Por: Cerqueiras Portal de Notícias

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Número de casais do mesmo sexo aumenta quase 7 vezes desde 2010, segundo IBGE

Aumento neste período é coerente com a história do casamento gay no Brasil. Entenda

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Novos números do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, embora o porcentual de casais do mesmo sexo ainda seja muito baixo em relação à população em geral, houve um aumento significativo nos últimos 12 anos.

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Em 2022, as unidades domésticas compostas por pessoa responsável e cônjuge ou companheiro do mesmo sexo representavam 0,54% do total. Mas o crescimento foi expressivo. Em 2010, a porcentagem era de 0,1%. 

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O número deste tipo de unidade doméstica passou de 59.957 em 2010 para 391.080 em 2022. O Censo registrou também uma queda expressiva das unidades domésticas formadas por responsável e cônjuge ou companheiro de sexo diferente: de 65,3% para 57,5%, no mesmo período.

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As maiores proporções de unidades domésticas onde vivem casais homoafetivos estavam no Distrito Federal (0,76%), no Rio de Janeiro (0,73%) e São Paulo (0,67%). As menores proporções foram registradas no Piauí (0,25%), Maranhão (0,30%) e Tocantins (0,31%).

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O aumento neste período é coerente com a história do casamento gay no Brasil. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou as uniões estáveis homoafetivas a heteroafetivas. Dois anos depois, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça publicou uma resolução autorizando o casamento civil.

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Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) revelam que, desde 2013, o Brasil vem registrando, em média, 7,6 mil casamentos homoafetivos por ano, sendo 56% deles entre mulheres e 44% entre homens.

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Mudança Social e Cultural

O crescimento significativo no número de casais do mesmo sexo no Brasil reflete uma mudança profunda na aceitação e visibilidade da comunidade LGBTQIA+ nos últimos anos. 

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Irmãos Gonçalves

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Essa mudança é sustentada por avanços na cultura popular, onde a presença de personagens LGBTQIA+ em filmes, novelas e séries brasileiras tornou-se mais frequente, humanizando experiências e relacionamentos que antes eram marginalizados ou caricaturizados. 

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Redes sociais também desempenharam um papel essencial, servindo como plataforma para que indivíduos compartilhem suas histórias e lutas, possibilitando a formação de redes de apoio e normalizando a diversidade afetiva e familiar.

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Além disso, a visibilidade e o apoio por parte de figuras públicas, como artistas, políticos e influenciadores digitais, impulsionaram o debate público e contribuíram para a redução do estigma associado a relações homoafetivas. 

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Eventos como Paradas do Orgulho LGBTQIA+, que reúnem milhares de pessoas nas principais cidades do Brasil, ajudaram a construir uma nova consciência coletiva de respeito e inclusão. 

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Essas manifestações permitiram à sociedade, especialmente às novas gerações, vivenciar a diversidade de forma mais aberta e acolhedora, estimulando o aumento do número de casais assumidos e registrados nos censos oficiais.

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W Aluminium

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História e Memória do Movimento LGBTQIA+

Para compreender plenamente o contexto do aumento de casais homoafetivos, é essencial olhar para a história do movimento LGBTQIA+ no Brasil, que remonta aos anos 1970, durante a ditadura militar. 

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Apesar da repressão, grupos ativistas começaram a se organizar, lançando publicações, realizando protestos e defendendo direitos básicos para a comunidade. 

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Mundo das Utilidades

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No final dos anos 1970, o Grupo Somos, o primeiro coletivo gay do país, começou a defender a visibilidade LGBTQIA+ como parte da luta pelos direitos humanos.

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Nos anos 1990, com o advento da epidemia de HIV/AIDS, a comunidade LGBTQIA+ ganhou maior visibilidade na mídia e, ao mesmo tempo, enfrentou novos desafios, como o preconceito exacerbado. 

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BibiCar

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No entanto, foi nesse período que surgiram as primeiras iniciativas para o reconhecimento de direitos, culminando em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, garantindo a elas os mesmos direitos das uniões heteroafetivas. 

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Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça deu um passo crucial ao autorizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, consolidando a igualdade legal.

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Esses marcos são resultado de décadas de resistência, luta e engajamento, sendo fundamentais para o cenário atual.

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Conclusão

O aumento expressivo do número de casais do mesmo sexo no Brasil, evidenciado pelos dados do Censo 2022, é um reflexo de transformações sociais e culturais que marcam uma nova era de inclusão e reconhecimento para a comunidade LGBTQIA+. 

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Irmãos Gonçalves

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Essa mudança é sustentada por décadas de luta e resistência, que transformaram o país em um lugar onde, embora ainda haja desafios, a diversidade é cada vez mais reconhecida e valorizada. 

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A história do movimento LGBTQIA+ mostra que conquistas não vieram sem sacrifícios e esforços contínuos para que relações antes invisibilizadas ou estigmatizadas sejam agora parte do tecido social brasileiro.

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Irmãos Gonçalves

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Com os avanços na legislação e no apoio cultural, o Brasil caminha para uma sociedade mais justa e igualitária, na qual todos possam exercer o direito à expressão de sua identidade e afeto.

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A Palavra Morde no Portal

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Algumas Informações: Portal Tribuna de Minas
Direitos Autorais Imagem de Capa: AFP/Arquivos/ Divulgação


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