Um ex-funcionário da Nvidia chamado Luke Durant entrou para história no dia 12 de outubro. Antes de fazer uma viagem de volta para sua casa, no Alabama, Estados Unidos, ele descobriu o maior número primo já conhecido.
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Além do significado da descoberta para a matemática em si, a conquista é também relevante para a computação, pois, embora existam números primos infinitos, identificá-los requer, atualmente, o uso de computadores extremamente potentes.
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O número primo encontrado por Durant, usando uma placa de vídeo (GPU) fabricada por sua antiga empresa, tem mais de 41 milhões de dígitos, na verdade 41.024.320 algarismos.
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Chamado de M136279841, ele demoraria 475 dias para ser lido inteiro, se cada dígito fosse pronunciado em um segundo.
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Escrito em decimais, esse número começa com 8.816.943.275… e termina com 076.706.219.486.871.551, e mais 41 milhões de dígitos. Se o escrevêssemos em um livro, o volume teria 20 mil páginas.
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E, se fôssemos registrá-lo em um computador na forma binária (usando apenas uns e zeros), o número ocuparia cerca de 16 megabytes de memória, o mesmo que um pequeno vídeo do TikTok.
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Na descoberta, Durant gastou quase um ano de trabalho e cerca de US$ 2 milhões (cerca de R$ 12 milhões na cotação atual) do próprio bolso.
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A descoberta

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O número M136279841 não é apenas primo (ou seja, só divisível por ele mesmo e por um), mas é também um número primo de Mersenne, pois pode ser escrito na forma 2^p – 1, onde p também é um número primo.
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Os números primos de Mersenne fascinam os numerófilos, pois representam uma espécie de enigma matemático chique, com uma história única.
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Para achá-los, existe um projeto colaborativo global de computação chamado Grande Busca pela Internet de Primos de Mersenne (GIMPS na sigla em inglês), do qual Durant faz parte.
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O nome é uma homenagem ao monge francês Marin Mersenne, que investigou esses algarismos há mais de 350 anos. Os primeiros primos de Mersenne são 3, 7, 31 e 127.
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O cofundador da GIMPS, George Woltman, reconhece que a descoberta não tem nenhum propósito ou utilidade real. “É entretenimento para nerds de matemática”, afirmou ao The Washington Post.
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Ex-programador de computador, Woltman disse que a busca por novos primos “é uma boa maneira de passar o tempo” em sua aposentadoria.
Falando do seu software, já baixado por cerca de 3.000 a 5.000 voluntários, ele promete prazer literalmente infinito, que é o limite de números primos existentes, segundo enunciado por Euclides por volta do ano 300 a.C.
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O aplicativo permite executar tarefas no espaço não utilizado pelos voluntários em seus computadores, procurando os números em segundo plano.
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Durant inovou e encontrou o novo número primo usando o espaço de armazenamento em nuvem não utilizado disponível publicamente.
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Qual a relevância da descoberta do novo número primo?
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Formado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), Durant disse ao Washington Post que decidiu investir seu tempo e dinheiro no projeto para mostrar às pessoas que elas não são indefesas frente às big techs.
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“Os indivíduos hoje são dramaticamente mais capazes do que em qualquer momento da história”, afirmou, lembrando que a escala da computação na nuvem é “quase insondável”.
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Ele garante ter conseguido encontrar esse número que é surpreendentemente grande, usando somente as sobras da big tech.
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“É uma tentativa de destacar que temos sistemas incríveis, então vamos descobrir como usá-los da melhor forma”, concluiu.
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O estudo dos números primos não é só uma curiosidade esquisita ou um passatempo para nerds. A teoria dos números é fundamental para a moderna criptografia.
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A criptografia de chave pública RSA, um método de codificação assimétrica amplamente utilizado em sistemas de segurança digital, depende da dificuldade de fatorar grandes números primos.
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A descoberta do maior número primo conhecido rendeu a Luke Durant um prêmio em dinheiro da GIMPS de US$ 3 mil (cerca de R$ 17 mil, na cotação atual), valor que ele doou para a Escola de Matemática e Ciências do Alabama, o internato público no qual estudou.
Algumas informações: CNN Brasil.
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