Em ao menos 16 situações, chefes de Estado e candidatos à Casa Branca sofreram ataques; 5 deles foram mortos.
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O ataque ao ex-presidente dos EUA Donald Trump, 78 anos, passa a fazer parte de uma longa lista de atentados contra chefes de Estado norte-americanos e candidatos à Casa Branca. Foram 16 ao todo.
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Em 4 situações, presidentes foram mortos no exercício do mandato. O 1º deles foi Abraham Lincoln, em 1865. James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John Kennedy (1963) também morreram no cargo.
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Ronald Reagan (1911-2004) sofreu um atentado em 1981, no 1º ano de seu mandato presidencial. Assim como Trump, Theodore Roosevelt (1858-1919) também foi atacado fora do cargo, em 1912, mas sobreviveu.
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Eis a lista abaixo dos que foram mortos:
Abraham Lincoln (1809-1865, Partido Republicano) – presidente
Morreu em 15 de abril de 1865, 1 dia depois de ser baleado na cabeça enquanto assistia à peça “Nosso primo americano”, no Teatro Ford, em Washington D.C. (EUA). O 16º presidente dos EUA tinha 56 anos.
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James Abram Garfield (1831-1881, Partido Republicano) – presidente
O 20º presidente dos Estados Unidos tinha 49 anos. Em 2 de julho de 1881, o advogado Charles J. Guiteau atirou nele em uma estação de trem, em Washington D.C. Garfield morreu meses depois, em 19 de setembro de 1881, por complicações causadas por uma infecção.
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William McKinley (1843-1901, Partido Republicano) – presidente
Foi o 25º presidente dos EUA. Foi alvejado em 6 de setembro de 1901, durante visita a uma exposição, em Buffalo, Nova York, enquanto cumprimentava o público. Morreu aos 58 anos, em 14 de setembro, de gangrena causada pelos ferimentos.
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John Fitzgerald Kennedy (1917-1963, Partido Democrata) – presidente
O 35º presidente norte-americano, 46 anos, desfilava em um carro aberto (foto abaixo) em Dallas, no Texas, quando foi baleado com 2 tiros –um deles na cabeça–, em 22 de novembro de 1963. Acusado de efetuar os disparos, Lee Harvey Oswald foi morto 2 dias depois.
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Robert Fitzgerald Kennedy (1925-1968, Partido Democrata) – candidato à Presidência
O senador nova-iorquino, 42 anos, era irmão de John Kennedy e disputava a eleição presidencial. Em 5 de junho de 1968, foi atingido por 2 tiros na cabeça, em um hotel em Los Angeles, na Califórnia. Morreu no dia seguinte.
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TENTATIVAS DE ASSASSINATO
Candidatos e presidentes sofreram atentados que não resultaram em morte ao menos 11 vezes.
Andrew Jackson (Partido Democrata) – presidente
Em 30 de janeiro de 1835, o pintor de paredes Richard Lawrence apontou duas pistolas na direção de Jackson, que falharam. O atentado se deu na saída do Capitólio, em Washington D.C.
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Theodore Roosevelt (Partido Progressista) – candidato à Presidência
Presidente de 1901 a 1909, Roosevelt tentava retornar à Casa Branca. Em 14 de outubro de 1912, durante campanha em Milwaukee, no Wisconsin, foi baleado no peito, mas sobreviveu.
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Franklin Delano Roosevelt (Partido Democrata) – presidente eleito
Em 15 de fevereiro de 1933, o pedreiro Giuseppe Zangara disparou 6 vezes na tentativa de acertar Roosevelt, em Miami, na Flórida. O prefeito de Chicago Anton Cermak estava ao lado do presidente eleito e morreu depois de ser ferido no estômago.
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Harry Truman (Partido Democrata) – presidente
Em 1º de novembro de 1950, 2 defensores da independência de Porto Rico tentaram matar Truman na Blair House, enquanto a Casa Branca passava por reformas. Oscar Collazo e Griselio Torresola foram parados antes de entrar no local.
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George C. Wallace (Partido Democrata) – candidato à Presidência
O então governador do Alabama foi ferido em 15 de maio de 1972, em Laurel, Maryland (EUA). Afastou-se da disputa eleitoral naquele ano depois do ataque.
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Gerald Ford (Partido Republicano) – presidente
Em setembro de 1975, o 38º presidente dos EUA foi alvo de 2 atentados no Estado da Califórnia. O 1º se deu no dia 5, na capital Sacramento: Lynette Fromme, uma seguidora de Charles Manson, apontou uma pistola para Ford, mas um agente do Serviço Secreto conseguiu evitar o disparo;
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Em 22 de setembro de 1975, a política Sara Jane Moore tentou matar a tiros Gerald Ford em San Francisco, mas o plano falhou.
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Ronald Reagan (Partido Republicano) – presidente
Em 30 de março de 1981, Reagan foi vítima de um atentado enquanto deixava o hotel Hilton, em Washington D.C. John Hinckley Jr. disparou 6 vezes em sua direção. Um dos tiros ricocheteou e a bala se alojou no pulmão do presidente. Outros 3 ficaram feridos.
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Reagan passou por cirurgia de emergência e foi liberado do hospital em 11 de abril. Foi o 1º presidente no cargo a sobreviver a uma tentativa de assassinato relacionada a arma de fogo.
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Bill Clinton (Partido Democrata) – presidente
Francisco Martin Durán usou um rifle semiautomático para atirar contra a Casa Branca em 29 de outubro de 1994. Clinton estava na sede do Executivo norte-americano, mas não foi atingido. O autor dos disparos foi condenado em 1995.
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George W. Bush (Partido Republicano) – presidente
Bush também foi alvo de ataque ao visitar Tblissi, capital da Geórgia, em 2005: um homem lançou contra o republicano uma granada, que não detonou.
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Donald Trump (Partido Republicano) – pré-candidato
Em 13 de julho de 2024, Trump foi alvo enquanto discursava em um comício em Butler, no Estado da Pensilvânia (EUA). Sua orelha direita foi atingida de raspão por um tiro. O evento foi interrompido depois dos disparos e o republicano foi retirado do local por agentes do Serviço Secreto. O atirador foi morto.
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Consequências Políticas
Os atentados contra presidentes dos EUA geraram profundas consequências políticas e institucionais. Após cada incidente, houve um aumento significativo nas medidas de segurança para proteger o presidente e outras figuras políticas de destaque.
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Por exemplo, após o assassinato de John F. Kennedy em 1963, o Serviço Secreto dos EUA implementou protocolos de segurança mais rigorosos, incluindo a utilização de veículos blindados e uma maior coordenação com outras agências de segurança.
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Os assassinatos também levaram a mudanças políticas e sociais. O assassinato de Lincoln, por exemplo, afetou profundamente o processo de Reconstrução pós-Guerra Civil. A morte de Kennedy influenciou a agenda legislativa dos anos 1960, acelerando a aprovação de leis sobre direitos civis e a criação de programas sociais.
Os atentados frustrados também tiveram impactos duradouros. A tentativa de assassinato de Ronald Reagan em 1981 destacou falhas na segurança presidencial e levou a uma revisão completa dos procedimentos de proteção. Além disso, eventos como o ataque a George W. Bush em 2005 mostraram a necessidade de maior vigilância internacional e cooperação em questões de segurança.
Algumas Informações: Portal Poder360
Direitos Autorais Imagem de Capa: AP Photo/Evan Vucci/ Divulgação
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