Doença representa cerca de 8% do total de mortes entre crianças e adolescentes no Brasil.
O Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil é lembrado anualmente desde 2002, em todo o mundo, no dia 15 de fevereiro. A data reforça a importância do papel dos pais e responsáveis no enfrentamento à doença. São eles que, ao perceberem qualquer sinal ou sintoma anormal nas crianças e adolescentes, devem encaminhá-los ao médico para confirmação diagnóstica e início imediato do tratamento, se necessário.
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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos pela doença podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, disponíveis em todo o Brasil, de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O INCA, vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável pela coordenação das ações de prevenção e controle do câncer no país.
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Segundo estimativas do INCA para o biênio 2023-2024, são esperados cerca de 9.000 novos casos de câncer infantojuvenil no Brasil. O câncer já representa a principal causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, correspondendo a aproximadamente 8% do total de óbitos nesse grupo.
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Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes infantojuvenis pode alcançar boa qualidade de vida. Por isso, o Governo Federal reforça o alerta aos pais e responsáveis para ficarem atentos a queixas das crianças ou sinais de anormalidade, que devem ser avaliados por profissionais de saúde para garantir o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o tratamento se inicia, maiores são as chances de cura.
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Tipos mais frequentes
Diferentemente do câncer em adultos, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, os tumores em crianças e adolescentes são constituídos de células indiferenciadas, o que geralmente proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais, como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e cirurgias oncológicas.
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Ao contrário dos adultos, o câncer infantil não tem relação com fatores de risco ambientais ou estilo de vida. Os tipos mais comuns de câncer entre crianças e adolescentes são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os tumores do sistema nervoso central e os linfomas (cânceres do sistema linfático).
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Outros tumores que acometem crianças e adolescentes incluem: neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente na região abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (que afeta a retina), tumores germinativos (originários das células que formam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles). Assim como no resto do mundo, no Brasil, as leucemias são o tipo mais prevalente entre o público infantojuvenil.
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Sinais e sintomas
Os sintomas do câncer infantil muitas vezes se assemelham aos de doenças comuns na infância, o que pode retardar o diagnóstico. Por isso, consultas regulares ao pediatra são essenciais, pois esses profissionais podem identificar os primeiros sinais de câncer e encaminhar a criança para exames e tratamento especializado. Sintomas persistentes devem ser investigados o mais rapidamente possível por profissionais de saúde.
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Entre os sinais de alerta estão: palidez, hematomas ou sangramentos frequentes, dores ósseas, caroços ou inchaços (indolores e sem febre), perda de peso inexplicada, tosse persistente, sudorese noturna, falta de ar, alterações oculares (como estrabismo ou manchas brancas nos olhos, o famoso "reflexo do olho de gato"), inchaço abdominal, dores de cabeça persistentes ou intensas, vômitos pela manhã com piora ao longo do dia, e dor em membros ou inchaço sem relação com traumas.
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Esses sintomas, se persistirem, precisam ser investigados por especialistas o mais rapidamente possível, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e cura.
Câncer infantojuvenil pelo mundo
O câncer infantojuvenil é um desafio global de saúde, mas o acesso a diagnósticos precoces e tratamentos de qualidade varia consideravelmente entre os países.
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Nos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e muitos da Europa Ocidental, as taxas de sobrevivência de câncer em crianças e adolescentes são superiores a 80%, resultado de um forte investimento em pesquisa, infraestrutura hospitalar e tratamentos avançados. Nesses locais, programas de diagnóstico precoce, suporte psicológico e reabilitação são amplamente disponíveis, o que aumenta a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias.
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Por outro lado, em países de baixa e média renda, especialmente na América Latina, África e algumas regiões da Ásia, as taxas de cura podem ser significativamente mais baixas, devido a uma série de fatores. Entre os principais desafios estão a falta de acesso a centros especializados, atrasos no diagnóstico, tratamentos interrompidos e dificuldade em adquirir medicamentos essenciais.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 90% das mortes de crianças com câncer ocorrem em países de baixa e média renda, onde o sistema de saúde enfrenta grandes limitações.
