Por: Cerqueiras Publicidades

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Como fenômeno raro na Antártida baixou as temperaturas no Brasil

A onda de frio que atingiu o Brasil na última semana não deve ir além de quinta-feira, dia 15 de agosto. Apesar de as variações de temperatura como essa serem comuns nesta época do ano, o frio que está sendo sentido em grande parte do país é resultado de um fenômeno raro que está acontecendo na Antártida.

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta é primeira massa de ar frio que conseguiu avançar sobre todos os estados das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do país em 2024.

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No Sul, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm previsão de geada, e alguns locais do país registraram a temperatura mais baixa do ano, como foi o caso do Rio de Janeiro, que marcou 8,3°C na última terça-feira.

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O que está causando o frio no Brasil?

De acordo com a meteorologista Maria Assunção Silva Dias , as baixas temperaturas atuais estão ligadas a uma espécie de 'anel' formado por áreas de alta e baixa pressão ao redor da Antártida.

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A intensidade desse anel é medida por um índice chamado "oscilação antártica".

“Quando esse índice está negativo no inverno, os efeitos no Brasil são principalmente chuvas e frio associadas a frentes frias.”

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"E atualmente, o índice está em um valor recorde negativo. Normalmente, ele varia entre +2 e -2, mas agora, para se ter uma ideia, a escala do gráfico vai até -4 e ele superou esse limite, está em -4,4, o que é algo inusitado", explica Silva Dias, que é doutora e mestra em Ciências Atmosféricas pela Colorado State University e diretora de meteorologia da Rhama Analysis.

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Esse cenário, aponta a especialista, é realmente raro.

“Desde os anos 1980, não havia um registro tão negativo do índice de oscilação antártica.”

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Silva Dias explica que o índice costuma mudar de sinal a cada 15 dias ou 30 dias, alternando entre positivo e negativo, o que altera as consequências no clima.

A principal consequência que estamos observando agora é a formação de um cinturão de baixas pressões.

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Irmãos Gonçalves

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"Há um jato polar, corrente de vento intenso na estratosfera, que age como um 'cinturão', que normalmente ajuda a segurar o ar frio apenas nas regiões polares, impedindo que ele se espalhe para áreas mais quentes", explica Ana Avila, meteorologista e pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

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Mas devido ao aquecimento global, aponta Avila, há um enfraquecimento do vórtice polar, fazendo com que a massa de ar frio, que geralmente circula apenas na região antártica, suba para a América do Sul, criando um ciclone extratropical.

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"Esse ciclone, associado ao índice recorde da oscilação antártica, está gerando ventos persistentes que trazem frio para o Sudeste, Centro-Oeste e até partes da Amazônia. Como o ciclone está parado, o frio persiste por vários dias, afetando regiões amplas do Brasil", complementa Silva Dias.

pessoas com roupa de inverno na rua

Foto: Reprodução

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Aquecimento global influencia eventos extremos

As especialistas consultadas pela reportagem apontam que muitos dos eventos meteorológicos extremos que estamos presenciando podem já ser um reflexo das mudanças climáticas.

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"Estamos vivendo tempos de extremos notáveis, e é possível que estejamos no início de uma nova era climática em que esses extremos se tornem cada vez mais comuns", afirma Silva Dias.

Esses eventos climáticos extremos, tanto no Brasil quanto no mundo, diz, estão interligados.

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“A atmosfera não tem fronteiras, e alguns fenômenos, como o El Niño, afetam todo o planeta. Entretanto, nem sempre o impacto é o mesmo em todos os lugares. Precisamos avaliar cada fenômeno para entender se ele é resultado de condições locais ou se está realmente interligado com eventos em outras partes do mundo.”

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Após frio intenso e geadas, inversão térmica deve elevar temperaturas pelo Brasil

De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, a massa de ar que avançou sobre o centro-sul do Brasil desde o último dia 9 e que ocasionou geadas em vários pontos tende a perder força. O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos comenta que houve registros de geadas no sábado (10), domingo (11) e também na terça-feira (13), mas não de forma ampla, embora atingindo vários pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

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Santos ressalta que a geada pegou áreas de café, de cana e de hortaliças. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina a geada atingiu lavouras de trigo, porém de forma muito pontual. Ele afirma que houve quebras nas lavouras dessas culturas, mas muito pequenas e insignificantes quando comparadas a produção nacional. “Agora, a grande questão é de como ficará o clima daqui para frente”, disse.

