e lesões vasculares ou neurológicas na região afetada.

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Guias online ensinam rotinas perigosas

Em fóruns dedicados ao tema, circulam rotinas detalhadas que instruem os jovens sobre o número exato de batidas diárias que devem ser desferidas em cada ponto do rosto. Guias na internet chegam a sugerir o uso de cremes de arnica e autobronzeadores para disfarçar os hematomas e o inchaço decorrentes das agressões físicas.

Médicos apontam que o ambiente virtual oculta a gravidade dos resultados negativos, uma vez que os adeptos raramente divulgam sequelas, infecções ou deformidades resultantes dos atos.

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O fator etário e a vulnerabilidade dos adolescentes

Os praticantes dessas tendências costumam ser predominantemente jovens e adolescentes, faixa etária em que o esqueleto facial ainda está em pleno desenvolvimento e crescimento natural.

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Especialistas enfatizam que qualquer tipo de intervenção traumática ou procedimento estético invasivo nessa fase da vida pode comprometer permanentemente a simetria e a saúde funcional das estruturas ósseas e cartilaginosas.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

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iMicro Provedor Internet

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Alertas formais emitidos por médicos

A gravidade do fenômeno levou especialistas a publicarem alertas formais em periódicos científicos, como a Revista de Estomatologia e Cirurgia Oral e Maxilofacial, alertando sobre a disseminação viral de lesões maxilofaciais graves entre o público infantojuvenil.

O médico brasileiro Ricardo Grillo foi um dos profissionais a assinar advertências destacando que a prática não possui qualquer embasamento clínico e acarreta riscos severos de perda funcional.

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Opções seguras e o papel da medicina estética

Para pacientes que desejam correções estruturais na face de forma segura, a medicina moderna oferece alternativas supervisionadas, como o uso de preenchedores injetáveis biocompatíveis ou implantes faciais planejados.

Cirurgiões plásticos ressaltam que procedimentos clínicos legítimos são realizados sob rigorosa técnica estéril, planejamento anatômico prévio e com riscos controlados e mensuráveis.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

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O impacto do isolamento digital na juventude

Psicólogos e especialistas em comportamento infantojuvenil apontam que a adesão a tendências extremas reflete o impacto negativo de padrões inalcançáveis promovidos por algoritmos de redes sociais na autoestima de adolescentes.

A busca por validação estética digital tem empurrado jovens a adotarem comportamentos de automutilação sob o disfarce de "cuidados pessoais" ou rituais de melhoria da aparência.

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Conselho médico: distanciamento das redes

Diante do avanço de práticas nocivas propagadas na internet, profissionais de saúde recomendam que pais e responsáveis monitorem o consumo de conteúdo digital por parte dos jovens e mantenham canais abertos de diálogo.

Especialistas reforçam que a busca por autoaceitação e o foco em atividades extracurriculares saudáveis são essenciais para afastar adolescentes de tendências destrutivas geradas em fóruns digitais isolados.

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Preço Fixo Utilidades

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 Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

Algumas Informações: GQ LifeStyle / Wesgossip

Síntese da Matéria 
🔨 Tendência Perigosa: Prática de bonesmashing, impulsionada pelo movimento looksmaxxing nas redes sociais, leva jovens a baterem no próprio rosto com martelos para tentar moldar a mandíbula. 
⚠️ Riscos Médicos: Cirurgiões alertam que o trauma repetitivo pode causar fraturas ósseas, assimetria facial definitiva, lesões neurológicas e fibroses musculares. 
📋 Falsas premissas: Adeptos utilizam uma distorção da "Lei de Wolff" para justificar os danos, ignorando a completa falta de controle e os perigos do procedimento caseiro. 
👥 Público Alvo: A prática atinge principalmente adolescentes e menores de idade em fase de desenvolvimento ósseo, agravando o risco de sequelas permanentes. 
🛡️ Alternativas: Especialistas reforçam que procedimentos estéticos seguros devem ser realizados exclusivamente em ambiente clínico com profissionais habilitados.


A Palavra Morde no Portal

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