Iniciativas internacionais, como o Global Initiative for Childhood Cancer da OMS, visam reduzir as desigualdades no tratamento e melhorar as taxas de sobrevivência em todo o mundo, com o objetivo de atingir uma taxa global de cura de 60% até 2030.
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Educação e prevenção
Educar a população sobre os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil é fundamental para o diagnóstico precoce, que aumenta drasticamente as chances de cura. Pais, cuidadores e profissionais de saúde precisam estar atentos a sintomas que muitas vezes são confundidos com doenças comuns da infância, como palidez, febres persistentes, hematomas inexplicáveis, dor óssea e inchaços.
Campanhas de conscientização são ferramentas essenciais para garantir que essas informações cheguem ao maior número de pessoas.
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Escolas também desempenham um papel importante na detecção precoce. Professores que conhecem os sinais do câncer podem alertar os pais sobre comportamentos e sintomas suspeitos.
Além disso, programas educacionais que desmistificam a doença e tratam do tema com sensibilidade são importantes para reduzir o estigma em torno do câncer infantil, facilitando a aceitação do diagnóstico e o início do tratamento.
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Governos e organizações não governamentais (ONGs) podem contribuir com materiais educativos e palestras em centros de saúde, além de promover campanhas de mídia que alcancem áreas rurais e populações de difícil acesso. O investimento em educação e prevenção não só melhora as taxas de cura, mas também reduz o impacto psicológico e financeiro para as famílias.
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Importância da doação de sangue e medula óssea
A doação de sangue e de medula óssea é vital para o tratamento de muitos tipos de câncer infantojuvenil, especialmente leucemias. Durante o tratamento com quimioterapia e radioterapia, as crianças podem precisar de transfusões regulares de sangue e plaquetas para repor células sanguíneas destruídas pelos medicamentos. A falta de doadores pode significar atrasos no tratamento, comprometendo as chances de recuperação.
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No caso da leucemia e de outros tipos de câncer hematológico, o transplante de medula óssea pode ser a única chance de cura para muitos pacientes. No entanto, encontrar um doador compatível é um processo difícil, principalmente entre pessoas fora do círculo familiar. Por isso, é crucial aumentar a conscientização sobre a doação de medula óssea e facilitar o processo de inscrição de novos doadores em registros nacionais e internacionais.
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Em muitos países, campanhas de doação de sangue e medula óssea são realizadas por ONGs e entidades públicas, com o objetivo de aumentar o número de doadores. No Brasil, por exemplo, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) facilita o acesso a doadores para pacientes em busca de um transplante.
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É importante que as pessoas saibam que a doação é um processo relativamente simples, mas que pode salvar vidas, especialmente de crianças que enfrentam a batalha contra o câncer.
O câncer infantojuvenil, embora represente um desafio global, pode ter suas altas taxas de mortalidade significativamente reduzidas por meio de diagnósticos precoces e tratamentos adequados.
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No entanto, as disparidades entre países no acesso a cuidados especializados ainda são um obstáculo a ser superado. A educação sobre os sinais e sintomas da doença, juntamente com a conscientização para a doação de sangue e medula óssea, desempenha um papel crucial no combate ao câncer infantil.
Ações coordenadas entre governos, organizações de saúde, escolas e a sociedade são essenciais para melhorar as condições de diagnóstico e tratamento, além de proporcionar suporte emocional e financeiro para as famílias afetadas.
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Investir em educação, prevenção e ampliação do acesso aos tratamentos pode salvar a vida de milhares de crianças e adolescentes ao redor do mundo, aumentando suas chances de cura e proporcionando uma vida saudável após a recuperação. A batalha contra o câncer infantojuvenil é uma luta coletiva, onde cada contribuição — seja por meio de doação, conscientização ou políticas públicas — tem um impacto profundo.
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Algumas Informações: Portal GOV BR
Direitos Autorais Imagem de Capa: Divulgação/INCA
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