A mãe da criança, de 27 anos, e o padrasto, de 19, foram ouvidos pela polícia após a morte do menino.
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O velório e enterro do menino de 7 anos que morreu com suspeita de desnutrição na última sexta-feira (7/6) em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está marcado para a manhã desta terça-feira (11/6).
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O corpo do menino foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) na noite de ontem. A criança será velada a partir das 8h e enterrada às 11h no Cemitério Municipal Campo da Saudade, no bairro Vila Maria, em Lagoa Santa.
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Relembre o caso
Na última sexta-feira, o menino deu entrada na Santa Casa de Lagoa Santa morto e com sinais de desnutrição. A equipe médica acionou a Polícia Militar.
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A mãe e o padrasto do menino foram conduzidos para a delegacia.
De acordo com o padrasto, o enteado estava doente havia seis dias, não se alimentava e vomitava “coisas verdes”.
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Os militares encontraram mantimentos na casa da família, onde também moravam outras três crianças, entre elas um bebê recém-nascido. Os três foram encaminhados para um abrigo pelas conselheiras tutelares.
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O homem disse ainda que no momento em que o menino foi levado ao hospital ele estava trabalhando, mas que teve medo de levar a criança à unidade de saúde e ser preso.
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Castigo e comida de cachorro
O padrasto confessou em depoimento que deixava o menino sem comida em algumas ocasiões. O castigo, segundo ele, era porque a criança comia demais e temia que faltasse alimento para as demais.
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A mãe, porém, não concordava com a situação e tentava alimentá-lo escondido do padrasto. Ele retrucava dizendo que a mulher estava deixando o filho “com muita ousadia”.
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Em depoimento, ela contou que chegou a ver o filho comendo comida de cachorro escondido. Quando questionada o que fez ao presenciar o fato, não deu mais detalhes e se limitou a dizer que “não conseguia mais falar sobre o caso”.
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Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a mãe e o padrasto da criança “tiveram a prisão em flagrante ratificada pelo crime de maus-tratos com majorante por ter sido praticado contra menor de 14 anos e com resultado morte e permanecem à disposição da justiça.”
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Relatos de testemunha
A polícia também ouviu uma testemunha, um homem que abrigou as crianças em casa quando a mãe do menino foi dar à luz ao mais novo, recém-nascido.
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O homem relatou que todas as crianças pareciam magras, especialmente o menino de 7 anos, que falava baixo e tinha dificuldades para andar. As crianças pareciam ter medo, segundo ele, mas afirmavam que se alimentavam bem em casa.
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Na casa do homem, foram alimentadas e, depois disso, o menino de 7 anos disse que precisava vomitar, pois tinha medo de ser castigo por ter comido, segundo a testemunha. No banho, o homem disse ter conseguido ver as veias e costelas do menino aparentes sob a pele.
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Ele teria sugerido ao padrasto das crianças que elas ficassem na casa por mais algum tempo, contudo o homem teria insistido para que fossem embora. A testemunha afirmou ter sido informada sobre a morte da criança por conhecidos.
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Sinais de Desnutrição
Este caso é um exemplo extremo de desnutrição associada a maus-tratos. A desnutrição pode ser identificada através de vários sinais e sintomas, muitos dos quais estavam presentes no menino:
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Perda de Peso Significativa: A criança, visivelmente desnutrida, apresentava uma perda de peso severa, indicando uma falta crônica de nutrientes.
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Fraqueza e Fadiga: O menino, incapaz de se alimentar corretamente, provavelmente experimentava níveis extremos de fraqueza e fadiga.
Problemas Digestivos: O vômito de substâncias verdes sugere problemas gastrointestinais graves, comuns em casos avançados de desnutrição.
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Impacto da Negligência e Maus-Tratos
O tratamento desumano relatado pelo padrasto, que incluía deixar a criança sem comida e forçá-la a comer comida de cachorro, exemplifica uma combinação mortal de negligência e abuso.
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A desnutrição infantil é agravada quando associada a maus-tratos, criando um ambiente onde a criança é privada não apenas de nutrientes essenciais, mas também de um ambiente seguro e amoroso.
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O caso do menino em Lagoa Santa é um doloroso lembrete da gravidade da desnutrição infantil e do impacto devastador da negligência e dos maus-tratos.
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É um chamado urgente para que a sociedade, as autoridades e os profissionais de saúde trabalhem juntos para identificar, prevenir e tratar a desnutrição, garantindo que todas as crianças tenham uma infância saudável e segura.
Algumas Informações: Portal Estado de Minas / O Tempo
Direitos Autorais Imagem de Capa: Reprodução / Google Street View / Divulgação
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