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Mundo das Utilidades

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O agrometeorologista destaca que não haverá mais grandes registros de frio, uma vez que o clima nos próximos dias deverá registrar uma inversão térmica bastante acelerada. Haverá uma massa de ar quente avançando sobre o Brasil nos próximos dias, em áreas que receberam geadas, com as temperaturas máximas podendo superar facilmente os 30 graus a partir do próximo final de semana.

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Conforme Santos, em locais onde as mínimas não passaram de 17 graus nos últimos dias, como no Paraná, São Paulo e Minas Gerais, agora as temperaturas agora ficarão superiores a 17 graus. “Teremos uma grande inversão térmica e a próxima semana voltará a ter aquele padrão de temperaturas altas em todo o Brasil. O tempo ficará aberto, com exceção apenas do Sul do Brasil que deve voltar a receber chuvas a partir do dia 19, com a previsão de passagem de uma nova frente fria. “Esse sistema deve avançar e levar precipitações a vários pontos, tanto do Rio Grande do Sul, quanto de Santa Catarina e do Paraná. Porém, no Sudeste, Centro-Oeste, Mapitoba e em todo o interior do Nordeste e na Região Norte o tempo deverá ficar seco na segunda quinzena de agosto”, sinaliza.

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BibiCar

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Também em setembro não há perspectiva de que possa chover bem sobre as áreas produtoras do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba. “As chuvas continuarão bastante concentradas no Sul. Somente mais para o final do mês de setembro é que há uma possibilidade de retorno à chuva na região central do país, mas de forma irregular. A La Niña, mesmo não ganhando corpo ainda, irá atrasar a total regularização do regime de chuvas, que deverá ocorrer somente em meados de outubro”, detalha.

No que tange a novas ondas de frio, somente há uma expectativa de ocorrência na virada de agosto para setembro no Centro-Sul do Brasil.

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Paraguai

De acordo com a meteorologista Ludmila Camparotto, a massa de ar polar que provocou a queda bastante acentuada das temperaturas em grande parte do Paraguai nos últimos dias começa a perder intensidade. Com isso, os próximos dias tendem a ser marcados por uma gradativa elevação das temperaturas.

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Ludmila afirma que, nas próximas madrugadas, apesar das temperaturas ainda se manterem baixas sobre o Paraguai, a tendência é de que, ao longo dos próximos dias, gradativamente as temperaturas voltem a se elevar. “Não há mais expectativas de frio intenso e de geadas”, ressalta.

No próximo final de semana as temperaturas devem se elevar sobre o Paraguai. Para a próxima semana, as temperaturas máximas devem ficar acima dos 32 graus, principalmente na região do Chaco.

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As chuvas devem retornar ao Paraguai na quarta-feira (21), com a entrada de uma nova frente fria. Elas devem começar pelo sul e avançar pelas demais regiões chegando até o norte do pais até o dia 24. Na região do Chaco também há chances de precipitações, embora de forma mais irregular.

Na retaguarda desse sistema haverá a entrada de uma massa de ar polar que provocará o declínio da temperatura, embora sem ocorrência de um frio tão intenso. Apenas na virada de agosto para setembro é que poderá haver alguns períodos de temperaturas um pouco mais baixas. “Por enquanto, a boa notícia é que não há expectativa de novas geadas e de frio intenso sobre o Paraguai novamente”, afirma.

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Irmãos Gonçalves

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Ao longo de setembro, a expectativa é que as chuvas aconteçam de forma mais regular sobre o Paraguai, intercaladas com períodos um pouco mais frios. Para o mês de outubro já se observa uma condição melhor de chuva. Para novembro e dezembro, Ludmila afirma que a expectativa é de chuvas mais espalhadas sobre o Paraguai, com volumes um pouco mais irregulares.

Algumas informações: BBC News / Safras & Mercado


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