Por: Cerqueiras Publicidades

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TORNEIO ILEGAL: Polícia Federal Prende Dois homens em Flagrante por Tráfico de Aves Silvestres

Ação conjunta com a Polícia Militar de Meio Ambiente resgatou "coleirinhos" com anilhas adulteradas. Os suspeitos tentavam "legalizar" os pássaros e podem pegar até três anos e meio de prisão.

O desrespeito à fauna brasileira foi alvo de uma ação rigorosa das forças de segurança neste fim de semana na Zona da Mata. No domingo (05 de abril), a Polícia Federal (PF), em um trabalho conjunto com a Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA), prendeu dois homens em flagrante por tráfico de animais silvestres e falsificação em Juiz de Fora (MG).

A prisão ocorreu durante os desdobramentos da "Operação Semana Santa 2026". As equipes de fiscalização ambiental realizavam diligências de rotina quando flagraram os suspeitos participando de um torneio de canto de pássaros, realizado nas dependências de um clube recreativo da cidade.

A fraude das anilhas

Durante a inspeção minuciosa nos animais que participavam do torneio, os agentes identificaram três aves da espécie popularmente conhecida como "coleirinho" portando anilhas de identificação com fortes indícios de adulteração.

Para confirmar a fraude, os policiais realizaram consultas ao Sistema de Controle de Monitoramento de Criadores Amadoristas de Pássaros (SISPASS), do IBAMA. O cruzamento de dados revelou que um dos lacres sequer possuía registro oficial no sistema. As outras anilhas consultadas pertenciam a criadores completamente distintos dos homens que estavam com as aves no torneio.

Segundo a Polícia Federal, o uso de anilhas falsas ou adulteradas é uma manobra criminosa comum no mercado clandestino. O objetivo dos traficantes é tentar "esquentar" — ou seja, dar aparência legal — a aves que foram capturadas ilegalmente na natureza. Além do crime ambiental, a prática configura crime contra a fé pública.

Resgate e punições

Os pássaros foram imediatamente apreendidos, retirados da situação de estresse e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IEF), onde receberão cuidados veterinários especializados e passarão por perícia técnica antes de uma possível reintrodução à natureza.

Além das aves, a Polícia Federal apreendeu os aparelhos celulares dos dois homens. Os dispositivos serão submetidos a uma análise pericial rigorosa, com o intuito de identificar a origem das anilhas falsificadas, rastrear fornecedores e desarticular outras possíveis ramificações dessa rede de comércio ilegal de fauna silvestre.

Os dois autuados, que até então não possuíam antecedentes criminais, receberam voz de prisão, foram encaminhados ao sistema prisional e seguem à disposição da Justiça Federal. Se condenados pelos crimes ambientais e de falsificação, as penas somadas podem chegar a três anos e meio de reclusão. O caso segue sob investigação via inquérito policial.

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Foto: Polícia Federal / Divulgação

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Foto: Polícia Federal / Divulgação

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Foto: Polícia Federal / Divulgação

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Foto: Polícia Federal / Divulgação

Informações: Assessoria de Comunicação Social da Delegacia de Polícia Federal em Juiz de Fora/MG

📝 Síntese da Matéria 
🚨 A Operação: A Polícia Federal e a PM de Meio Ambiente prenderam dois homens em flagrante por tráfico de animais silvestres em Juiz de Fora (MG). 
📅 Contexto: A prisão ocorreu no domingo (05 de abril), durante um torneio de canto de pássaros em um clube recreativo, como parte da "Operação Semana Santa 2026". 
🐦 A Fraude: Os suspeitos estavam com três pássaros da espécie "coleirinho" usando anilhas adulteradas. A fraude no sistema do IBAMA serve para tentar "legalizar" aves capturadas na natureza. 
📱 Investigação: As aves foram resgatadas e enviadas ao CETAS. Os celulares dos suspeitos foram apreendidos para rastrear a rede de falsificação de anilhas. 
⚖️ Consequências: Os homens foram levados ao sistema prisional e podem ser condenados a até três anos e meio de prisão pelos crimes cometidos.

 


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