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Especialistas falam sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida no Dia Mundial de Conscientização para o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

No dia 2 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, o programa TV MP Entrevista trouxe uma conversa esclarecedora sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando os principais aspectos do diagnóstico, tratamento e formas de garantir qualidade de vida às pessoas autistas.

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Participaram do programa a terapeuta ocupacional Fernanda Reis Cardoso e a fonoaudióloga Enila Bicalho, que explicaram que o autismo não é uma doença, mas sim uma alteração no desenvolvimento neurológico. Essa condição leva algumas pessoas a interagirem com o ambiente e com outras pessoas de maneira diferente da habitual.

“Com esse jeito diferente de processar informações, ele vai interagir com o mundo de forma diferente. Terá alterações no comportamento, interesses mais restritos, padrões mais repetitivos”, explicou Enila Bicalho.

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Essa diversidade de manifestações é o que caracteriza o autismo como um espectro, com diferentes níveis de intensidade e sintomas. 
Em muitos casos, pessoas autistas também apresentam habilidades específicas, que podem se destacar nas áreas de memória, matemática, artes ou criatividade.

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Foto: Reprodução/Internet

Sinais de alerta: como identificar o autismo
Apesar das diferentes formas com que o TEA pode se manifestar, há sinais comuns que ajudam na identificação precoce do transtorno. 
De acordo com Fernanda Cardoso, os primeiros indícios costumam surgir ainda na infância.

“As principais habilidades alteradas são as comunicativas — verbais e não verbais. Há atraso na linguagem, dificuldade em apontar, em interagir com outras crianças. 
Muitas vezes preferem brincar sozinhas e com pouco uso funcional dos objetos”, destacou.

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A especialista também chama atenção para os casos em que a criança apresenta alto rendimento escolar ou habilidades cognitivas elevadas, o que pode mascarar sinais de TEA. 
Por isso, ela reforça a importância de um atendimento precoce e multidisciplinar, que envolva diferentes áreas da saúde para um diagnóstico preciso.

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Tratamento personalizado melhora a qualidade de vida
Embora o autismo não tenha cura, há intervenções terapêuticas que contribuem significativamente para o desenvolvimento e o bem-estar da pessoa autista.

A terapia ocupacional, por exemplo, é eficaz no tratamento de hipersensibilidades sensoriais, como o incômodo com sons e ambientes muito estimulantes. 
Já a fonoaudiologia atua no desenvolvimento da linguagem e na ampliação da capacidade de interação social.

“O objetivo não é mudar quem a pessoa é, mas potencializar sua autonomia e participação social, respeitando suas particularidades”, explicou Enila.

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Números em crescimento e importância da conscientização
O número de diagnósticos de autismo vem crescendo em todo o mundo. 
Nos Estados Unidos, dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) indicam que 1 em cada 36 crianças de 8 anos está dentro do espectro autista.

No Brasil, o Censo Demográfico 2022 incluiu pela primeira vez uma pergunta sobre autismo, e os dados ainda estão em fase de tratamento.

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A data de 2 de abril também marca o Dia Nacional do Transtorno do Espectro Autista, instituído pela Lei 13.652/2018, e coincide com o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, criado pela ONU em 2007. O objetivo é ampliar a visibilidade do tema, combater o preconceito e garantir mais inclusão para as pessoas com TEA.

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Assista ao programa
O episódio completo do TV MP Entrevista está disponível no canal oficial da TV MP no YouTube, e é uma oportunidade importante para que pais, educadores, profissionais da saúde e a sociedade em geral compreendam melhor o autismo e contribuam para uma convivência mais empática e inclusiva.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais


O que é o autismo?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica e do desenvolvimento que afeta a maneira como o indivíduo se comunica, interage com outras pessoas e percebe o mundo ao seu redor.

O termo “espectro” refere-se à ampla gama de apresentações, características e graus de intensidade do transtorno. 
Isso significa que cada pessoa autista possui seu próprio conjunto de habilidades, desafios e formas de se expressar.

