Com o envelhecimento, a pele se torna mais sensível e exige novos hábitos de higiene e hidratação.
Com o passar dos anos, o corpo humano passa por diversas transformações. Uma das mais visíveis — e muitas vezes negligenciadas — ocorre na pele. Após os 60 anos, ela se torna mais fina, seca e sensível, exigindo cuidados específicos no dia a dia.

De acordo com a dermatologista Cristina Salaro, isso acontece porque, com o avanço da idade, há uma redução natural na produção de colágeno e elastina, substâncias responsáveis por dar firmeza e elasticidade à pele. Além disso, as glândulas sebáceas tornam-se menos ativas, diminuindo a lubrificação natural.
O resultado é uma pele que perde a capacidade de reter água com eficiência, resseca com mais facilidade e se torna mais vulnerável a lesões, infecções e dermatites. É nesse contexto que o banho, um hábito aparentemente simples, precisa ser repensado.
Segundo a especialista, a recomendação que surpreende muitas pessoas é: “menos é mais quando se trata de banho na terceira idade”. Isso porque banhos longos, quentes e frequentes podem agravar ainda mais o ressecamento da pele.
A orientação principal é que o banho seja tomado em dias alternados, especialmente em épocas de clima frio ou em regiões naturalmente secas. Essa prática ajuda a preservar a camada protetora natural da pele.
Nos dias em que o banho completo não for realizado, é possível manter a higiene com práticas alternativas. A recomendação é fazer a higiene íntima localizada, utilizando um pano úmido e sabonete suave para lavar as regiões essenciais como axilas, genitais e pés.
Para os dias de banho completo, alguns cuidados devem ser seguidos. O primeiro deles é a temperatura da água: deve ser morna a fria, evitando sempre a água muito quente, que remove os óleos naturais da pele.
Outro ponto importante é o uso moderado de sabonete. Não é necessário — nem recomendado — ensaboar o corpo inteiro. A aplicação deve se concentrar nas áreas que realmente precisam: axilas, pés e região íntima.
Além disso, é fundamental escolher o sabonete certo. O ideal é utilizar produtos com pH fisiológico, sem agentes bactericidas agressivos ou perfumes fortes, que podem causar irritações ou alergias.
Esponjas e buchas devem ser evitadas. Elas podem agredir a pele, que já está mais frágil com a idade. Em vez disso, o sabonete pode ser aplicado diretamente com as mãos, de forma delicada.
Logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, é o melhor momento para aplicar um hidratante corporal. Essa prática ajuda a reter a umidade e protege a barreira cutânea, que é essencial para a saúde da pele do idoso.
A escolha do hidratante também faz diferença. Deve-se optar por produtos ricos em ativos emolientes, como ureia, ceramidas ou glicerina, que ajudam a recuperar e manter a hidratação da pele ao longo do dia.
Hidratar a pele uma vez ao dia é o suficiente para a maioria das pessoas idosas, mas em casos de ressecamento acentuado, a aplicação pode ser feita duas vezes ao dia, conforme orientação médica.
A negligência nos cuidados com a pele pode levar ao surgimento de rachaduras, coceiras intensas, descamações e até infecções. Por isso, a higiene e a hidratação devem ser encaradas como etapas complementares e igualmente importantes.
O cuidado com a pele também promove conforto e bem-estar. Quando bem cuidada, a pele tende a causar menos incômodos, melhora a autoestima e reduz a necessidade de tratamentos dermatológicos futuros.
Vale lembrar que cada organismo é único. Por isso, em casos de pele extremamente seca, sensível ou com lesões frequentes, é sempre recomendado consultar um dermatologista para orientações personalizadas.
A adaptação desses novos hábitos pode ser desafiadora no início, especialmente para quem sempre associou limpeza à frequência e intensidade. No entanto, entender as mudanças naturais da pele com o envelhecimento é essencial para preservar sua integridade.
Cuidar da pele na terceira idade vai além da estética. É uma questão de saúde, conforto e qualidade de vida. E tudo começa com o simples gesto de tomar banho — de forma consciente, estratégica e gentil.
Além dos cuidados físicos, é importante considerar também o aspecto emocional do autocuidado. Para muitos idosos, o momento do banho representa mais do que higiene: é uma oportunidade de relaxamento, rotina e bem-estar. Por isso, adaptar esse ritual com atenção e respeito às limitações da idade também contribui para a saúde mental e emocional, reforçando a dignidade e a autonomia na terceira idade.
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