Crescimento da renda e aumento do emprego formal fazem famílias ampliarem gastos com habitação, veículos e alimentação em Minas Gerais
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Pela primeira vez na história recente de Minas Gerais, a classe C será responsável pela maior parcela do consumo das famílias no estado. A mudança no perfil econômico dos mineiros foi apontada por levantamento do IPC Maps, divulgado em maio de 2026, e mostra o fortalecimento do poder de compra das famílias de renda média.
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Segundo o estudo, o consumo das famílias mineiras deve atingir R$ 890,2 bilhões em 2026, representando crescimento real de 6,3% em relação ao ano anterior. Em 2025, o volume movimentado foi estimado em R$ 837,2 bilhões.
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O avanço é impulsionado principalmente pela classe C, formada por famílias com renda mensal entre R$ 2.525 e R$ 10.885. Esse grupo passa agora a representar a maior fatia consumidora do estado, concentrando cerca de 39,1% do potencial total de gastos em Minas Gerais.
Foto: Reprodução
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Especialistas explicam que a ascensão da classe C ocorre por diferentes fatores econômicos e sociais. Parte da população das classes mais baixas conseguiu aumentar a renda nos últimos anos, enquanto famílias anteriormente classificadas como classe B passaram a integrar a faixa intermediária da pirâmide econômica.
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Dados da Fundação Getulio Vargas indicam que a classe C representa atualmente aproximadamente 61% da população brasileira, reunindo cerca de 130 milhões de pessoas em todo o país. O crescimento desse segmento tem impacto direto no comércio, nos serviços e no setor de crédito.
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Outro fator decisivo para o aumento do consumo é a expansão do emprego formal. Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que Minas Gerais acumulou mais de 79 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em 2025.
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Somente em março de 2026, o estado abriu quase 39 mil novas vagas formais. Economistas afirmam que a estabilidade proporcionada pelo emprego registrado aumenta a confiança das famílias para assumir financiamentos, realizar compras parceladas e ampliar despesas do cotidiano.
Foto: Reprodução
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Entre os principais gastos das famílias mineiras, a habitação aparece na liderança absoluta. O setor deve movimentar aproximadamente R$ 193,3 bilhões ao longo de 2026, impulsionado principalmente pelo aumento dos aluguéis e custos relacionados à moradia.
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O crescimento dos preços imobiliários tem pressionado o orçamento doméstico. Levantamentos do mercado imobiliário mostram que os valores dos aluguéis registraram forte valorização nos últimos meses, especialmente nas grandes cidades mineiras.
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As despesas relacionadas a veículos próprios aparecem em segundo lugar entre os maiores gastos da população. O segmento deve movimentar cerca de R$ 95,7 bilhões, superando inclusive os gastos com alimentação dentro de casa.
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Especialistas apontam que o aumento das despesas com automóveis está ligado não apenas ao transporte pessoal, mas também ao crescimento do trabalho por aplicativos e serviços de entrega. Muitos trabalhadores passaram a utilizar carros e motocicletas como fonte principal ou complementar de renda.
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A alimentação dentro e fora do domicílio também segue entre os setores mais importantes do consumo mineiro. Supermercados, restaurantes, lanchonetes e serviços de delivery continuam sendo fortemente beneficiados pela ampliação do poder de compra da população.
Foto: Reprodução
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O levantamento mostra ainda que Belo Horizonte lidera o ranking das cidades mineiras com maior potencial de consumo, com previsão de movimentar cerca de R$ 142,2 bilhões em 2026. Uberlândia e Contagem aparecem logo atrás entre os municípios com maior força econômica no estado.
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No cenário nacional, a capital mineira ocupa a quarta posição entre as cidades brasileiras com maior potencial de consumo, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O desempenho reforça a importância econômica de Minas Gerais no mercado interno brasileiro.
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Economistas avaliam que o fortalecimento da classe C pode impulsionar ainda mais setores como varejo, construção civil, turismo e serviços nos próximos anos. Ao mesmo tempo, alertam que inflação, juros elevados e endividamento das famílias continuam sendo desafios capazes de limitar o crescimento do consumo no país.
Créditos: O Tempo.
📝 Síntese da Matéria
📊 Liderança Inédita: Pela primeira vez na história recente, a Classe C (famílias com renda mensal entre R$ 2.525 e R$ 10.885) assumiu a liderança do consumo em Minas Gerais, representando 39,1% do potencial de gastos no estado.
💰 Projeção Bilionária: O levantamento IPC Maps estima que o consumo total das famílias mineiras atingirá R$ 890,2 bilhões em 2026, o que representa um crescimento real de 6,3% em relação ao ano anterior.
📈 Os Impulsionadores: O fortalecimento do poder de compra deve-se ao aumento da renda de classes mais baixas e à forte expansão da criação de empregos com carteira assinada, gerando mais estabilidade financeira.
🛒 Para Onde Vai o Dinheiro: O setor de habitação lidera os gastos (pressionado pela alta dos aluguéis), seguido pelas despesas com veículos próprios (uso pessoal e trabalho por aplicativos) e, em terceiro, a alimentação.
📍 Cidades em Destaque: Belo Horizonte é o município com maior força econômica no estado (ocupando a 4ª posição no ranking nacional de consumo), seguida por Uberlândia e Contagem.
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