Autismo: o que é, sintomas, graus (e teste online) - Tua Saúde

Foto: Reprodução/Internet


O TEA não é uma doença, e sim uma condição permanente. 
Não tem cura, mas pode ser manejado com terapias e intervenções adequadas. 
A neurodiversidade — conceito que valoriza diferentes formas de funcionamento do cérebro humano — tem ganhado espaço e destaca a importância de aceitar e respeitar o autismo como uma variação natural da condição humana.

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Causas
Embora as causas exatas do autismo ainda não sejam totalmente compreendidas, estudos indicam que há forte influência genética associada a fatores ambientais durante a gestação e o desenvolvimento precoce do cérebro.

Vacinas não causam autismo — essa é uma afirmação falsa amplamente refutada por toda a comunidade científica internacional.

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História e Compreensão
Historicamente, o autismo foi descrito em meados do século XX, evoluindo de definições restritas para um espectro amplo que hoje abrange desde formas mais sutis até condições que demandam suporte intensivo.

Essa evolução no entendimento permitiu o desenvolvimento de intervenções mais direcionadas e a promoção de políticas inclusivas.

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Diagnóstico: Como identificar o autismo?
O diagnóstico do TEA é clínico e pode ser feito desde os primeiros anos de vida, sendo possível identificar sinais já a partir dos 12 a 18 meses.
No entanto, muitas crianças só recebem o diagnóstico mais tarde, o que pode atrasar intervenções fundamentais.

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Sinais de alerta incluem:

  • Falta de contato visual ou resposta ao nome
  • Atraso na fala ou ausência de linguagem verbal
  • Brincadeiras repetitivas e falta de interesse em interações sociais
  • Resistência a mudanças de rotina
  • Hipersensibilidade a sons, cheiros, texturas e luzes
  • Interesses intensos por temas específicos

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O diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar, envolvendo pediatras, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicopedagogos. 
Ferramentas como ADOS (Autism Diagnostic Observation Schedule) e ADI-R (Autism Diagnostic Interview – Revised) são instrumentos de referência usados por especialistas.

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Mundo das Utilidades


Tratamentos e terapias: O caminho do cuidado
Embora não haja cura para o autismo, intervenções precoces e personalizadas podem melhorar significativamente as habilidades sociais, a comunicação e a autonomia dos indivíduos com TEA.

Os tratamentos variam conforme as necessidades específicas de cada pessoa e geralmente envolvem uma combinação de abordagens terapêuticas.

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Terapias e Intervenções

  • Análise do Comportamento Aplicada (ABA): Considerada uma das abordagens mais eficazes, a ABA se concentra em reforçar comportamentos positivos e reduzir comportamentos que podem ser prejudiciais ou limitadores.
  • Terapia Ocupacional: Foca no desenvolvimento das habilidades motoras e na adaptação sensorial, ajudando o indivíduo a lidar com estímulos do ambiente.
    Fonoaudiologia: Essencial para o aprimoramento da comunicação, trabalhando tanto a linguagem verbal quanto a não verbal, além de estratégias para melhorar a compreensão social.
  • Intervenções Educacionais: Programas e métodos pedagógicos especializados, como o método TEACCH, visam adaptar o ambiente escolar às necessidades específicas do aluno, promovendo uma educação inclusiva.
  • Psicoterapia e Apoio Emocional: Auxilia na gestão de ansiedade, estresse e outras condições emocionais que podem acompanhar o TEA.
GOLDEN STANDARD FOR AUTISM DIAGNOSIS : ADOS-2 & ADI-R - Prof. Dr. Özgür  Öner - Çocuk ve Ergen Psikiyatristi

Foto: Reprodução/Internet

Uso de Medicamentos: 
Embora não tratem o autismo em si, medicamentos podem ser indicados para gerenciar sintomas associados, como irritabilidade, ansiedade ou transtorno de déficit de atenção.
Importância da Intervenção Precoce
Diversos estudos reforçam que quanto mais cedo as intervenções forem iniciadas, maiores são as chances de desenvolver habilidades de comunicação, sociais e adaptativas, promovendo maior autonomia e qualidade de vida ao longo do tempo.

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BibiCar

Quais são os direitos das pessoas com autismo?
A legislação brasileira avançou significativamente na garantia dos direitos da pessoa com TEA. A principal norma é a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que reconhece o autismo como uma deficiência para todos os efeitos legais.

