Por: Cerqueiras Notícias

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Mortes por calor devem crescer mais entre jovens do que entre idosos nos países tropicais

A mudança climática tem tornado ondas de calor mais frequentes e preocupa muito os médicos por causa dos idosos, grupo em que a taxa de mortalidade sob altas temperaturas é maior hoje. Um estudo que analisou estatísticas de óbitos e o histórico meteorológico do México, porém, mostram que em países tropicais o grupo mais afetado no futuro pode ser o dos jovens.

 

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O novo trabalho, realizado por cientistas americanos, foi um dos primeiros a usar para este fim os registros de um país com bolsões importantes de clima úmido, onde o impacto do calor se dá de forma diferente. Nessas regiões tropicais, à medida que a crise do clima avança, o aumento no número de óbitos de idosos por calor deve ser similar à queda do número de óbitos por frio. Esse efeito de compensação, porém, não deve ocorrer entre os mais jovens.

 

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Os cientistas mostram como chegaram a essa conclusão em um artigo publicado na revista Science Advances na sexta-feira. Primeiro, eles recolheram dados de óbitos do país de 1999 a 2019. Depois, cruzaram esses dados com informações de temperatura e umidade de estações meteorológicas em cada lugar.

 

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Isso os permitiu saber qual era o perfil etário de pessoas das mortes excedentes em cada lugar exibindo excesso de calor ou frio. Esse cálculo foi feito tanto em número de mortes absolutas quanto em número de anos de vidas perdidos, considerando a expectativa de vida para a pessoa.

 

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"Pessoas abaixo de 35 anos representam 75% das mortes relacionadas a calor e 87% dos anos de vida perdidos, enquanto aqueles com 50 ou mais representam 96% das mortes relacionadas por frio e 80% dos anos de vidas perdidos para o frio", diz o estudo, liderado pelo cientista Andrew Wilson, da Universidade Stanford, da Califórnia.

 

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Quando esses dados são projetados para o futuro, levando em conta um cenário medianamente pessimista de aquecimento global, deverá ocorrer uma transferência de mortes do grupo idoso para o jovem no México, poque o calor vai piorar, enquanto o frio vai se atenuar.

"A mortes por extremos de temperatura entre aqueles menores de 35 anos vão subir 32%, enquanto entre outros grupos etários vão cair 33%."

 

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Para chegar a essa conclusão, a umidade do ar é um dos fatores cruciais usados pelos cientistas na pequisa. Isso acontece porque a capacidade do corpo humano de dissipar calor é menor quando o clima está mais úmido, porque em vez de a transpiração evaporar ela se acumula como suor líquido, sem extrair o calor do corpo para o ar.

 

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Na pesquisa, os cientistas levaram em conta a temperatura de bulbo úmido, comumente medida em estações meteorológicas, com sensores dos termômetros embebidos em água. É uma métrica mais adequada para inferir a sensação de calor.

 

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Por exemplo, se a temperatura de bulbo úmido supera os 35°C (similar à temperatura de base do corpo humano), as pessoas simplesmente não conseguem suportar o ambiente por muito tempo, e problemas médicos começam a surgir.

 

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Os pesquisadores analisaram dados sobre mortalidade e séries históricas de temperaturas registradas em 412 cidades, de 20 países. Para calcular as projeções de incremento na mortalidade, eles utilizaram também dados disponibilizados de modelos climáticos globais, os mesmos que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, na sigla em inglês) usa para produzir seus relatórios.

 

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Não existe um conceito aceito universalmente pela comunidade científica para definir o que é onda de calor. Em geral, diz-se que uma onda de calor é um fenômeno no qual faz mais calor do que o comum ao longo de vários dias. Representa um problema de saúde na medida em que afeta a termorregulação dos organismos.

 

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A termorregulação é um mecanismo de equilíbrio da temperatura que, em humanos, age para manter nosso organismo sempre em torno de 37°C. Quando o tempo do lado de fora vira e a temperatura do ambiente oscila, o sistema de termorregulação entra em ação para dissipar ou reter o calor do corpo.

 

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Quando o ambiente está muito quente, o organismo não consegue fazer essa troca e a regulação do nosso corpo perde o equilíbrio, podendo levar a graves problemas ou à morte. O desequilíbrio da temperatura corporal promove mudanças em hormônios e enzimas, atingindo os mais diversos órgãos”, explica Micheline Coelho.

 

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O artigo oferece, ainda, sugestões para mitigação e adaptação à mudança climática, como a implementação de políticas mais rigorosas para a redução das emissões de gases de efeito estufa, a criação de sistemas de alerta e de centros urbanos de resfriamento e o desenvolvimento de tecnologias de casas inteligentes.

 

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A pesquisa foi desenvolvida por um grupo colaborativo formado por pesquisadores de vários países, do qual fazem parte Micheline Coelho e o médico patologista Paulo Saldiva, atual diretor do IEA.

 

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O estudo de Andrew e seus coautores deve ser uma contribuição importante para a área, porque muitos estudos projetando mortes por calor usaram majoritariamente dados de países temperados, com verão mais seco. A escolha do México para esta primeira análise se deu também pelo alto detalhamento e qualidade dos registros de mortalidade no país.

 

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— Mas é razoável imaginar que esses resultados devem se repetir em outros países, especialmente se eles possuem similaridades em suas estruturas estrutura industrial, climática e de renda. O México e o Brasil são parecidos em muitas dessas dimensões — diz Wilson. — Já estamos conduzindo uma análise similar sobre o Brasil, mas não temos ainda um estudo publicado.

 

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Uma outra frente de pesquisa a ser mais bem explorada na área é a razão específica pela qual o calor está matando mais nesses lugares. O estudo na Science Avances estabelece uma correlação estatística, mas os dados não apontam o mecanismo pelo qual o calor está matando mais.

 

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Segundo Wilson, pouquíssimos registros de morte tem uma relação clara com temperaturas extremas, sejam os motivos "insolação" ou "hipotermia".

— Mas uma vasta gama de causas de morte reage à exposição ao frio e ao calor. Isso inclui as mortes por problemas cardiovasculares, respiratórios e endócrinos como diabetes — diz o pesquisador. — Em geral, calor e frio perturbam o corpo, aumentando batimentos cardíacos e afetando coisas como transmissões de doenças, que podem levar a diversas manifestações clínicas.

 

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Muitos fatores sociais pesam nesse quesito, porque adultos em idade economicamente ativa se expõem mais ao calor, sobretudo aqueles com profissões que envolvem trabalho a céu aberto, como agricultores. Crianças também acabam se expondo mais às vezes, por brincarem ao ar livre e não cuidarem de beber água.

 

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Mas há um fator fisiológico, de qualquer forma, diferenciando jovens de idosos.

— Pessoas mais velhas experimentam risco mínimo de mortalidade em temperaturas razoavelmente altas, quando essas temperaturas frequentemente são "quentes demais" e trazem risco a indivíduos mais jovens — afirma Wilson.

 

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Algumas informações: O globo.

 

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