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Principais direitos garantidos:

  • Educação inclusiva: matrícula obrigatória em escolas regulares com suporte especializado.
  • Atendimento prioritário em órgãos públicos e estabelecimentos privados.
  • Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (Ciptea): facilita o acesso aos direitos e serviços.
  • Saúde e terapias pelo SUS: acesso gratuito a atendimento médico e terapias multidisciplinares.
  • BPC/LOAS: benefício assistencial para famílias de baixa renda.
  • Transporte público gratuito ou com desconto (dependendo do município/estado).
  • Direito à acompanhante terapêutico em sala de aula, se necessário.
  • Inclusão no mercado de trabalho por meio da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991).

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Como lidar no dia a dia com uma pessoa autista?
O convívio com uma pessoa com autismo exige sensibilidade, adaptação e muito amor. 
Criar um ambiente acolhedor e compreensivo é essencial para promover o desenvolvimento e o bem-estar.

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Irmãos Gonçalves


Dicas práticas para o cotidiano:

  • Mantenha rotinas estruturadas: previsibilidade ajuda na segurança emocional.
  • Comunique-se com clareza: frases objetivas, com linguagem simples e literal.
  • Adapte o ambiente: minimize ruídos e estímulos visuais se houver hipersensibilidade sensorial.
  • Estabeleça regras com consistência: isso ajuda a construir confiança e autonomia.
  • Valorize os interesses especiais: muitos autistas desenvolvem talentos únicos.
  • Evite julgamentos e comparações: cada autista tem seu próprio ritmo de desenvolvimento.
  • A convivência deve ser marcada por respeito, paciência e o reconhecimento da singularidade de cada indivíduo.

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Como é a alimentação de um autista?
A alimentação é uma área que frequentemente apresenta desafios para pessoas com autismo, sobretudo devido às questões sensoriais que podem influenciar a aceitação de certos alimentos.

A seletividade alimentar e o autismo – Tismoo.me

Foto: Reprodução/Internet


Características Alimentares

  • Seletividade Alimentar: Muitos autistas mostram preferência por um número limitado de alimentos, recusando alimentos novos ou com texturas e sabores diferentes.
  • Sensibilidade Sensorial: Aspectos como a cor, a textura, o cheiro e até a temperatura dos alimentos podem influenciar a aceitação ou rejeição, exigindo cuidados especiais na preparação das refeições.
  • Rituais Alimentares:  É comum a repetição de certos comportamentos durante as refeições, como a insistência em organizar os alimentos de uma forma específica ou a recusa de quebrar a rotina alimentar.
  • Abordagens para uma Alimentação Adequada
    Acompanhamento Nutricional Especializado: Nutricionistas e terapeutas ocupacionais podem trabalhar juntos para desenvolver estratégias que incluam a introdução gradual de novos alimentos, respeitando as sensibilidades individuais.
  • Planos Alimentares Personalizados: Elaboração de cardápios que considerem as preferências e necessidades nutricionais específicas, visando a saúde física e o bem-estar geral.
    Integração da Família: Envolver os familiares no processo, incentivando a participação em escolhas e preparação dos alimentos, pode ser um método eficaz para ampliar o repertório alimentar.
  • Experimentação e Flexibilidade: Testar diferentes preparações, apresentações e combinações pode ajudar a encontrar alternativas que sejam nutricionalmente equilibradas e sensorialmente aceitáveis.

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Irmãos Gonçalves

O autismo é um desafio multifacetado que demanda compreensão profunda, intervenções precoces e um compromisso contínuo com a inclusão e o respeito aos direitos humanos. 
Do diagnóstico à convivência diária, passando por tratamentos personalizados e adaptações nutricionais, o caminho para a plena inclusão exige a união de esforços entre profissionais, familiares, educadores e a sociedade.

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A Palavra Morde no Portal


Ao investir em conhecimento, políticas públicas e apoio individualizado, criamos um ambiente que não apenas aceita, mas valoriza as singularidades de cada pessoa no espectro autista, promovendo assim uma sociedade mais justa e acolhedora para todos.

Fonte: MPMG.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

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